Policiais militares do 11º Batalhão apreenderam, nesta terça-feira (7.4), dois adolescentes, de 16 e 17 anos, suspeitos de sequestro mediante tortura contra um suposto faccionado rival, em Sinop. As equipes retiraram de circulação 431 porções de entorpecentes e prenderam um homem por tráfico ilícito de drogas no município.
Durante desdobramento da Operação Tolerância Zero, as equipes do Grupo de Apoio (GAP) receberam denúncia de que um homem havia sido sequestrado na região da Estrada Selene, na Comunidade Águas Claras, e que um veículo Gol estaria abandonado em uma plantação de milho.
Após as informações, os militares reforçaram o patrulhamento no local e localizaram o homem amarrado e com dois dedos do pé esquerdo decepados. A vítima, de 32 anos, relatou que foi rendida por quatro homens, momento em que comercializava entorpecentes. Ele foi encaminhado para uma unidade de saúde.
Em busca veicular, os policiais militares encontraram 138 porções de entorpecentes, entre ecstasy e cloridrato de cocaína, além de um facão, cinco munições de calibre .38, uma balança de precisão.
Em seguida, os militares receberam novas informações acerca da localização dos suspeitos, que estariam escondidos em uma propriedade rural, sendo abordados e detidos. A dupla e todo material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Combate ao tráfico
Os policiais militares da Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO), durante rondas no bairro Cidade Jardim, receberam denúncia de que um homem estaria comercializando entorpecentes na região.
Diante dos fatos, as equipes intensificaram as ações de patrulhamento tático e ostensivo e identificaram o denunciado, em um veículo modelo Gol, em uma área conhecida como Morrinho. Durante abordagem, as equipes apreenderam grande quantidade de entorpecentes diversos. O suspeito relatou que havia mais drogas escondidas em uma residência.
No local, também foram encontradas outras porções, somando ao todo, 293 unidades, entre comprimidos de ecstasy, skank (super maconha), cloridrato de cocaína, haxixe, além de uma balança de precisão, R$ 411 e materiais de preparo e embalagens. O suspeito foi conduzido à delegacia.
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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