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Servidores do Socioeducativo participam de curso sobre trabalho multidisciplinar com adolescentes

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Gestores e agentes do Sistema Socioeducativo de Mato Grosso participaram do curso sobre o Plano Individual de Atendimento (PIA) do adolescente em cumprimento de medida socioeducativa de privação e restrição de liberdade. Com duração de três dias, a capacitação foi realizada pela Secretaria de Estado de Segurança (Sesp-MT), em parceria com o Tribunal de Justiça (TJMT), e terminou nesta quinta-feira (13.04), em Cuiabá.

O objetivo do curso foi a atualização e o aprimoramento do trabalho multidisciplinar e de integração desenvolvido com os adolescentes nas unidades de internação de Mato Grosso. A obrigatoriedade da elaboração do plano está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“A ideia foi aprofundar um pouco mais sobre essa ferramenta do PIA com um olhar mais humanizado e de superação de conflitos. Diferente do sistema penitenciário, no socioeducativo o plano individual de atendimento é a referência para liberação do adolescente. Para ser liberado, o adolescente precisa cumprir as metas estabelecidas no PIA”, explicou a secretária adjunta de Justiça, Lenice Barbosa.

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Um dos pontos abordados no encontro foi a Justiça Restaurativa, que busca a solução pacífica para conflitos.

“A justiça restaurativa como instrumento de fortalecimento da cultura de paz é uma ferramenta que a desembargadora Clarice Claudino da Silva, presidente do TJ, nos apresentou como desafio para que possamos levar para dentro das unidades do socioeducativo, a exemplo da realização das rodas de convivências, que são momentos em que se trabalha e supera determinado conflito”, disse Lenice.

Coordenadora de atendimento socioeducativo do Sistema Socioeducativo, a psicóloga Flávia Palazzo reforçou a importância do plano individual de atendimento do adolescente, uma vez que se trata de uma ferramenta por meio da qual o adolescente pode construir projetos de vida diferentes, que ampliem suas perspectivas de vida e fortaleçam seus laços familiares e comunitários.

“O objetivo é estimular o adolescente a aderir ao processo socioeducativo, ampliando suas perspectivas futuras”, pontuou.

O diretor Metropolitano da Polícia Civil de Mato Grosso, delegado Wagner Bassi Júnior, participou do evento e pontou que importância do acompanhamento individualizado desses adolescentes para que não voltem a cometer atos infracionais. “Esse é o principal objetivo do socioeducativo. É o acompanhamento, trazer esse adolescente de volta à sociedade”, disse.

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O evento teve, ainda, a participação de representantes dos estados do Maranhão e de Goiás.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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