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Alunos do SoleTRE recebem mais um incentivo ao aprendizado com kits escolares

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Estudantes do SoleTRE, programa de alfabetização realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), ganharam mais um incentivo para continuarem os estudos. Nesta quinta-feira (07.08), foram entregues, para cada um e cada uma, os 120 kits educacionais doados pelo Programa Mais MT Muxirum, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), com materiais que adotam uma linguagem e ilustrações adequadas ao letramento de jovens e adultos. 

 

São 50 kits escolares voltados para alunos do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano), contendo caderno espiral, caderno de desenho, lápis de cor, estojo, apontador, borracha e outros itens, e 70 kits pedagógicos, contendo dois livros: um de Língua Portuguesa e outro de Matemática, com o conteúdo focado na alfabetização de pessoas jovens e adultas.   

 

Para Elza Martins de Arruda, de 59 anos de idade, o material didático vai auxiliar o aprendizado. “Vai ajudar bastante. Estou muito animada, estou aprendendo bastante, desenvolvendo bastante. Era o meu sonho saber ler, já estou conseguindo ler umas palavras hoje e estou muito feliz com as professoras, que são ótimas e dão aula para a gente com carinho. Então, tudo isso aqui é carinho, é amor, gostei muito e estou muito feliz com o material”, ressaltou ela, que não teve a oportunidade de aprender a ler e escrever antes, porque morava em uma comunidade rural afastada da escola. 

 

Este também foi o caso de Márcia Maria Luciana de Jesus. “A gente já estava aprendendo e, agora, com esse material, vai ajudar muito. Eu fiquei muito feliz de ter recebido esse material. Quando eu cheguei no SoleTRE não tinha conhecimento nenhum das letras, hoje já estou aprendendo a ler e a minha sensação é de felicidade, porque eu sempre falava para o meu esposo que eu queria aprender a ler. Eu tenho a minha Bíblia, só que ela só fica aberta e eu sem saber uma palavra, então, meu sonho é aprender para conseguir ler minha Bíblia. 

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Rubens Venâncio dos Santos aprendeu pouco quando era criança e agora retomou os estudos para, finalmente, aprender a ler e a escrever. Aos 73 anos de idade, ele destacou que o kit recebido agora vai fazer parte da rotina dele. “O material faz parte do nosso ensino e nós precisamos, porque sem o material a gente não pode trabalhar. O material nos ajuda a fazer o trabalho, tem os desenhos nos livros. Ainda não tenho uma caligrafia boa, porque estudei muito pouco, de 60 e poucos anos para cá, mudou muita coisa, mas a gente não perde o jeito, a gente recorda e vai pegando uma prática”.  

 

O diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, frisou a importância da parceria com a Secretaria de Estado de Educação para o fortalecimento do SoleTRE. “A gente abraçou esse programa social e essa parceria com a Seduc-MT é essencial para o desenvolvimento desse trabalho. Então, os alunos receberam um kit com materiais adequados, visando melhorar e incentivar a educação deles. Por parte do Tribunal, esperamos que esta cooperação continue por muito tempo”. 

 

A coordenadora de Impacto Educacional da Seduc-MT, Brígida Couto Mendes, a doação dos kits do Mais MT Muxirum vai ao encontro do principal objetivo do órgão, que é garantir o aprendizado de todas as pessoas. “Essa parceria foi proposta pelo TRE-MT para auxiliar o programa SoleTRE. Para nós, é uma grande honra contribuir para a aprendizagem de todos os cidadãos para que todos tenham os mesmos direitos na sociedade”.  

 

O conteúdo dos livros entregues aos alunos e alunas do SoleTRE foi elaborado pela professora integrante do programa Mais MT Muxirum, Juana da Costa Oliveira, que orientou as professoras voluntárias do SoleTRE quanto à ministração do conteúdo. “Os livros foram pensados no pertencimento e no aprendizado dessas pessoas que, por algum motivo, deixaram de ser alfabetizadas na idade certa. Os materiais são ilustrados com ambientes e itens que fazem parte do dia a dia dessas pessoas. Em toda página, tem uma orientação de como fazer e de como tratar esses conteúdos para que facilite o aprendizado”, explicou. 

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Também presente na entrega dos kits, o secretário de Gestão de Pessoas do TRE-MT, Gilvan de Oliveira, afirmou que os estudantes do SoleTRE são uma inspiração. “É inspirador ver a dedicação de todos, este é um projeto muito importante e que promove uma transformação na vida das pessoas. A parceria da Seduc-MT soma muito com isso e tenho certeza de que os materiais serão muito bem utilizados”. 

 

O SoleTRE 

 

O programa SoleTRE já alfabetizou, desde a 1ª edição em 2019, 169 pessoas. Trata-se de um importante serviço voluntário, que promove a cidadania, o acesso e a inclusão social. As aulas são ministradas às terças e quintas-feiras, das 8h às 11h, nas salas de aula nº 01 e 02 da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), localizada na Casa da Democracia, prédio anexo ao TRE-MT, na Av. Historiador Rubens de Mendonça, n° 4750, no Centro Político e Administrativo (CPA), em Cuiabá. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra um grupo diverso de pessoas reunidas em uma sala de aula, muitas delas usando camisetas pretas com estampa colorida e segurando os kits educativos recebidos. O ambiente é organizado, com cadeiras escolares e piso de porcelanato preto. As pessoas estão sorrindo, sugerindo um momento de confraternização. Ao fundo, nota-se a presença de servidores do TRE-MT e da Seduc, e facilitadores, indicando uma ação institucional. Ao final do texto, tem uma galeria com mais fotos da entrega. 

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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