Uma moradora de Barra do Bugres e outra de Várzea Grande ganharam os prêmios de R$ 100 mil no sorteio do Programa Nota MT, referente ao mês de março. O resultado foi divulgado durante transmissão ao vivo realizada pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz MT) nesta quinta-feira (11.04) e pode ser conferido no site www.nota.mt.gov.br.
Além das premiações de maior valor, foram sorteados prêmios de R$ 50 mil, R$ 10 mil e R$ 500. Ao todo, 1.008 consumidores que estão cadastrados no Nota MT e pediram o CPF na nota entre os dias 1º e 31 de março foram contemplados.
Os três prêmios de R$ 50 mil foram para Nova Canaã do Norte, Primavera do Leste e Cuiabá. Já os valores de R$ 10 mil saíram para moradores de Araputanga, Sinop e Cuiabá. A capital do Estado, inclusive, é o município que acumula mais consumidores premiados no sorteio, ficando com 309 dos 1.010 prêmios distribuídos.
O secretário adjunto de Projetos Estratégicos, Vinícius Simioni, explica que para a pessoa saber se foi um dos sorteados no Nota MT ela deve acessar o site ou o aplicativo do programa. “Todas as informações sobre o sorteio devem ser consultadas no portal do Nota MT e aplicativo também. Ali a pessoa tem informações se ela foi sorteada ou não, o valor que foi sorteado e acompanhar o pagamento”.
Simioni destaca, ainda, que este é o segundo sorteio em que a Sefaz divulga o resultado com o nome dos sorteados de forma mascarada, assim já é feito com o número do CPF. A medida foi adotada com o objetivo de resguardar a segurança dos premiados, mantendo a transparência dos sorteios.
“Esta medida se faz necessária para preservar a integridade dos usuários do Nota MT devido ao número expressivo de denúncias de golpes aplicados usando o nome do programa. Com a divulgação dos nomes completos os golpistas estavam se aproveitando dessa informação para entrar em contato e receber vantagens indevidas sobre os sorteados”, disse o secretário adjunto.
Com a proteção dos dados dos premiados a Sefaz já pode observar uma redução significativa das denúncias recebidas pelos canais oficiais. Ainda assim, é importante que o cidadão que for sorteado no Nota MT fique atento para evitar possíveis golpes. Qualquer contato telefônico, por mensagem SMS ou whatsapp deve ser considerado suspeito, pois a Sefaz não utiliza esses meios para repassar informações sobre as premiações.
As denúncias podem ser feitas por meio da ouvidoria da Sefaz ou da Controladoria Geral do Estado (CGE). Nos casos em que a pessoa for vítima de golpe, a orientação é que um boletim de ocorrência também seja registrado junto à Polícia Civil, seja de forma presencial ou por meio da Delegacia Virtual.
Sobre o sorteio
O sorteio realizado nesta quinta-feira (11.04), de forma eletrônica, foi o 71º do Nota MT. Concorreram aos prêmios 489.322 usuários, com 3.448.384 bilhetes eletrônicos gerados a partir dos documentos fiscais emitidos com o CPF durante o mês de março.
O resultado do sorteio foi obtido a partir do resultado da Loteria Federal de quarta-feira (10.04). Os números da loteria são usados como “semente” para um algoritmo que embaralha esses números e dá origem a novos números correspondentes aos bilhetes sorteados.
Após o sorteio, a Controladoria Geral do Estado (CGE) faz a auditoria dos procedimentos, dados e resultados assegurando, assim, a transparência e confiabilidade de todo processo.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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