AGRONEGÓCIO

Impulsionada pelo agro, balança comercial tem superávit em outubro e forte desempenho anual

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Em meio a um cenário de desafios globais e custos elevados, o agronegócio brasileiro reafirma seu papel de motor da balança comercial do país. Dados divulgados nesta quinta-feira (06.11) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que, em outubro de 2025, o Brasil exportou um total de R$ 173,5 bilhões, importações de R$ 104,1 bilhões, e superávit de aproximadamente R$ 69,4 bilhões.

No acumulado de janeiro a outubro, o setor agropecuário destacou-se de forma expressiva: as exportações atingiram R$ 598,3 bilhões, alta de 6,4% sobre o mesmo período de 2024. As importações somaram  R$ 38,9 bilhões, resultando em um superávit de R$ 559,4 bilhões, um dos maiores já registrados para o segmento.

Para o setor como um todo, a produção externa do Brasil também mostrou vigor. A balança total do país – com exportações e importações abrangendo todos os setores – apresentou acumulação robusta, reforçando a relevância do comércio exterior no momento.

O desempenho do agronegócio brasileiro, especialmente no que tange ao superávit de mais de meio trilhão de reais, destaca duas realidades interligadas. Primero, a dependência crescente de mercados externos para escoamento e geração de divisas. Segundo, a necessidade de manter competitividade em fronteiras sanitárias, logísticas e cambiais.

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A conversão cambial demonstra que cada aumento em dólar tem impacto direto em reais — e no Brasil de câmbio desvalorizado, isso representa oportunidade para o setor exportador. Porém, a dependência de poucos compradores ou de commodities com pouca agregação de valor continua a gerar risco.

Apesar dos números positivos, o setor não está isento de desafios. O custo da produção agrícola e pecuária permanece elevado, seja pela alta nos fertilizantes, no custo de energia ou transporte, o que pode comprimir margens mesmo em ambientes de câmbio favorável. A ampliação de receitas via exportações depende também de avanços em valor agregado, diversificação de destinos e resiliência sanitária.

No caso da agropecuária, o superávit de R$ 49,8 bilhões em outubro demonstra força, mas exige manutenção. A logística de escoamento, incluindo portos, ferrovias e transporte rodoviário, continua sob pressão, tanto por custos como por gargalos. Além disso, a oscilação cambial e a competitividade internacional — frente a países como EUA, Argentina ou países do Sudeste Asiático — colocam oportunidades e riscos no radar.

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Diante desse cenário, a política comercial brasileira precisa mirar dois vetores principais: ampliação dos mercados compradores e aumento do conteúdo tecnológico ou valor agregado nos produtos exportados. O recorde do setor agropecuário torna-se mais sustentável quando vinculado a cadeias com maior densidade de valor, não apenas a grãos ou proteína básica.

Além disso, o superávit robusto do agronegócio contribui para a balança comercial global do Brasil―o que por si só reforça a necessidade de monitorar desequilíbrios, câmbio e posicionamento internacional. O resultado positivo também fortalece a relação externa do país, abrindo espaço para negociações de acordos comerciais, protocolos sanitários e logísticas mais integradas.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Exportações de madeira movimentaram R$ 860 milhões com retomada dos EUA

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O Brasil vendeu R$ 859 milhões em abril, avanço de 34% no comparativo mensal, em produtos de madeira para os Estados Unidos. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram avanço tanto no volume embarcado quanto no faturamento do setor, impulsionados principalmente pela retomada da demanda dos Estados Unidos.

Segundo o levantamento, os embarques da cesta de produtos florestais saltaram de 515,5 mil metros cúbicos em março para 771,3 mil metros cúbicos em abril, crescimento de 38% em apenas um mês.

O faturamento das exportações passou de R$ 641,5 milhões em março para R$ 859 milhões em abril, avanço de 34% no comparativo mensal. O resultado representa a primeira recuperação consistente de 2026 acima dos níveis registrados no ano passado, tanto em volume quanto em receita.

A retomada do mercado norte-americano foi decisiva para o avanço das exportações brasileiras. Após a redução das tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, de 50% para 10%, as negociações voltaram a ganhar ritmo e ampliaram a competitividade da madeira nacional.

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Segundo o Mdic, os Estados Unidos responderam por cerca de um terço de todas as exportações brasileiras de madeira em abril. O principal destaque foi o compensado de Pinus destinado ao mercado norte-americano. As vendas do produto saltaram de R$ 41 milhões em março para R$ 132 milhões em abril, praticamente retornando aos níveis observados em 2025.

Entre os produtos mais exportados, a madeira serrada de Pinus liderou os embarques, com 320,5 mil metros cúbicos exportados e faturamento de R$ 370 milhões. Na sequência aparece o compensado de Pinus, que movimentou R$ 346 milhões, com embarques de 234,6 mil metros cúbicos.

Apesar da recuperação em abril, o setor ainda acumula retração em 2026. Entre janeiro e abril, as exportações dos produtos monitorados pela WoodFlow somaram R$ 2,72 bilhões, abaixo dos R$ 3,16 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Em volume, os embarques também seguem menores, refletindo a desaceleração da demanda internacional observada nos primeiros meses do ano, além das oscilações logísticas e da instabilidade econômica global.

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A avaliação do mercado é de que o ambiente internacional seguirá sendo determinante para o ritmo das exportações brasileiras de madeira ao longo de 2026, especialmente diante da forte dependência do mercado norte-americano para produtos industrializados do setor florestal.

Fonte: Pensar Agro

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