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Polícia Civil prende padrasto que violentou enteada com consentimento de mãe da vítima

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Um homem, investigado pelo estupro da enteada menor de idade, teve a prisão cumprida, nesta semana, pela equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Primavera do Leste.

O autor do crime, de 31 anos, foi preso depois de se apresentar na unidade policial na segunda-feira (04.11). A companheira dele e mãe da vítima foi presa em outubro, após ser constatada na investigação que a mulher consentia e colaborava com o abuso sexual da própria filha.

O crime foi denunciado à Polícia Civil no final de outubro, após o Conselho Tutelar procurar a Delegacia de Primavera do Leste. Os conselheiros foram acionados por uma igreja da cidade. A vítima, atualmente com 15 anos, procurou refúgio na igreja e relatou que era abusada sexualmente pelo padrasto desde os 12 anos.

A mãe da menor foi presa em flagrante, no dia 25 de outubro, pelos crimes de estupro qualificado, abandono intelectual, sequestro e cárcere privado praticados contra a própria filha. Na ocasião, o padrasto não foi localizado durante as diligências,

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A investigação ainda apurou que a adolescente era impedida de frequentar a escola e mantida em regime de cárcere privado, sem autorização para sair de casa, ou manter contato com outras pessoas.

O delegado Eric Martins destacou a importância da atuação rápida da Polícia e do Conselho Tutelar na proteção dos direitos da criança e na garantia de um ambiente seguro para a vítima.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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