Ministério Público MT

MP denuncia homem por feminicídio de ex-convivente em pesqueiro

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A 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Sorriso (a 420 km de Cuiabá) denunciou José Alves dos Santos pelo feminicídio majorado da ex-convivente Jacyra Grampola Gonçalves da Silva e por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O crime aconteceu em 17 de agosto de 2025, nas dependências de um pesqueiro localizado no bairro Verdes Campos.Segundo a denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, o crime foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. José Alves teria agido com dissimulação, ao enganar a vítima com a promessa de um “presente”, e com recurso que dificultou a defesa, já que Jacyra estava sentada e desprevenida. O homicídio foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar e com perigo comum, devido aos disparos realizados em um ambiente público e movimentado, além de representar descumprimento de medida protetiva de urgência.As investigações apontaram que o relacionamento entre José Alves e Jacyra durou cerca de dois meses. Após o término, a vítima solicitou medida protetiva em razão de o ex-companheiro não aceitar a separação.No dia do crime, Jacyra estava no pesqueiro quando José Alves, mesmo ciente das restrições judiciais, abordou a vítima e a convidou para ir até seu veículo, alegando que queria entregar-lhe um presente. Diante da recusa, José Alves dirigiu-se ao carro, onde havia escondido uma arma de fogo de uso restrito. Retornou ao local com o embrulho nas mãos, caminhando tranquilamente e se aproximando de forma dissimulada. Sem que a vítima pudesse reagir, ele efetuou diversos disparos, que resultaram na morte de Jacyra.

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Foto: Reprodução de videomonitoramento.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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