O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) vai iniciar, na próxima semana, a descontaminação e reciclagem de 1.302 veículos que estão nos pátios de 20 Ciretrans e duas delegacias da Polícia Judiciária Civil no interior do Estado. A ação é um trabalho contínuo priorizado na atual gestão para manter a limpeza dos pátios do Detran em todo o Estado.
Os veículos foram removidos, recolhidos ou apreendidos pelos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e não possuem mais condições de transitar pelas vias públicas.
“São carros e motocicletas que estão parados nos pátios do Detran e não foram reivindicados pelos proprietários no prazo de um ano. Os donos dos veículos foram notificados com antecedência pelo Detran-MT, mas, muitas vezes, não providenciam a regularização e a retirada do veículo antes do prazo de 12 meses”, disse o gerente de Leilão do Detran-MT, Daniel da Cruz.
Será feita a separação, descontaminação, prensagem, pesagem e reciclagem das sucatas e veículos inservíveis. A estimativa é reciclar cerca de 880 mil kg de materiais.
Nas próximas semanas, serão reciclados 90 veículos que estão apreendidos na 42° Ciretran de Comodoro. Ediecson Santos de Jesus, chefe da unidade, lembra como era o pátio antes da atual gestão e como tem ficado com o trabalho de reciclagem frequente.
“Na gestão anterior não houve reciclagem de veículos, ocasionando um grande acumulado de veículos no pátio, virando criadouros de mosquitos. Agora, desde o início da atual gestão, é realizado um trabalho diferenciado em nossa Ciretran, com a reciclagem anual dos veículos que ficam no pátio. Só em 2022 foram duas etapas de reciclagem reduzindo bastante a quantidade de veículos apreendidos no local”, relatou.
No pátio da 9ª Ciretran de Diamantino serão reciclados, neste primeiro semestre, 145 veículos inservíveis. A chefe da unidade, Deborah Resino, fala sobre a importância do trabalho contínuo de reciclagem.
“Nós, das Ciretrans do interior, ficamos gratos com a preocupação que a atual gestão está tendo com nossos pátios. Existem veículos que estão há mais de um ano retidos, sem a manifestação de interesse pelos proprietários em retirá-los. Essa situação de inércia nos deixava extremamente preocupados, pois o acúmulo de veículos torna o ambiente de proliferação de animais peçonhentos e focos em potencial para o mosquito da dengue”, disse.
Para Deborah, a reciclagem continuada deixa os pátios mais limpos e arejados, proporcionando um melhor ambiente de trabalho aos servidores e também um atendimento mais adequado para a população que vai até a unidade para realizar serviços do Detran.
Limpa pátio O Governo de Mato Grosso por meio do Detran-MT reciclou, nos últimos quatro anos, mais de 28 mil veículos inservíveis e realizou seis leilões de quase 5 mil motocicletas, automóveis, caminhonetes e ciclomotores, limpando diversos pátios da autarquia em Cuiabá e no interior, além de pátios de agências municipais e das delegacias da Polícia Judiciária Civil.
O presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, enfatizou que a limpeza dos pátios é uma ação contínua prioritária na atual gestão para manter os pátios sempre organizados, evitando a superlotação de veículos.
“Fazer a reciclagem de forma contínua é uma maneira de promover a limpeza dos pátios e também a destinação correta dos materiais poluentes, preservando a saúde pública e o meio ambiente”, ressaltou.
O processo de descontaminação inicia com a retirada da bateria, óleo, combustível e pneus, dando à empresa responsável a destinação exigida para cada material. Só então é feita a compactação, pesagem e envio do material para reciclagem. Após o processo de reciclagem, o Detran-MT realiza a baixa definitiva do cadastro do veículo, para evitar novos débitos destes veículos nos anos seguintes.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
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