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Polícia Civil e Ministério da Justiça qualificam servidores no combate à lavagem de dinheiro em crimes ambientais

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A Polícia Civil de Mato Grosso, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e Academia da Polícia, iniciou nesta terça-feira (15.10), em Cuiabá, o curso de capacitação de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro com foco em crimes ambientais.

Participam do curso 100 profissionais de instituições dos Estados do Centro-Oeste brasileiro, Tribunais de Contas e órgãos federais. A capacitação é realizada pela Secretaria Nacional de Justiça, por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI).

Na abertura da capacitação, o diretor da Academia da Polícia Civil, delegado Fausto Freitas, destacou que o tema integra a agenda mundial e enfoque do curso no combate à lavagem de dinheiro, que fomenta diversos crimes, é uma das formas de qualificar o trabalho investigativo policial. “Possibilita trazer novas informações a nossos policiais e servidores de outras instituições para atuação de forma efetiva, atingindo a raiz do problema, que é a obtenção de vantagens através de práticas criminosas, e também ampliar as relações entre os órgãos envolvidos”.

O curso integra o Programa Nacional de Capacitação para o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, coordenado pelo DRCI, e foi organizado pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente e Acadepol, que certificará os participantes.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, pontuou sobre o crescente trabalho realizado por Mato Grosso nos últimos seis anos na responsabilização dos autores de crimes ambientais. “Este momento é de avançar nessa agenda, pois o compromisso do Estado é fortalecer cada vez mais esse combate, pautado na transversalidade, às condutas que violam o setor”, destacou a secretária.

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O Programa Nacional de Capacitação e Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro foi criado em cumprimento à meta 25 da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro para treinar agentes públicos e orientar a sociedade, disseminando uma cultura de prevenção ao tema no Brasil.

De acordo com o secretário Nacional de Justiça, em exercício, Fábio Pereira Santos, o curso já capacitou mais de 30 mil servidores públicos em todos os estados do País. Os palestrantes são integrantes da Enccla, como magistrados, policiais civis e federais, membros do Ministério Público, Abin, Advocacia-Geral da União, Controladoria-Geral da União, Coaf e Ministério da Justiça.

“O papel da Secretaria passa por duas grandes frentes, e uma delas é a que integra esse programa de combate à lavagem de dinheiro, com a atuação cooperada e integrada entre Governo Federal e Estados. E neste curso trazemos um foco especial em crimes ambientais, na modalidade avançada, com produção de conhecimento para integrar esforços no combate às infrações ambientais, mas também para criar uma comunidade de aprendizado que possa repercutir no combate ao crime organizado”, disse o representante da Senajus.

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Encerrando a abertura da capacitação, o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, assegurou que o Estado já vem atuando com ênfase no combate ao crime organizado, com inúmeras investigações e operações qualificadas. “E a capacitação ofertada pelo Ministério da Justiça nos propicia mais ferramentas para ampliar ainda mais o nível de nossos servidores no enfrentamento ao crime organizado e à corrupção, atacando o patrimônio para termos êxito”, pontuou o secretário, citando como exemplo investigações conduzidas pela Polícia Civil.

A primeira palestra do curso foi com o procurador da República, Gabriel Infante, que falou sobre a grilagem de terras e um panorama sobre o crime no País. A capacitação segue até o dia 17 de outubro.

Participaram da abertura do curso os diretores da Polícia Civil: Jesset Munhoz (Corregedor-geral), Vitor Hugo Bruzulato Teixeira (Atividades Especiais), Walfrido Nascimento (Interior); Eder Clay Leal (Metropolitano em exercício); delegadas da Dema, Liliane Murata e Alessandra Saturnino; secretário controlador-geral, Paulo Nazareth Farias; diretor da Politec, Jaime Trevizan; representantes do Ministério Público Estadual, MPF, Polícia Federal, Polícia Militar e secretários adjuntos da Sesp.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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