A Desenvolve MT, Agência de Fomento do Governo de Mato Grosso, marca presença no 1º Festival Gastronômico do Sesc-MT, realizado no Sesc Arsenal, em Cuiabá. No evento, que celebra a diversidade culinária regional, a instituição apresentará as linhas de crédito disponíveis voltadas a empreendedores locais.
Durante o festival, que ocorre entre os dias 21 e 23 de maio, a equipe da Desenvolve MT estará disponível para fornecer informações sobre financiamentos que visam impulsionar pequenos negócios, especialmente nas áreas de gastronomia, turismo e economia criativa. A iniciativa busca fortalecer o empreendedorismo e fomentar a economia regional.
No decorrer da programação do primeiro dia do festival, será realizada a 7ª Homenagem à Classe Gastronômica do Estado de Mato Grosso, uma cerimônia em reconhecimento aos profissionais da área da gastronomia, que contribuem para o fortalecimento da culinária regional.
A participação da Desenvolve MT no festival gastronômico reforça o compromisso do Governo do Estado em apoiar o desenvolvimento econômico local. Ao oferecer condições facilitadas de crédito, a agência busca incentivar a formalização de negócios e a geração de empregos e renda
Entre as opções de financiamento oferecidas, destaca-se a linha Desenvolve Empreendedor, destinada a jovens e mulheres empreendedoras. Essa linha oferece crédito de até R$15 mil, com taxas de juros a partir de 0,50% ao mês, prazos de até 42 meses, com carência de até seis meses. Os recursos podem ser utilizados para investimento e capital de giro, incluindo a aquisição de equipamentos, reformas e compra de insumos.
Empreendedores interessados podem visitar o espaço da Desenvolve MT no Sesc Arsenal para obter mais informações e esclarecer dúvidas sobre os processos de financiamento. A equipe está preparada para orientar os visitantes sobre as melhores opções de acordo com o perfil de cada negócio.
O 1º Festival Gastronômico do Sesc-MT reúne expositores, chefs renomados e atrações culturais. A entrada é gratuita, e o evento é uma oportunidade para conhecer a riqueza da culinária mato-grossense e as iniciativas de apoio ao empreendedorismo no estado.
Serviço | Desenvolve MT no 1º Festival Gastronômico do Sesc-MT e 7ª Homenagem à Classe Gastronômica
Data: 21 a 23 de maio de 2025 Local: Sesc Arsenal – Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá (MT) Entrada: Gratuita
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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