MATO GROSSO

EJE-MT celebra 20 anos com entrega da Medalha do Mérito Acadêmico Eleitoral

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A Escola Judiciária Eleitoral Desembargador Palmyro Pimenta (EJE-MT), do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), celebrou duas décadas de atuação em uma solenidade especial que marcou, além do aniversário da instituição, a entrega da Medalha do Mérito Acadêmico Eleitoral Desembargadora e Professora Shelma Lombardi de Kato. Realizado nesta quinta-feira (18.12), o evento reuniu autoridades do Judiciário, representantes de instituições parceiras, servidores e servidoras, reforçando o papel da EJE na formação cidadã e no fortalecimento da democracia.  

 

Criada pela Resolução TRE-MT nº 500/2003, a EJE-MT foi instalada em 05 de abril de 2005 e iniciou as atividades em 30 de novembro do mesmo ano. Ao longo desses 20 anos, consolidou-se como um braço essencial da Justiça Eleitoral, atuando na capacitação contínua de magistrados, magistradas, servidores, servidoras e da comunidade acadêmica, especialmente nas áreas do Direito Eleitoral e ciências afins. Além disso, desenvolve projetos voltados ao exercício consciente da cidadania.  

 

A solenidade foi aberta pela presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargadora Serly Marcondes Alves, que destacou a importância histórica da Escola e a dupla celebração representada pelo aniversário da EJE e pela instituição da nova honraria acadêmica. “É uma satisfação comemorar os 20 anos da EJE-MT sendo presidente do TRE-MT, pois é uma escola que prepara o público interno com educação, com conhecimento, com tecnologia, e, também, o público externo, porque o TRE-MT, nas suas funções sociais, desempenha um papel fundamental de conscientização cidadã”. 

 

Também compuseram o dispositivo de honra o diretor da EJE-MT, juiz membro Welder Queiroz dos Santos, magistrados membros do Tribunal, o procurador regional eleitoral Fabrízio Predebon, que participou virtualmente, e outras autoridades convidadas.  

 

Durante a cerimônia, foi realizada a entrega da Medalha do Mérito Acadêmico Eleitoral Desembargadora e Professora Shelma Lombardi de Kato, criada para reconhecer personalidades que contribuíram de forma significativa para a história e o desenvolvimento da Escola Judiciária Eleitoral. Entre os homenageados esteve a própria desembargadora Shelma Lombardi de Kato, ex-presidente do TRE-MT e que foi a primeira presidente mulher do Tribunal. “Estou profundamente emocionada e reconhecida, porque a homenagem reflete não algo pessoal que se refira a mim, mas a um trabalho da Justiça Eleitoral, da qual eu era mera representante e com a preocupação de cumprir honradamente com meu dever”, afirmou a homenageada. 

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 O desembargador aposentado Antonio Bittar Filho, que foi o primeiro diretor da EJE-MT, também recebeu a Medalha. “Com toda a sinceridade de alma, eu nem tenho palavras para exprimir os meus sentimentos, uma vez que eu percebo que esta homenagem que me foi outorgada foi fruto de um coração benigno desta Corte. Afinal, na época em que estive aqui e que trabalhei com muito afinco, penso que nada fiz de extraordinário, mas é que os olhos de quem está em volta enxergam aqueles que trabalham no silêncio e que desenvolvem seu ofício com amor”, destacou. 

 

Outra homenageada foi a professora Luiza Adélia Beal, ex-professora voluntária do projeto SoleTRE do TRE-MT, que promove a alfabetização de adultos(as) e idosos(as). Visivelmente emocionada, ela agradeceu a honraria. “Me sinto tão pequena, não sei quem sou eu e o que faço aqui, mas sei que com 98 anos eu cheguei a receber esta preciosa medalha. Estou muito emocionada, e tão feliz, estou no meio dessas pessoas tão grandes, de juízes e promotores, muito obrigada”, enalteceu. 

 

Homenagens entregues 

 

Também receberam a Medalha do Mérito Acadêmico Eleitoral, o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, ex-presidente do TRE-MT (representado pelo desembargador Lídio Modesto); o juiz federal Paulo Cezar Alves Sodré; a professora colaboradora, servidora do TRE de Minas Gerais e ex-diretora-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Roberta Maia Gresta; o juiz de Direito, Antônio Veloso Peleja Junior; a secretária da EJE-MT há 20 anos, servidora Janis Eyer Nakahati; o professor colaborador e assessor de Enfrentamento à Desinformação do Supremo Tribunal Federal (STF), Frederico Alvim; e a ministra substituta do TSE e vice-diretora da EJE do TSE, Vera Lúcia Santana Araújo.  

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A solenidade também ressaltou o legado de iniciativas promovidas pela EJE-MT, como programas de educação para a cidadania e ações voltadas à aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade. O diretor da Escola, juiz-membro Welder Queiroz, projetou a atuação da EJE-MT no futuro. “A Escola continuará com esse trabalho extremamente importante de capacitação de todos os atores da Justiça Eleitoral e, acima de tudo, uma ampliação da capacitação do cidadão, para se aproximar dos direitos eleitorais, da democracia, já que o regime democrático é o regime do povo”. 

 

Ao final do evento, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, reforçou o compromisso da Corte com o conhecimento, a transparência e a formação cívica, projetando a atuação da Escola para os próximos anos. Ela também foi homenageada pela EJE-MT, pelo comprometimento e apoio às atividades da Escola.  

 

Após a cerimônia comemorativa, os participantes foram convidados a permanecer no plenário para a palestra “É preciso mudar”, ministrada pelo servidor do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, Eduardo Sérgio Japiassú Correia Lima, encerrando a programação alusiva aos 20 anos da EJE-MT. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: Foto principal mostra um grupo de pessoas em um auditório: autoridades, magistrados(as), servidores(as) e convidados(as) posam juntos após solenidade, com pessoas homenageadas na primeira fila usando faixas azuis e medalhas, enquanto o público ocupa as fileiras ao fundo. Ao final da matéria, tem uma galeria com mais fotos do evento. 

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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