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MPMT promove cidadania em aldeias Xavante com ação inédita

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Pela primeira vez, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) levará a iniciativa da Ouvidoria Itinerante a aldeias indígenas. Nos dias 14, 15 e 16 de outubro, a ação será realizada nas aldeias Aldeiona, Campinas e Santa Clara, localizadas na Terra Indígena Parabubure, no município de Campinápolis (474 km de Cuiabá), território do povo Xavante.A proposta é promover cidadania, escuta ativa e acesso direto a serviços essenciais, respeitando as especificidades culturais e sociais das comunidades indígenas. A ação contará com uma ampla rede de parceiros institucionais.”Esta é uma iniciativa histórica para o Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Pela primeira vez, a Ouvidoria Geral chega às aldeias indígenas para ouvir de perto as demandas do povo Xavante e garantir que seus direitos sejam respeitados. Nosso objetivo é promover cidadania, inclusão e acesso a serviços essenciais, fortalecendo o diálogo e a confiança entre as comunidades e as instituições públicas”, destacou a procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, Ouvidora-Geral do MPMT.O promotor de Justiça Fabricio Miranda Mereb também ressaltou a importância da inciativa. “O Ministério Público tem o compromisso de atuar de forma próxima à sociedade, e esta ação reforça nossa missão de garantir direitos e promover justiça. Levar serviços e atendimento jurídico às aldeias indígenas é um passo importante para reduzir barreiras e assegurar que todos tenham acesso à cidadania.”A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Prefeitura de Campinápolis oferecerão suporte logístico. A Receita Federal fará a emissão de CPF, enquanto o Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) atuará em demandas relacionadas à cidadania e previdência. A Energisa irá orientar sobre mecanismos de acesso à energia mais barata ou gratuita.O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realizará emissão e regularização de títulos de eleitor com cadastro biométrico. A Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) e a Assembleia Legislativa estarão presentes para emissão de RG. O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) realizará cadastro em programas assistenciais e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) fará escuta voltada aos direitos do ECA.O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) promoverá ações de saúde básica, enquanto a Secretaria Municipal de Saúde realizará imunizações e testes rápidos. A Secretaria de Educação atuará na rematrícula escolar e no enfrentamento à evasão. Já a Câmara Municipal dará apoio logístico e fará escuta ativa da comunidade.A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) também participará do projeto com o cadastramento para o programa bolsa família, plastificação de documentos, emissão da segunda vida de certidões, fotos 3×4, emissão de carteira de autismo e celíaco, atendimentos do Sine e Procon e a Junta Militar realizará o alistamento e emissão de dispensa.O Tribunal de Justiça e o cartório local estarão presentes para resolver questões judiciais, realizar audiências e emitir certidões de nascimento e óbito tardio. Já a Ouvidoria Geral do MPMT fará a escuta ativa da população, acolhendo demandas e encaminhando soluções.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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