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Escola recebe projeto FloreSer e promove reflexão sobre relações

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Na manhã desta quarta-feira (08), a Escola Estadual Governador José Fragelli, localizada na Arena Pantanal, recebeu a equipe do projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso. A ação envolveu 62 estudantes do 1º ano do ensino médio, em uma conversa aberta sobre relações afetivas e abuso emocional.Em todas as escolas, as rodas de conversas são realizadas simultaneamente com turmas separadas, o que favorece maior participação dos alunos nas dinâmicas. Durante os encontros, são bordados temas relacionados à violência de gênero, suas raízes na formação patriarcal da sociedade, o machismo, a misoginia, os tipos de violência e o feminicídio. A exposição de vídeos e outros conteúdos complementares contribuem para promover reflexões profundas sobre as questões debatidas. A estudante Isabela Evangelista, de 15 anos, disse que gostou muito da experiência. “A gente compartilhou várias vivências e aprendi questões sobre a violência doméstica”, disse. As rodas de conversas são conduzidas pela equipe técnica do Espaço Caliandra, formada por uma psicóloga, uma assistente social, e uma estudante de serviço social, e uma assistente jurídica, além de um oficial e uma assistente do gabinete da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, que acompanha todas as atividades nas escolas ao lado das facilitadoras.Durante sua apresentação, a promotora explicou brevemente a atuação das Promotorias de Justiça nos casos de violência contra a mulher e destacou os objetivos do projeto. “Estamos levando esse projeto às escolas com a ideia de prevenir casos de violência. Queremos contribuir para uma geração mais consciente e estimular o pensamento crítico. Esse trabalho é leve, divertido, longe do formato tradicional de palestra. É um espaço onde nos permitimos ouvir e discutir”, disse a promotora Claire Vogel.Dinâmicas – com duração média de 1h30, as rodas de conversa são construídas de forma interativa. As facilitadoras do FloreSer incentivam a participação ativa dos alunos, promovendo a troca de experiências e plantando, como dizem, uma “sementinha” na formação dos estudantes. “Ver os adolescentes se abrirem, refletirem e perceberem que podem construir relacionamentos mais saudáveis e respeitoso é algo que nos renova”, afirmou a assistente ministerial Maisa Magda Fernandes, que também atua no FloreSer.A dinâmica com mais engajamento dos estudantes é que trata das diferenças entre amor e abuso. Nela, os jovens respondem a sete perguntas levantando duas plaquinhas: uma com um coração vermelho (representando o amor) e outra com um coração preto partido (simbolizando o abuso). As questões abordavam situações relacionadas a ciúmes, controle, posse e toxicidade nos relacionamentos, gerando debates intensos e reflexões entre os participantes.“Aqui não existe resposta certa ou errada. O que queremos é o diálogo e participação de todos”, frisou a psicóloga Vastir Maciel. A professora de português e literatura, Maria Borges de Oliveira, acompanhou as atividades e elogiou o envolvimento dos alunos. “Foi incrível, maravilhoso. Às vezes temos o aluno diante de nós, mas não damos a ele a oportunidade de se expressar, de falar o que sente. Parabéns pelo projeto”, declarou.O professor de química Cesar Augusto, que leciona na Escola da Arena Pantanal e na Escola Benedito de Carvalho, ressaltou a importância das discussões no ambiente escolar. “É fundamental levar essa conscientização para a educação. Alguns estudantes relataram que, ao ouvirem os temas, perceberam comportamentos problemáticos em seus próprios relacionamentos e já começaram a reavaliar suas atitudes”, destacou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Curso EaD sobre educação especial estará disponível em outubro

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) lançou oficialmente, na manhã desta quinta-feira (20), o curso de Educação a Distância (EaD) “Abraçando as Diferenças: Escola para Todos”, durante evento de capacitação realizado na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. A formação gratuita, com mais de 40 horas de duração, foi desenvolvida para ampliar o acesso a conhecimentos e práticas voltadas à educação especial inclusiva e estará disponível às redes de ensino a partir de outubro.O lançamento foi conduzido pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação do MPMT, promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, que destacou o potencial da iniciativa para alcançar profissionais de todo o estado e fortalecer a inclusão no ambiente escolar. “Tenho certeza de que esta será uma grande oportunidade para alcançarmos os profissionais dos 142 municípios de Mato Grosso e da rede estadual de ensino. Esperamos que este seja apenas o primeiro passo para muitas outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da educação especial inclusiva em nosso estado”, afirmou.O curso foi elaborado por meio do projeto estratégico institucional “Abraçando as Diferenças: Escola para Todos”, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT; com o Centro de Apoio Operacional da Pessoa com Deficiência; o CAO Educação; a Fundação Escola Superior do Ministério Público (FESMP); e as instituições Turma do Jiló e Comunic@TEA.Segundo a promotora de Justiça, a iniciativa é resultado da união de esforços de diferentes instituições comprometidas com a inclusão educacional e da construção coletiva de uma formação voltada às demandas reais enfrentadas pelos profissionais da área. “Há algum tempo este curso EaD vem sendo pensado, na verdade, há alguns anos. Conseguimos, não sem muito esforço, não sem muitas reuniões, debates e desafios, viabilizar a realização desse curso e reunir docentes de altíssima qualidade para compor essa formação”, ressaltou.Patrícia Dower explicou que a capacitação realizada nesta quinta e sexta-feira apresenta uma prévia dos conteúdos que serão aprofundados posteriormente no ambiente virtual de aprendizagem. A programação reúne palestras sobre temas centrais da educação especial inclusiva, oferecendo aos participantes uma amostra da abordagem que será disponibilizada no curso.A coordenadora-adjunta do CAO Educação destacou ainda que o curso EaD integra uma estratégia institucional voltada ao fortalecimento de políticas públicas de qualidade. Segundo ela, a proposta busca ampliar a contribuição do MPMT para além das atividades de fiscalização e controle, disponibilizando conteúdos sobre práticas pedagógicas, comunicação aumentativa e alternativa e outros temas essenciais para a inclusão escolar.Conforme explicou, muitas das demandas acompanhadas pelo Ministério Público revelam dificuldades enfrentadas pelos municípios, especialmente os do interior, para encontrar profissionais capacitados e acessar informações qualificadas sobre educação especial inclusiva. Nesse contexto, o curso surge como ferramenta de apoio aos gestores e profissionais da área, estimulando a qualificação continuada. “Sabemos que uma formação de 40 horas está longe de ser definitiva, é apenas a ponta do iceberg. Nossa intenção é que esse curso funcione como uma porta de entrada para a construção de caminhos efetivos voltados à melhoria da educação especial inclusiva em Mato Grosso”, enfatizou.Ao encerrar a apresentação, Patrícia Dower reforçou o convite para que os profissionais participem da formação e contribuam para a disseminação do conhecimento em suas instituições e redes de ensino. “Convido todos vocês a participarem dessa formação com o mesmo entusiasmo e dedicação com que nós a desenvolvemos. Esperamos que este seja apenas o primeiro passo para muitas outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da educação especial inclusiva em nosso estado”, concluiu.As informações sobre carga horária, corpo docente, certificação e demais detalhes da formação serão divulgadas pelo CAO Educação nos próximos meses. A expectativa do Ministério Público é que a iniciativa alcance profissionais da educação, da assistência social, da saúde e integrantes do sistema de justiça, contribuindo para a construção de uma escola cada vez mais inclusiva e acessível para todos.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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