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MP e Judiciário se unem para implantação da Justiça Restaurativa 

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A 2ª Promotoria de Justiça de São Félix do Araguaia (a 1.200km de Cuiabá) assinou termo de cooperação técnica com o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), para a realização de “Círculos de Construção de Paz” na comarca. O Ministério Público também providenciou os trâmites na esfera municipal para tornar lei o programa de “Práticas de Construção de Paz” nas escolas. 

“Estamos muito satisfeitos com a assinatura deste termo de cooperação técnica que vai instituir a política de paz nas escolas, por meio dos Círculos de Paz. É uma iniciativa muito importante do Tribunal de Justiça e estamos felizes por integrar essa iniciativa.  A legislação tem previsão de ser aprovada ainda hoje, pois o projeto teve uma excelente recepção pela prefeita, pela secretária de Educação e pelo legislativo, que está tratando o tema como prioridade. Essa proposição segue em caráter de urgência”, explicou o promotor de Justiça substituto Marco Antônio Prado Nogueira Perroni. 

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Os Círculos de Construção de Paz utilizam a técnica do diálogo e escuta ativa, uma ferramenta que tem gerado resultado no combate aos conflitos dentro das escolas e demais setores do município.

“Há quatro meses ministrei uma aula sobre a Justiça Restaurativa e o promotor de justiça da comarca, Marco Perroni, ficou muito interessado e realizou as tratativas para levar e consolidar essa política pública para o município de São Félix do Araguaia. Agora, estamos concretizando o projeto para que ele possa gerar bons frutos na cidade. Também estamos muito animados com mais essa expansão no sentido de fortalecer as políticas públicas para eliminar a violência nas escolas”, declarou a presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva. 

A política de pacificação social é realizada pelo Nugjur, coordenada pelo juiz auxiliar da Presidência Túlio Duailibi Alves de Souza. O magistrado destacou que a iniciativa do promotor Marco Perroni promove bons resultados “todos ganham, principalmente a comunidade que poderá usufruir de um projeto com objetivo restaurar vínculos, através de um diálogo estruturado”.    

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Justiça Restaurativa em MT – O Nugjur contabilizou até setembro de 2023 a realização de 465 Círculos de Construção de Paz com 15 mil participantes, sendo 9 mil crianças, adolescentes e jovens beneficiados com o trabalho do Judiciário mato-grossense que se tornou referência nacional na expansão da metodologia. Na rede de ensino pública e privada, o Círculos de Construção de Paz é uma ferramenta da Justiça Restaurativa estimulada e desenvolvida pela Resolução n.º 225/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que definiu 2023 o ano da Justiça Restaurativa na educação.  

Foto: TJMT
(Com informações do TJMT)

 
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Réu que tentou matar ex diante das filhas é condenado a 23 anos

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, na última quinta-feira (7), Alessandro Ivo de Moraes a 23 anos e 4 meses de reclusão por tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira.
O crime ocorreu em 25 de maio de 2025, na residência da vítima, na presença das cinco filhas do casal, todas menores de idade. Segundo as investigações, inconformado com o término do relacionamento, o réu invadiu o imóvel, utilizou uma faca e atacou a vítima. A filha mais velha, então com 17 anos, tentou proteger a mãe e também foi ferida.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público. O réu permanecerá preso, e o juiz presidente, Pierro Mendes, determinou o início imediato do cumprimento da pena.
O promotor de Justiça que atuou no Tribunal do Júri, César Danilo Novais, ressaltou que a decisão reafirma o compromisso institucional no enfrentamento à violência contra a mulher e na proteção à vida. Segundo ele, o julgamento também representa um marco para a comarca, sendo a primeira condenação com base na Lei nº 14.994/2024, que tipificou o feminicídio como crime autônomo no Código Penal.
“A sociedade não aceita o inaceitável. A vida é inviolável. Todas as vidas importam. As vidas das mulheres também. Chega de violência sanguinária.”
Segundo o promotor, o julgamento representa um marco para a comarca, sendo a primeira condenação com base na Lei nº 14.994/2024, que tipificou o feminicídio como crime autônomo no Código Penal

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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