A inauguração de mais uma ponte sobre o Rio Cuiabá, na manhã deste sábado (21.03), vai garantir mais fluidez, segurança viária e salvar vidas na Rodovia dos Imigrantes (BR-163), no trecho entre Cuiabá e Várzea Grande. A estrutura faz parte do pacote de obras previstas pela Nova Rota do Oeste e Governo de Mato Grosso para a região, que, juntas, somam mais de R$ 600 milhões em investimentos.
A liberação do fluxo de veículos sobre a nova ponte foi oficializada pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, que destacou como principal ganho o reforço na segurança da rodovia e, consequentemente, a preservação de vidas.
“A ponte é apenas uma etapa dessa obra, que está encurtando o caminho para quem precisa atravessar Cuiabá e Várzea Grande, agregando desenvolvimento para as cidades e, principalmente, segurança. Estamos salvando vidas, e isso não tem preço”, afirmou.
Apontado como o maior gargalo do trecho sob concessão da BR-163, sob responsabilidade da Nova Rota, a conclusão da ponte simboliza o avanço das obras na Rodovia dos Imigrantes.
“Com a inauguração da ponte e liberação do fluxo em 8 km de pista duplicada, esse gargalo começa a ser desfeito. A tendência é melhorar ainda mais com as finalizações de novas frentes de serviços e conclusão das obras”, pontuou o diretor-presidente da Nova Rota, Luciano Uchoa.
O presidente do Conselho de Administração da Nova Rota, Cidinho Santos, complementou que a reestruturação da Rodovia dos Imigrantes contempla as duas principais cidades de Mato Grosso, com a duplicação de 28 km de rodovia que contornam os municípios, além da implantação de trevos, contornos e viadutos.
“É uma obra pensada para atender as pessoas das comunidades que se consolidaram no entorno da BR. Todo o projeto foi discutido com quem realmente utiliza a rodovia. Com esse novo desenho, as pessoas vão chegar mais rápido aos destinos e terão mais tranquilidade para trafegar pela Imigrantes”, pontuou.
Para a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, a inauguração da ponte representa a realização de um antigo anseio da população do município, tanto no que se refere à segurança quanto ao desenvolvimento local. “Saímos com a sensação de que os olhos estão voltados às necessidades de Várzea Grande. É gratificante ver uma obra esperada há décadas sendo inaugurada”.
Também participaram da cerimônia a deputada federal Gisela Simona, os deputados estaduais Paulo Araújo e Júlio Campos, o vereador de Várzea Grande Fabinho Tardin, a inspetora da PRF Cristiane Machado e representantes da construtora responsável pela obra.
Ponte
Construída pelo método de balanço sucessivo, a nova estrutura possui 256 metros de extensão e 122 metros de vão central livre, o que favorece a navegabilidade e reduz o impacto ambiental. As obras tiveram início em novembro de 2024 e chegaram a empregar 240 trabalhadores no pico das atividades.
Com a inauguração da nova ponte, a estrutura antiga (Juscelino Kubitschek), situada ao lado, será interditada nos próximos dias para serviços de recuperação e manutenção. Durante esse período, o tráfego será desviado para a nova ponte, que operará em mão dupla até a conclusão dos trabalhos.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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