Um homem, de 43 anos, que descumpriu medidas protetivas impostas pela Justiça, se aproximando e ameaçando sua ex-companheira, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta terça-feira (07.01), em diligências realizadas pelos policiais do Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual da Delegacia de Sorriso.
As diligências iniciaram na segunda-feira (06), após a vítima procurar a delegacia relatando que possui medida protetivas em relação ao ex-companheiro, porém no período da manhã, quando estava fazendo sua mudança para um novo endereço, o suspeito passou de carro em frente ao local.
Em seguida, o suspeito retornou ao local, fazendo ameaças, dizendo que estava armado e que iria matar o atual namorado da vítima. Dando continuidade às agressões, o suspeito tomou o celular da mão da vítima e o tacou no esgoto.
Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe de policiais iniciou as diligências, conseguindo realizar a prisão em flagrante do agressor, na manhã desta terça-feira (07), em seu local de trabalho. Ele foi conduzido à Delegacia de Sorriso onde após foi lavrado o flagrante de descumprimento de medida protetiva.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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