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Cadeia de Valor é instituída no MPMT para gerenciamento de processos

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso acaba de instituir a sua “Cadeia de Valor”, ferramenta recém-criada para o gerenciamento de processos finalísticos, gerenciais e de suporte. Para quem não tem muita familiaridade com a área de gestão, o termo é técnico, mas o conceito é simples: a cadeia de valor representa o conjunto de atividades desempenhadas por uma organização.

No MPMT, seis valores norteiam a atuação institucional. São eles: Proteção e segurança jurídica, justiça social, pacificação social, defesa e valorização da vida, dignidade humana e igualdade de tratamento. “Com a cadeia de valor estruturada, o Ministério Público dá um importante passo para melhorar ainda mais a sua gestão e apresentar resultados mais eficientes à sociedade, na defesa dos seus direitos”, destacou a subprocuradora-geral de Planejamento e Gestão, Hellen Uliam Kuriki.

O detalhamento das atividades por processos, conforme a chefe do Departamento de Planejamento e Gestão, Annelyse Cristina Cândido Santos, possibilita à administração a promoção de mudanças para melhorar os trâmites e realizar investimentos assertivos com intuito de dar maior celeridade no atendimento às demandas da comunidade.

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“Essa ferramenta de gestão visa capturar e sistematizar todas os macroprocessos e processos que adicionam valor ao serviço ou produto entregue pelo Ministério Público. Se constitui de uma arquitetura em níveis, tendo sido construída com a participação da Administração Superior, Diretoria-Geral, Promotores de Justiça e Chefes de Departamento. É uma estrutura dinâmica que vai se aprimorando no decorrer da análise, mapeamento e melhorias dos processos organizacionais, assessorados tecnicamente pela Gerência de Processos organizacionais do Deplan”, afirmou.

Outro ponto importante é a contribuição da Cadeia de Valor para a Estratégia do MPMT – Missão/ Visão/Valores, Mapa e Objetivos Estratégicos e outras Diretrizes, com vistas a construir uma estrutura para que os Departamentos/Unidades consigam “se enxergar nos processos” e que a sociedade identifique o valor entregue pela instituição.

Vídeos Educativos – Para facilitar a compreensão sobre o tema, a partir desta semana será divulgada uma série de vídeos educativos com exemplos práticos relacionados à sistematização de rotinas na instituição.
 

Fonte: MP MT

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Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

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Foto: Reprodução.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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