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Mais de 6 mil pessoas serão impactadas diariamente por ações de conscientização contra a violência doméstica, promovidas pela Secretaria Municipal da Mulher na Rodoviária de Cuiabá.

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A Rodoviária de Cuiabá foi palco, na última sexta-feira (13), de duas importantes ações de conscientização promovidas pela Prefeitura de Cuiabá, em parceria com a Secretaria Municipal da Mulher.

O Banco Vermelho e a Mostra Fotográfica de Vítimas de Feminicídio de Cuiabá passaram a compor a rampa principal de acesso aos portões de embarque do terminal rodoviário, que deve receber cerca de 6 mil pessoas por dia durante este período de fim de ano.

“Nós vivemos um momento um pouco complexo, em que a violência tem predominado bastante. Nada mais justo e adequado do que a rodoviária, em um momento praticamente de entrega de obra, trazer um evento como esse, que colabora ao levar para a população, de forma geral, a história de tantas mulheres que foram ceifadas pela violência”, destacou Celmo Oliveira, gerente do terminal rodoviário.

O Banco Vermelho é o nono de um total de dez instalados em Cuiabá, com unidades já presentes em locais como o Shopping Pantanal, Parque das Águas, Praça Alencastro, Orla do Porto 2, Praça 8 de Abril (Choppão), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Shopping Estação. Futuras instalações estão previstas para o Fórum de Cuiabá e a Praça Rachid Jaudy.

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A peça, confeccionada em madeira reforçada com mais de 4 metros de comprimento, é pintada na cor vermelha e apresenta frases de impacto contra a violência de gênero. Além disso, inclui um QR code que dá acesso ao texto completo da Lei Maria da Penha.

Já a mostra itinerante de fotografias de mulheres vítimas de feminicídio em Cuiabá entra em exposição pela sétima vez, tendo passado anteriormente por locais como Goiabeiras Shopping, Pantanal Shopping, Praça Alencastro, Fórum de Cuiabá e Defensoria Pública de Mato Grosso.

A exposição conta com 12 painéis: 11 homenageiam vítimas de feminicídio em Cuiabá, com autorização das famílias, enquanto o último destaca o caso de Eliza Samudio, cujo assassinato, em 2010, chocou o país.

“Essas ações são extremamente importantes para alcançar e impactar as pessoas que passam pela rodoviária neste período de férias e festas de fim de ano. O objetivo desta política da Secretaria tem sido alcançado com estas e outras ações de conscientização social”, ressaltou Vera Lúcia, presidente do Conselho da Mulher.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Assistência Social leva conscientização sobre trabalho infantil à Feira do Osmar Cabral

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Uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão realizou ação de conscientização sobre os prejuízos do trabalho infantil na Feira do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. A iniciativa integrou as atividades do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e teve como foco orientar feirantes, consumidores e trabalhadores sobre os impactos da exploração do trabalho infantil e os canais disponíveis para denúncia, na noite de quinta feira (18).

Durante a mobilização, servidores distribuíram folders informativos, apresentaram banners educativos e conversaram com o público sobre os riscos que o trabalho precoce representa para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Entre os principais temas abordados estiveram a evasão escolar, os prejuízos físicos e emocionais, além da perpetuação de ciclos de vulnerabilidade social.

De acordo com a legislação brasileira, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, seguindo regras específicas de proteção. A ação destacou que o combate ao trabalho infantil não significa ser contra o trabalho, mas contra situações de exploração que comprometem direitos fundamentais, como educação, lazer, convivência familiar e desenvolvimento saudável.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, ressaltou a importância de ampliar o debate junto à população.

“O enfrentamento ao trabalho infantil passa pela informação e pela conscientização. Muitas vezes, práticas que parecem naturais acabam privando crianças de direitos essenciais, como estudar, brincar e se desenvolver plenamente. Nosso objetivo é fortalecer essa reflexão junto à comunidade e incentivar a proteção integral de crianças e adolescentes”, afirmou.

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A ação também abriu espaço para o diálogo com a população sobre um tema que costuma gerar diferentes opiniões. Entre os feirantes, houve consenso sobre a necessidade de combater situações de exploração, embora alguns tenham defendido a distinção entre o trabalho infantil e a participação eventual dos filhos nas atividades familiares.

O comerciante Mauro Neves Sobrinho, que atua há dez anos na feira, avaliou que é importante diferenciar a ajuda prestada pelos filhos aos pais de situações de exploração. Para ele, jornadas excessivas, esforços incompatíveis com a idade e atividades que afastam a criança da escola representam formas prejudiciais de trabalho infantil.

Entre os consumidores, muitos relataram desconhecimento sobre os canais de denúncia. A profissional de marketing Isabelle Aquino considerou importante a presença da equipe da assistência social na feira para ampliar o acesso à informação.

“Muitas pessoas acabam normalizando situações de trabalho infantil ou não sabem que elas precisam ser denunciadas. Essas ações ajudam a conscientizar e esclarecer a população”, afirmou.

O psicólogo Jonias Pereira Nunes da Mota destacou que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. Segundo ele, a presença dos órgãos públicos em espaços de grande circulação contribui para esclarecer dúvidas e aproximar a população das políticas de proteção à infância.

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Já o trabalhador Nilson Fonseca Ferreira avaliou que campanhas educativas ajudam a orientar a sociedade sobre onde buscar ajuda e como agir diante de casos de exploração infantil. Para ele, a infância deve ser dedicada ao estudo, às brincadeiras e ao desenvolvimento pessoal.

A organizadora da feira, Patrícia Albuquerque, observou que o cenário mudou ao longo dos anos. Segundo ela, situações de trabalho infantil eram mais comuns no passado, mas atualmente a prática tem se tornado menos frequente graças à conscientização da sociedade. Ainda assim, considera importante manter ações educativas e de orientação.

O material distribuído durante a mobilização reforçou que o trabalho infantil pode expor crianças e adolescentes à violência, acidentes, exploração sexual, abandono escolar e outras situações que comprometem seu futuro. O folder também destacou que atividades realizadas nas ruas, como vendas ambulantes, pedidos de esmola e apresentações em semáforos, estão entre as piores formas de trabalho infantil previstas pela legislação.

Ao levar a discussão para um dos espaços mais movimentados da comunidade, a ação buscou ampliar o conhecimento da população sobre o tema e fortalecer a rede de proteção à infância, incentivando a denúncia de situações de exploração e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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