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Espaço Caliandra visita unidades de saúde com salas de acolhimento

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O Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar (Espaço Caliandra) realizou, na última sexta-feira (30/01), visitas a duas Unidades de Saúde da Família que contam com salas de acolhimento à mulher em situação de violência doméstica, com atendimentos realizados por equipes multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde (eMulti). Também serão visitadas as unidades do Jardim Jockey Club e Grande Terceiro.
As visitas ocorreram nas unidades dos bairros Ribeirão da Ponte e CPA IV e foram conduzidas pela promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo das Promotorias, Claire Vogel Dutra, acompanhada de sua equipe do Espaço Caliandra. A iniciativa teve como objetivo conhecer o trabalho desenvolvido e os espaços de acolhimento às mulheres, diante da crescente demanda, na capital, por acompanhamento psicoterapêutico e assistencial.
A promotora de Justiça destacou a importância do acompanhamento psicossocial às mulheres em situação de violência doméstica e as dificuldades enfrentadas devido à escassez de espaços de acolhimento e tratamento na capital, atualmente concentrados na Secretaria da Mulher e no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), após o fechamento das salas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Ela ressaltou ainda que o Ministério Público instaurou no ano passado um procedimento para apurar esse fechamento e cobrar do município a indicação de novos locais para os atendimentos às mulheres.
Claire também enfatizou que a descentralização dos atendimentos é uma demanda urgente no enfrentamento da violência doméstica e familiar, assim como a criação de espaços específicos para crianças e adolescentes, público que também apresenta demanda crescente. “Precisamos de atendimento para todo esse público, e caberá ao município informar como essa demanda será atendida. A partir disso, vamos construir um fluxo de acompanhamento”, afirmou.
A secretária-adjunta de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, Cinara Thais Silva de Brito Sobrinho, explicou que o município conta atualmente com 145 equipes de Saúde da Família e oito equipes multiprofissionais, distribuídas nas quatro regionais de saúde. Para atender à demanda de mulheres vítimas de violência doméstica, foram inauguradas, em agosto de 2025, quatro “Salas Acolher”, uma em cada região da capital, para o acolhimento de mulheres a partir de 14 anos.
“O atendimento começa com o acolhimento da mulher e a classificação do caso, com encaminhamento para psicólogo ou assistente social. Ela pode realizar até oito atendimentos e, se necessário, segue acompanhada pela equipe de Saúde da Família, com encaminhamento para atendimento especializado”, explicou a secretária-adjunta.
A secretária da Mulher, Hadassah Suzannah, que também esteve presente na visita com sua equipe, informou que o atendimento psicológico às mulheres é realizado tanto pelo HMC quanto pela Secretaria da Mulher, onde ocorrem semanalmente. “Nosso intuito é que a mulher, nesse momento mais crítico, tenha mais atendimentos. À medida que evolui no tratamento, o acompanhamento passa a ser quinzenal. Não há limite mínimo ou máximo de atendimentos; cada mulher é avaliada conforme sua estrutura emocional. A alta ocorre no momento adequado, conforme indicação da profissional”, explicou.
Hadassah destacou ainda que, neste ano, foram iniciadas rodas de conversa com mulheres que já receberam alta, avançando mais um nível no acompanhamento terapêutico, com foco no fortalecimento emocional e na promoção da autonomia.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP participa da inauguração de oficina de costura em penitenciária

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta quinta-feira (23), da inauguração da oficina de costura escola da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A nova estrutura vai ofertar 120 vagas de trabalho, com jornada de oito horas diárias, contribuindo para a reintegração social das reeducandas e para a redução de custos do Estado. Ao todo, foram instaladas 91 máquinas de costura, adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP).
Atualmente, 20 reeducandas já foram certificadas pelo Senai e atuarão como multiplicadoras, auxiliando na capacitação das demais internas. O espaço conta com área de produção, estoque de matéria-prima e de peças prontas, além de refeitório e área de descanso. A produção da oficina será destinada, principalmente, à confecção de uniformes escolares da rede estadual, o que permitirá economia aos cofres públicos.
A procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou que o Ministério Público atua de forma permanente no fortalecimento de projetos voltados à ressocialização no sistema prisional. “A oficina de costura representa uma oportunidade concreta de qualificação profissional e de reinserção social. Além do trabalho e da renda, iniciativas como essa fortalecem a autoestima dessas mulheres e contribuem para um recomeço digno.”

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A procuradora também ressaltou a importância de práticas humanizadas, alinhadas a experiências exitosas, como as desenvolvidas na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em especial nas unidades femininas, que estimulam responsabilidade, autonomia e a reconstrução de vínculos familiares.

A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, afirmou que a participação no projeto é voluntária e teve grande adesão. “As reeducandas recebem capacitação prática e certificação profissional, o que amplia as chances de retorno digno à sociedade. Já temos uma lista de mulheres interessadas em participar das próximas etapas.”

O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, informou que a oficina atenderá demandas de órgãos públicos, com produção inicial estimada em 110 mil peças de uniformes escolares, podendo ser ampliada gradativamente.

Já o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou que o investimento reforça a política de ressocialização adotada pelo Estado. “Esse investimento representa um caminho eficaz para a ressocialização, ao garantir trabalho, dignidade e qualificação profissional. As reeducandas saem mais preparadas para o mercado de trabalho e para a vida em sociedade.”

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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