A integração das forças de segurança foi destacada como ponto essencial para o sucesso das eleições, pelo juiz auxiliar da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Luís Aparecido Bortolussi Júnior. A fala foi feita na manhã desta quarta-feira (17.09), durante a abertura do Seminário Longa Manus Mato Grosso, realizado pela Polícia Federal (PF), no Plenário do Tribunal.
O magistrado ressaltou a parceria institucional com a PF e a importância de fortalecer, cada vez mais, a interlocução entre o TRE-MT e os órgãos de segurança. “Esta aproximação é fundamental para garantir a tranquilidade do processo eleitoral, reforçando a prevenção e a atuação conjunta diante de eventuais ocorrências. Quando somamos esforços, unimos expertise e ampliamos a capacidade de resposta do Estado. Nos colocamos à disposição, também, para promovermos um seminário conjunto futuramente, focando na troca de experiências e aprimoramento de ações para a segurança das eleições”, afirmou.
O juiz auxiliar justificou, ainda, a ausência da presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, que está participando do Fórum Nacional VerDemocracia, em Belém (PA). “Transmito seus cumprimentos, reiterando que ela colocou o Tribunal está à disposição para fomentar esta parceria, especialmente na realização das Eleições Gerais de 2026”, acrescentou.
Além de ceder o Plenário, o TRE-MT dá suporte logístico ao evento da Polícia Federal, disponibilizando móveis, sistema de som, gravação, transmissão e estrutura de treliças, garantindo a plena execução da programação.
Segundo o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, delegado federal Fabrício Fernando Diogo Braga, o seminário Longa Manus busca promover o diálogo entre as esferas de segurança e justiça, ampliando as possibilidades de cooperação técnica e operacional. Ele também agradeceu a acolhida do TRE-MT. “Agradeço ao TRE-MT, por nos proporcionar o local para realização do evento. Estamos muito satisfeitos em receber os representantes das instituições de segurança e de Justiça. O crime não conhece fronteiras, portanto, a cooperação é fundamental”, frisou.
Mãos estendidas
O nome do seminário, Longa Manus, significa “mãos estendidas” em latim, simbolizando a união de esforços como elemento essencial para a ampliação e o fortalecimento das ações desempenhadas pelas instituições participantes.
Jornalista: Nara Assis
#PraTodosVerem: A imagem mostra cinco homens de terno em pé, posicionados na frente de uma mesa de plenário, em ambiente formal. No primeiro plano, aparecem as bandeiras de Mato Grosso, do Brasil e da Polícia Federal, além de um arranjo de flores, indicando a realização de um evento institucional. Ao final do texto, tem uma galeria com mais fotos do evento.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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