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Chico Guarnieri leva Sala Multissensorial Inteligente para Barra do Bugres

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O deputado Chico Guarnieri (PSDB) participou, na sexta-feira (15), da apresentação do projeto da Sala Multissensorial Inteligente, em Barra do Bugres, iniciativa que poderá transformar o atendimento de crianças atípicas no município.

A reunião foi realizada na Câmara Municipal e contou com a presença de autoridades, representantes de entidades e famílias atípicas. O projeto foi apresentado pelo presidente do Instituto Qualivida Brasil, Ivo Razzini, que procurou o deputado para apresentar a proposta e buscar apoio para levar a iniciativa à cidade.

Na quinta-feira (14), Chico Guarnieri esteve no Instituto Qualivida Brasil para conhecer de perto o funcionamento do atendimento e os resultados alcançados pela iniciativa, que oferece tratamento gratuito para crianças neurodivergentes e famílias que não possuem condições financeiras de arcar com atendimento particular.

A proposta da Sala Multissensorial Inteligente nasce com o propósito de acolher crianças neurodivergentes, estimular habilidades, apoiar profissionais e oferecer um atendimento mais humano, moderno e acessível para toda a comunidade. Segundo o instituto, o espaço contribui para o desenvolvimento sensorial e para a retomada de atividades do cotidiano, auxiliando não apenas a criança, mas toda a família.

De acordo com as informações apresentadas, a estrutura poderá ter até 50 metros quadrados e atender até quatro alunos por sessão, dependendo do nível de suporte da criança. A previsão é de que a sala fique pronta em aproximadamente 45 dias após a definição do local adequado para instalação.

Chico Guarnieri destacou que já destinou recursos para viabilizar a implantação da sala no município. Agora, a proposta entra na fase de definição de um espaço adequado, priorizando acessibilidade, acolhimento e facilidade de acesso para as famílias que necessitam do atendimento no dia a dia.

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“Estamos construindo essa proposta ouvindo quem vive essa realidade todos os dias. Nosso objetivo é unir forças para levar mais acolhimento, desenvolvimento e qualidade de vida para as crianças atípicas e suas famílias”, destacou o parlamentar.

O professor doutorando Paulo Marques Ferreira e os demais participantes reforçaram a importância da implantação da sala em Barra do Bugres, destacando que, diante da demanda crescente, o município poderá necessitar de mais de uma unidade futuramente.

Também participaram da reunião a presidente da Câmara, vereadora Professora Cleide (Republicanos); o vice-prefeito Artuzão (PRD); o vereador Gustavo da Silva Ferreira (PRTB); o presidente da Associação Comercial e Industrial de Barra do Bugres (Acibb), Martinho; secretários das pastas de assistência social, saúde e educação do município; representantes da SOS Criança, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Sala de Autismo Prof.ª Julieta, Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e Letícia representando as mães atípicas do município.

Representando as famílias, Letícia relatou as dificuldades enfrentadas por mães de crianças autistas na busca por tratamentos especializados e destacou a importância da implantação da sala multissensorial para a cidade.

A pauta também esteve ligada ao futuro Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado e Formação Inclusiva, aprovado recentemente pela Câmara Municipal de Barra do Bugres. O espaço será implantado no antigo prédio do Fórum da cidade, que passará por reforma completa para atender crianças atípicas e receberá o nome de Moacir Sansão (in memoriam). Como a adequação do prédio ainda depende de etapas administrativas e estruturais, o grupo debate agora alternativas viáveis para que a Sala Multissensorial Inteligente possa começar a funcionar antes mesmo da conclusão definitiva do centro.

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A atividade faz parte de um trabalho que o deputado Chico Guarnieri vem levando a diversos municípios de Mato Grosso, com foco na conscientização, inclusão e fortalecimento das políticas públicas voltadas às pessoas com TEA.

No último dia 29 de abril, o parlamentar promoveu em Campo Novo do Parecis a palestra “Autismo e inclusão: um convite ao conhecimento e à empatia”. A programação também contou com o lançamento de um livro de colorir voltado aos direitos das pessoas autistas, desenvolvido pelo assessor jurídico do deputado, Dr. Iandro Almicci, transformando informações jurídicas em uma linguagem acessível e inclusiva. O assessor jurídico também esteve presente na reunião realizada em Barra do Bugres, acompanhando a apresentação do projeto da Sala Multissensorial Inteligente.

O evento teve ainda a participação da equipe do 3º Núcleo de Bombeiro Militar (NBM) de Campo Novo do Parecis, que realizou orientações sobre manobras de desengasgo em bebês, crianças e adultos, além de uma rodada interativa de perguntas com a população.

Entre os projetos apresentados pelo deputado e que vêm ganhando destaque em Mato Grosso estão o Projeto de Lei nº 257/2026, que cria o Programa de Proteção Sensorial para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (PROTEA-MT), com foco na acessibilidade e prevenção de crises causadas por excesso de estímulos sonoros, e o Projeto de Lei nº 194/2026, que institui o Programa Estadual NeuroMT.

O NeuroMT busca ampliar a identificação tardia, o suporte e a inclusão produtiva de pessoas com TEA, especialmente adultos que não tiveram diagnóstico durante a infância e enfrentaram dificuldades sociais e profissionais ao longo da vida.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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