MATO GROSSO

Plataforma de monitoramento de incêndios do Corpo de Bombeiros de MT vence prêmio nacional

Publicado em

A plataforma de monitoramento de incêndios florestais via satélites do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso venceu em 1º lugar geral e 1º lugar por estado no Prêmio de Boas Práticas 2024 – Segurança Pública, do Consórcio Brasil Central. O resultado da premiação foi divulgado nesta terça-feira (10.12).

“Parabenizo o Corpo de Bombeiros por esse reconhecimento mais do que merecido. São iniciativas como essa que contribuem para que o Governo de Mato Grosso se torne cada vez mais eficiente, focando em estratégias que realmente dão resultado”, disse o governador Mauro Mendes.

“Esta plataforma representa o comprometimento do Governo de Mato Grosso no combate aos incêndios florestais. Investimos e desenvolvemos uma plataforma única, essencial para uma ação mais eficiente contra o fogo por reunir dados em tempo real. Somos referência no combate aos incêndios florestais e este prêmio é mais uma prova disso”, disse o comandante-geral dos Bombeiros, Flávio Glêdson Bezerra.

O Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) foi o responsável pelo desenvolvimento da plataforma, que reúne imagens captadas por vários satélites qualificados e gera dados em tempo real, como focos de calor, direção do vento, umidade do ar e precipitação de chuvas.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros resgata corpo de condutor preso à cabine de caminhão após acidente

Além disso, há o indicador de predição de fogo, que aponta áreas de risco de incêndio florestal a partir do cruzamento de dados meteorológicos e reincidência do fogo. Desta forma, o Corpo de Bombeiros intensifica o monitoramento in loco dessas regiões para garantir uma resposta mais rápida contra o fogo.

“Existe um Corpo de Bombeiros antes e depois desta plataforma. O nosso trabalho melhorou muito porque conseguimos ter uma dimensão real da situação de incêndios florestais no Estado. Direcionamos melhor os recursos, garantindo eficiência no combate”, disse a comandante do BEA, tenente-coronel BM Pryscilla de Souza.

Por vencer em duas categorias, a equipe responsável pela plataforma receberá R$ 40 mil, além de um pacote de viagem com acompanhante para qualquer destino do Brasil, no valor de R$ 15 mil, certificado de reconhecimento e placa de homenagem.

Outros vencedores

Outros dois projetos de Mato Grosso foram vencedores no prêmio do Consórcio Brasil Central. São as iniciativas “Modernização no Tratamento de Cartas Precatórias: Um Projeto Integrado para Eficiência e Segurança” e “Mutirão de Conciliação Ambiental do Estado de Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente”, ambos submetidos pela Polícia Judiciária Civil.

Leia Também:  Alfabetizados pelo Muxirum se matriculam na EJA e continuam em busca do tão sonhado diploma

O Prêmio de Boas Práticas reconhece projetos inovadores desenvolvidos por servidores públicos de Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins. Os projetos vencedores foram definidos a partir da análise de uma equipe especializada do Centro de Liderança Pública (CLP).

No primeiro trimestre de 2025, uma cerimônia de premiação será feita para homenagear os vencedores.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Sema monitora mais de 400 planos de manejo em execução no estado de Mato Grosso

Published

on

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) monitora, atualmente, 402 planos de manejos autorizados e em execução. O Estado possui 5,2 milhões de hectares em áreas de manejo e a meta é chegar até 6,5 milhões até 2040.

Nesta quinta-feira (25.6), equipes do órgão ambiental participaram de uma imersão prática na Fazenda Leonel Bedin, em Ipiranga do Norte, onde cerca de 150 pessoas acompanharam em campo as etapas do manejo em uma área de 300 hectares.

A atividade integrou a programação da 6ª edição do Dia na Floresta, promovida pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem).


“Quando nós olhamos para as áreas de manejo, a incidência é de menos de 10% de desmatamentos posteriores e também não há incidência de incêndios florestais porque essas áreas possuem acessos e mantém toda uma estrutura”, destacou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

Ela explicou que o manejo florestal não se confunde com a supressão de vegetação. “A incidência de ilegalidade nos desmatamentos é superior do que em manejo florestais sustentáveis”, assegurou.

No manejo florestal, conforme a secretária, existem critérios a serem seguidos para o levantamento florestal e realização do inventário dos indivíduos existentes na área contemplada no projeto de manejo. A partir desses dados e levando em consideração a renovação da floresta, é estabelecida uma matriz com a indicação do quanto é possível ser extraído do manejo.


“O Brasil tem critérios técnicos muito mais especializados do que em os outros países, que não possuem um regramento que faça uma composição que considera a especificidade de cada área. Em Mato Grosso nós possuímos várias matrizes, pois as regiões são diferentes. Mas ao final, todos esses critérios levam para o objetivo principal que é manter a floresta para o novo ciclo”, ressaltou Lazzaretti.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros resgata corpo de condutor preso à cabine de caminhão após acidente

O processo para autorização do manejo florestal, segundo a secretária, começa com a elaboração do projeto pelo empreendedor. O órgão ambiental recebe todos os dados de forma digital, com 100% do inventariado e georreferenciado.

Na sequência, os dados são analisados pelos técnicos que atuam no licenciamento e se tudo estiver de acordo com a legislação, inclusive o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado, a Sema emite a autorização de exploração florestal.

“Com a emissão da autorização, nós temos uma estrutura de monitoramento e passamos a confrontar as imagens de área que nós temos com a exploração que acontece em campo e com a comercialização desses produtos no nosso sistema Sisflora 2.0, que acompanha o corte, a secção, o transporte e o comércio de todo o produto florestal deste manejo”, explicou.

Segundo a secretária, o monitoramento contínuo permite ao órgão ambiental acompanhar se a exploração está ocorrendo exatamente onde foi autorizada e se a árvore que foi cortada e informada no sistema é compatível com a que foi apresentada no projeto.

Para o presidente do Cipem, Gleisson Tagliari, o manejo representa um compromisso de longo prazo com a manutenção da floresta em pé, capaz de manter a área produtiva e preservada nas décadas seguintes.

“Quando você faz manejo florestal, assume um compromisso de garantir que aquela propriedade permaneça com floresta e que, daqui a 25 ou 30 anos, exista um novo ciclo de madeira. Ou seja, você promove também a conservação das nossas florestas. Levar esse conhecimento adiante traz mais credibilidade, mais visibilidade e gera mais confiança sobre o trabalho desenvolvido pelo setor”.

Leia Também:  Governo de MT envia 60 toneladas de donativos e reforça equipes no Rio Grande do Sul

Nas áreas de manejo, o corte das árvores é feito de maneira seletiva, respeitando o ciclo de vida dos indivíduos. Árvores que já cumpriram o seu papel na natureza são colhidas de forma estratégica, minimizando o impacto ambiental e dando espaço para que suas filhas possam crescer para proliferação da espécie.


Imersão na floresta

Durante a trilha técnica, os participantes percorreram trechos da floresta acompanhados por especialistas. A atividade contou com apoio tecnológico do aplicativo Madereiro, G2R Soluções tecnológicas, que fornece em tempo real o mapa da área, árvores catalogadas e a classificação das espécies por um sistema de cores.

Fechando o ciclo, os participantes visitaram a Madeireira São Miguel, em Sinop, para conhecer de perto as etapas da indústria, acompanhando a transformação de toras brutas em matéria-prima pronta para uso na construção civil, fabricação de móveis ou outros setores.

O Dia na Floresta 2026 contou com o apoio de diversas entidades, entre elas, a Sema, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), Universidade Federal de Mato Grosso, Corpo de Bombeiros Militar, Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF) e vários sindicatos.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA