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SES e Ministério da Saúde realizam capacitação sobre implante contraceptivo sob a pele

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoveu, em parceria com o Ministério da Saúde, uma oficina de qualificação para inserção do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon), nesta quinta-feira (23.10), no Centro Universitário de Várzea Grande (Univag).

Participaram cerca de 70 profissionais, entre médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde e gestores dos municípios de Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Campo Novo do Parecis, Cuiabá, Jaciara, Nova Mutum, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Rondonópolis, Tangará da Serra e Várzea Grande.

Também estiveram presentes profissionais dos seis Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) de Mato Grosso, do Hospital Universitário Júlio Müller, além de representantes da gestão estadual e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT).

Portarias do Ministério da Saúde, de julho deste ano, incorporaram, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), este implante contraceptivo para adolescentes de 14 a 17 anos e para mulheres adultas de 18 a 49 anos. Antes, o método era oferecido apenas para populações em situação de vulnerabilidade, como mulheres em situação de rua.

Conforme o secretário-adjunto de Atenção e Vigilância à Saúde da SES, Juliano Melo, a capacitação visa ampliar o acesso ao método contraceptivo de longa duração, contribuindo para a redução da mortalidade materna e fortalecendo o planejamento sexual e reprodutivo.

“Este é um método contraceptivo moderno e seguro, que apresenta elevada eficácia, reduz falhas decorrentes do uso incorreto e amplia a autonomia das mulheres na definição de seu projeto de vida reprodutiva. A oferta pelo SUS é um avanço e contribui para a redução de vulnerabilidades sociais, da evasão escolar e do risco de complicações decorrentes de gestações precoces”, destacou.

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A enfermeira Arielle dos Santos, da área técnica de saúde da mulher do DSEI Xavante, que atende 14 municípios da região de Barra do Garças, elogiou a iniciativa da capacitação e estava animada para, posteriormente, virar uma multiplicadora.

“A minha expectativa é de aprender o que vai ser passado aqui para levar para o meu território e replicar isso com os médicos e os enfermeiros, para que a gente possa desenvolver um projeto piloto e aplicar a introdução do Implanon dentro das nossas aldeias”, afirmou.

Segundo a enfermeira, este será um grande desafio a ser superado. “A gente ainda tem até dificuldades com métodos convencionais, de aceitação mesmo por parte da comunidade. E, para nós, a implantação desse método dentro do território é um grande desafio. Mas a gente precisa muito, a gente tem alta taxa de natalidade: no DSEI, 27 mil pessoas nascem por ano, incluindo mais de mil crianças. Então, isso vem ao encontro da nossa necessidade”, disse.

De acordo com Suzana Albuquerque, servidora da Área Técnica Rede Materna Infantil, a ampliação do acesso ao método reforça o compromisso do SUS com a equidade e a integralidade do cuidado, garantindo opções seguras e eficazes de contracepção.

“Queremos fortalecer as ações de planejamento reprodutivo e ampliar os direitos sexuais e reprodutivos, bem como a autonomia de meninas e mulheres. Este será um marco para as mulheres no Estado, pois elas estavam ansiosas pela chegada do Implanon. E para a Rede Materno Infantil será um ganho e tanto, pois iremos diminuir a gravidez na adolescência”, informou.

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Diene Oliveira Rodrigues, assessora técnica do Ministério da Saúde, considera que a medida vai ajudar no enfrentamento à mortalidade materna e incentivar o cuidado com a saúde das mulheres.

“É um avanço enorme para a saúde das mulheres, no âmbito dos direitos sexuais e reprodutivos, porque anteriormente a gente tinha uma portaria do implante, só que ela era restrita a públicos prioritários. E, com essa nova legislação, com essa nova norma, o Ministério vai ofertar, com a parceria dos Estados e municípios, implante para todas as mulheres”, afirmou.

O Governo Federal recebeu quantidade suficiente do Implanon para o atendimento de 500 mil mulheres ainda neste ano. “Até o primeiro semestre do ano que vem, chegarão cerca de 1,8 milhão de novos implantes”, acrescentou Diene.

Já foram entregues à Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso cerca de 5.500 unidades do contraceptivo para distribuição entre os municípios.

Durante a oficina, foram tratados os direitos sexuais e reprodutivos, os métodos contraceptivos disponíveis pelo SUS, como fazer o manejo de intercorrências do implante contraceptivo e orientações pós-inserção.

No período da tarde, as técnicas do Ministério da Saúde ministraram atividades práticas com kits simuladores e foram dadas orientações sobre o planejamento estadual de implementação.

Para a realização do evento, os Escritórios Regionais de Saúde (ERS) fizeram contato com os municípios com mais de 50 mil habitantes para que indicassem profissionais para participar. As prefeituras custearam o deslocamento e as diárias de seus servidores.


Crédito: Suzana Albuquerque | SES-MT

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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