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Governos do Estado, Federal e Prefeitura entregam 576 apartamentos do Residencial Nico Baracat em Sinop

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O Governo de Mato Grosso entregou 576 apartamentos do Residencial Nico Baracat, etapas 1 e 3, na cidade de Sinop, na manhã desta quinta-feira (24). As unidades fazem parte do Programa SER Família Habitação, liderado pela primeira-dama, Virginia Mendes, e foram construídas em parceria com o Governo Federal, por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), e da Prefeitura.

Assim que chegou ao local, o governador Mauro Mendes, acompanhado de representantes da Assembleia Legislativa e do Ministério das Cidades, visitou um dos imóveis, onde foi recebido pela proprietária, Roseane Felix, de 24 anos, dona de casa. Ela é mãe de quatro meninas — de 8, 4, 3 e 1 ano —, sendo uma delas autista.

“Estou me sentindo muito feliz com essa conquista. Moro em uma casa cedida por amigos e não consigo trabalhar porque minha filha precisa de atenção especial. Então, se não fosse o programa, eu não teria condições de ter uma casa. Já cheguei a ser despejada e a morar na rua, então sei o valor que é ter um lar”, afirmou.

Governador Mauro Mendes e o presidente da MT-Par, Wener Santos, em visita ao apartamento de Roseane Felix, em Sinop. Foto: Mayke Toscano/Secom

Durante seu pronunciamento na solenidade, Mendes destacou a história de vida de Roseane e de outras famílias presentes na entrega das chaves.
“Vi nos olhos das pessoas a emoção de conquistar a casa própria. Fico feliz em saber que o Governo de Mato Grosso pode contribuir, junto com o Governo Federal, a Assembleia Legislativa e a iniciativa privada. Essas moradias são resultado de um trabalho conjunto entre o governo, as prefeituras, a MT Par e o Governo Federal, com o Ministério das Cidades, sem qualquer outro interesse que não seja fazer o bem”, afirmou.

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O Residencial Nico Baracat conta com seis etapas, que somam, ao todo, 1.440 apartamentos. Nesta quinta-feira, foram entregues as etapas 1 e 3. O Governo de Mato Grosso investiu R$ 19,2 milhões para que as obras, paradas desde 2013, fossem finalmente concluídas.

Representando o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, o secretário nacional de Habitação falou sobre o orçamento disponível atualmente para habitação no Governo Federal e convocou os prefeitos a participarem do edital que será aberto na próxima semana para esse tipo de empreendimento.

“Vamos lançar um edital para o FAR na próxima semana, e estou otimista com a participação de Mato Grosso. A parceria que vemos aqui é um exemplo para todo o país. Este é um estado que cresce e demanda habitação para continuar crescendo. Queremos mais casas em MT. Por isso, prefeitos e prefeitas devem lançar propostas para o FAR. Dinheiro não é problema para habitação no Minha Casa, Minha Vida. Precisamos de projetos”, assegurou.

Obras paradas

O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, lembrou que as obras do Nico Baracat estavam paradas e foram retomadas graças ao aporte de recursos do Governo de Mato Grosso e da União.

“O projeto estava parado há anos quando assumi a prefeitura. Por isso, procurei o governador para retomar as obras, e ele colocou recursos no residencial. Depois, fomos ao Governo Federal e conseguimos entregar a Etapa 2. Aqui, houve diálogo entre diversos partidos. E é disso que precisamos: dar oportunidade para as pessoas terem uma moradia digna.”

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Vale destacar que, na modalidade FAR, o público-alvo são famílias inscritas no CadÚnico, com renda de até dois salários mínimos. As parcelas variam entre R$ 80,00 e R$ 361,50. Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Bolsa Família são isentos do pagamento das prestações.

Lançamento

Além da entrega das chaves, também foi realizado o lançamento das obras de mais 1.645 unidades habitacionais no município de Sinop. As novas moradias pertencem à modalidade Entrada Facilitada, operacionalizada pela MT Par, que oferece até R$ 20 mil em subsídio para as famílias aplicarem na entrada do imóvel.

O presidente da MT Par, Wener Santos, afirmou que o modelo desenvolvido em Mato Grosso é exemplo para o país, pois atende uma parcela da população que consegue pagar parcelas acessíveis, mas não tem condições de arcar com o valor da entrada.

“É uma modalidade que pode ser construída com a participação das prefeituras — que podem doar os terrenos —, a partir da demanda do município. E funciona porque o cidadão pode acumular os benefícios do Governo Federal, o que reduz ainda mais os valores a serem pagos”, explicou.

Também estiveram presentes no evento o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro; a diretora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rosa Neide; a reitora da UFMT, Marluce Aparecida Souza e Silva; e os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco e Valmir Moretto.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtores enxergam nova chance de crescimento com avanço do MT Produtivo

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De cidade em cidade, a expedição do programa MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade tem levado informações sobre crédito e regularização ao interior de Mato Grosso e despertado nos pequenos produtores a expectativa de ampliar renda e permanecer no campo. Em Nova Xavantina, o produtor de melancia Ítalo Leão vê no programa “um empurrão para produzir” e acredita que a iniciativa pode abrir uma nova fase para cooperativas e associações da agricultura familiar.

“É um excelente incentivo para os produtores organizados em associações e cooperativas. Se tiver coragem de colocar a mão na terra, tem uma chance aí”, afirmou.


A mobilização do programa já percorreu 13 municípios-polo em Mato Grosso, alcançando 24 cidades até esta sexta-feira (8.5). A iniciativa do Governo do Estado, coordenada pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), prevê investimentos de US$ 80 milhões financiados junto ao Banco Mundial, além de contrapartida estadual de US$ 20 milhões. As ações seguem até 2030.

Nos próximos 15 dias, as equipes técnicas devem concluir o roteiro nos 23 municípios-polo definidos pelo programa, chegando a 61 cidades com potencial para desenvolver planos de negócios sustentáveis voltados à agricultura familiar.

O projeto conta com cooperação técnica da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), responsável pela mobilização de lideranças comunitárias, cooperativas e associações para participação nas apresentações e futura adesão aos editais. Também participam da iniciativa a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado (CGE).

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O principal objetivo do MT Produtivo é ampliar o acesso de agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais aos serviços de regularização ambiental e fundiária, além de incentivar práticas produtivas sustentáveis e inclusão nos mercados consumidores.


Segundo o coordenador de Assistência Técnica do projeto, Rogério Monteiro, uma das principais demandas identificadas durante a expedição é a dificuldade de comercialização da produção rural.

“O produtor faz seu papel, mas muitas vezes não consegue vender. Então o projeto quer incluir esses produtores nos mercados, fazer essa conexão”, afirmou.

De acordo com Rogério, as reuniões realizadas nas regiões noroeste, baixada cuiabana, sul do Estado e Vale do Araguaia também têm reforçado a importância do associativismo para garantir renda e sucessão no campo.

“Por que os jovens estão saindo da zona rural? Porque não estão tendo renda. Então essa política pública quer que ele entre no processo produtivo e comece a ter sua renda”, destacou.

O coordenador reforçou ainda que o fortalecimento das cooperativas e associações é essencial para garantir desenvolvimento sustentável nas comunidades rurais.

“Nosso objetivo é sensibilizar as organizações produtivas sobre a importância de atrair mais associados ou cooperados, para que a consciência coletiva seja ampliada e o desenvolvimento aconteça com segurança e tenha uma sequência próspera”, completou.


Já o coordenador de Inclusão Produtiva Inteligente para o Clima, Luciano Ferreira, explica que o programa deve movimentar cerca de R$ 600 milhões em investimentos até 2030, destinados às cooperativas e associações que atenderem aos critérios previstos nos editais.

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Segundo ele, organizações produtivas emergentes poderão acessar até R$ 1 milhão em financiamento, enquanto cooperativas e associações já estruturadas poderão receber até R$ 3 milhões.

Luciano percorreu municípios da baixada cuiabana, região sul e parte da região sudoeste do Estado e destacou a forte participação das comunidades quilombolas nas reuniões realizadas em cidades como Nossa Senhora do Livramento e Poconé.

“Tivemos participação maciça de associações e cooperativas da população quilombola. Até o momento, os produtores têm participado bastante, levantando questionamentos sobre acesso ao edital, documentação necessária, CAF, investimentos e elaboração dos planos de negócios”, explicou.

As equipes também têm orientado os participantes sobre gestão dos recursos, capacitação de lideranças e práticas sustentáveis voltadas à resiliência climática e produção de baixo carbono.

Outro destaque observado durante a expedição foi a presença das mulheres nas reuniões. “A participação das mulheres é de mais de 50% do público, o que nos deixa muito animados. Elas têm apresentado sugestões importantes para melhorar o acesso ao edital”, disse Luciano.

Outros Investimentos

Segundo a Seaf, entre 2019 e 2025 o Governo de Mato Grosso destinou mais de R$ 817 milhões para fortalecer a agricultura familiar nos 142 municípios mato-grossenses. Os investimentos incluem entrega de máquinas e implementos, distribuição de insumos, incentivo à tecnologia genética para a cadeia leiteira e criação do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf) – Inclusão Rural.

Fonte: Governo MT – MT

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