AGRONEGÓCIO

Departamento de Agricultura dos Estados Unidos diz que o milho será a “salvação da lavoura” do agronegócio brasileiro

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Em uma análise recente divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as projeções apontam para um futuro promissor para o agronegócio brasileiro, especialmente para o setor de milho. Segundo o relatório, as exportações brasileiras de milho vão crescer 30,3% nos próximos dez anos, o que representa um volume de 77,5 milhões de toneladas até o ciclo 2033/34.

Este crescimento projetado coloca o Brasil em uma posição de destaque no cenário global, elevando sua participação nas exportações mundiais de 30,1% em 2024/25 para 32,8% em 2033/34. Este avanço consolida não apenas a capacidade produtiva do país, mas também a sua importância estratégica como um dos principais fornecedores de milho no mercado internacional.

O USDA atribui este aumento significativo nas exportações à expansão das áreas agrícolas no Centro-Oeste brasileiro, uma região que tem visto um desenvolvimento agrícola acelerado nos últimos anos. Além disso, melhorias contínuas nos rendimentos das safras de milho, especialmente do milho de segunda safra, e a otimização dos tempos de colheita têm dado ao Brasil uma vantagem competitiva sobre os exportadores do Hemisfério Norte.

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A análise também destaca a melhoria leve na condição das safras de soja e milho na Argentina, outro player importante no mercado de grãos. Enquanto isso, os Estados Unidos, que são um dos maiores exportadores de milho, deverão ver um aumento de 21,9% em suas exportações, chegando a 63,5 milhões de toneladas no mesmo período. A participação americana no mercado global de exportações de milho é projetada para crescer de 26,4% para 26,9%.

Por outro lado, a Argentina, prevista para ser o terceiro maior exportador de milho, deve ver os embarques crescerem 14,4%, alcançando 45,7 milhões de toneladas até 2033/34. Este crescimento, embora significativo, destaca a liderança emergente do Brasil e a sua crescente influência no mercado global de milho.

As projeções do USDA reforçam a importância do agronegócio brasileiro no cenário mundial e a necessidade de investimentos contínuos em tecnologia, pesquisa e práticas sustentáveis de cultivo para manter e expandir a competitividade do país nos mercados internacionais.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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