As ações de patrulhamento e policiamento no âmbito da Operação Tolerância Zero garantiram a redução de índices criminais em Mato Grosso. Em janeiro deste ano, a Polícia Militar registrou uma queda de 14,7% em casos de furtos, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Conforme balanço divulgado pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da Polícia Militar (Spoe-PMMT), em janeiro deste ano foram registradas 2.304 ocorrências de furtos, enquanto no ano passado foram contabilizados 2.702 casos.
Já com relação aos casos de roubos, o Estado também apresentou queda em janeiro de 2026, em comparação com o mesmo mês de 2025, sendo 294 ocorrências no ano passado e 286 casos neste ano, o que resultou em uma queda de 2,7%.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, classificou como positiva a redução nos índices criminais de roubos e furtos em janeiro, destacando os importantes investimentos do governo no combate à criminalidade a partir da criação do programa Tolerância Zero.
O coronel Fernando ressaltou que, nos últimos sete anos, as Forças de Segurança do Estado, em especial a Polícia Militar de Mato Grosso, têm sido fortalecidas com a aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos de segurança e construção ou reformas de batalhões e outras unidades da instituição.
“A Polícia Militar de Mato Grosso, nos seus 190 anos, vive a melhor fase da história, com investimentos nunca vistos antes na instituição durante o atual governo. Os avanços no combate à criminalidade demonstram que o fortalecimento das forças de segurança, com investimentos em tecnologia, infraestrutura, viaturas, armamentos e capacitação profissional, tem produzido resultados concretos para a sociedade mato-grossense. O programa Tolerância Zero reforça a presença policial nas ruas e amplia a capacidade de resposta rápida da Polícia Militar”, declarou o coronel Fernando.
Combate ao tráfico
A Polícia Militar de Mato Grosso registrou aumento de 19,1% no número de apreensões de drogas em janeiro deste ano, em comparação com janeiro do ano anterior. Em 2026, os militares retiraram de circulação mais de 5 mil quilos de entorpecentes, enquanto pouco mais de 4 mil quilos foram recolhidos em janeiro de 2025.
As ações ocorreram tanto em áreas urbanas quanto rurais, com abordagens, bloqueios policiais, barreiras e demais ações do policiamento tático e ostensivo, com apoio das demais Forças de Segurança.
“O trabalho contínuo das equipes de policiamento tático e ostensivo tem sido fundamental para desarticular organizações criminosas e reduzir a circulação de entorpecentes”, enfatizou o subchefe do Estado-Maior, coronel Anderson Luiz do Prado.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.