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Professores de outros estados selecionados para intercâmbio em MT são recepcionados na Seduc

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Dezoito professores recém-formados selecionados para o intercâmbio profissional “Ensina Brasil”, efetivado em parceria com o Governo do Estado, irão atuar em Mato Grosso por dois anos. Eles foram recepcionados pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto, nesta segunda-feira (22), no auditório da Secretaria de Estado de Mato Grosso (Seduc-MT).

O programa seleciona jovens talentos graduados nas melhores universidades do país para se tornarem professores de escolas públicas da Rede Estadual.

O objetivo é orientar os profissionais sobre o ambiente educacional mato-grossense e o desenvolvimento de novas lideranças na transformação da educação.

“Graças ao nosso planejamento conseguimos reestruturar a educação e investir em melhores condições para nossos profissionais da educação. Além de oferecer formação estruturada e continuada aos professores através de cursos que valorizam o desenvolvimento profissional”, afirmou o secretário de Educação.

Segundo a coordenadora de Relações Governamentais e representante do Ensina Brasil, Julia Wolff, o intercâmbio deverá fortalecer o currículo dos intercambistas e incentivar boas práticas que serão replicadas em sala de aula.

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“Nós trazemos os professores com o objetivo de conhecer, integrar e participar do processo educacional aqui em Mato Grosso. É uma forma de contribuir com o aprendizado e realizar uma troca mútua, ou seja, aprender como Mato Grosso atua através do Educação 10 anos e também trazer um pouco da experiência deles como profissionais e compartilhar com o núcleo escolar”, pontuou.

A professora Ana Beatriz da Silva, residente do Rio de Janeiro, onde atuará após o período fora do estado, explicou que o intercâmbio profissional deverá contribuir com o desenvolvimento dela em sala de aula. “Essa é uma oportunidade única de trabalhar a parte prática da educação e conhecer, de fato, como as ações da Seduc-MT são implementadas. No período que vamos permanecer, eu pretendo estudar o Plano Educação 10 anos e ver como a educação aqui tem se sobressaído de acordo com essas políticas”, afirmou.

Já para Mailson Guimarães, professor ribeirinho da comunidade Vila Nova, no Amazonas, além do desenvolvimento pessoal e profissional, a permanência em Mato Grosso deverá lhe proporcionar um ganho cultural muito importante.

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“Atuar pelo período de dois anos dentro de uma sala de aula da rede estadual vai me complementar culturalmente, já que Mato Grosso é um grande portador de culturas, cores e sabores. Na educação não é diferente. Nós temos a percepção da educação e de todos os fatores que compõem esse viés e, agora, vamos fomentar o nosso conhecimento e contribuir com a educação no estado, além de aplicar tudo que aprendemos durante essa experiência”, enfatizou.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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