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Pacto estadual amplia rede de proteção às mulheres em Mato Grosso

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Com o objetivo de fortalecer a atuação integrada no enfrentamento à violência contra a mulher e à prática de feminicídios, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) assinou, nesta sexta-feira (17), um conjunto de medidas estratégicas articuladas pelo Governo do Estado. A iniciativa reúne ainda o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Assembleia Legislativa (ALMT), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e a Defensoria Pública do Estado (DPMT).No evento, também foi formalizado o Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, idealizado pelo Gabinete Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. O acordo prevê ações estruturantes que incluem desde a criação de Procuradorias da Mulher nos municípios mato-grossenses até o desenvolvimento de grupos reflexivos voltados a homens autores de violência, fortalecendo uma política pública integrada e de longo prazo.Para a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa, Januária Dorilêo, as medidas anunciadas representam um avanço concreto. “Observando as ações que serão implantadas, percebemos um plano capaz de trazer resultados efetivos, já que a prática diária nos mostra a necessidade das medidas anunciadas. Também sabemos que o trabalho em rede é essencial e o único caminho para superar esse desafio”, afirmou.O Ministério Público integra o pacto com o Projeto Gaia, iniciativa institucional voltada à articulação da rede de proteção às mulheres em situação de violência. De acordo com a procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Estudos sobre Violência Doméstica, o fortalecimento do projeto com o apoio do Governo do Estado amplia significativamente seu alcance.“O Projeto Gaia já é um projeto implantado pelo Ministério Público, lançado agora em fevereiro de 2026, mas ele ganha agora uma robustez com o apoio do Governo do Estado. Nós esperamos com isso sensibilizar todos os atores, todos os componentes das redes em todos os municípios e todos os membros do Ministério Público acerca da importância do trabalho em rede no enfrentamento a um problema tão complexo que é a violência contra a mulher”, destacou.A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo Vida Plena, Gileade Pereira Souza Maia, enfatizou a importância do pacto como resposta institucional. Segundo ela, o compromisso assumido pelas instituições traz uma perspectiva concreta de avanços. “Cada instituição se posicionou de uma forma muito clara sobre aquilo que pretende e fará para impulsionar ações de enfrentamento à violência contra a mulher. Então é um momento esperançoso para todos nós, inclusive para o Ministério Público, que ao longo dos anos vem se empenhando de uma forma muito detida nesse enfrentamento, foi um momento de esperança para essa transformação que nós precisamos”.O governador Otaviano Pivetta destacou que o conjunto de ações representa a continuidade e a ampliação de políticas públicas essenciais. “O enfrentamento à violência contra a mulher exige compromisso permanente do Estado e integração entre políticas públicas. Estamos dando continuidade a um trabalho já iniciado, ampliando ações e fortalecendo a rede de proteção, porque essa é uma demanda real da sociedade. Não podemos aceitar a violência como algo normal, é isso que este programa representa: um conjunto de medidas integradas para reduzir a violência e garantir mais segurança e dignidade às mulheres de Mato Grosso”, afirmou.Durante o evento, a gestora da Coordenadoria Estadual da Mulher do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, anunciou que o Judiciário estadual acompanhará a ampliação da estrutura policial com a criação de novas varas especializadas. “Com as novas delegacias que serão entregues dentro do Plano do Governo de Mato Grosso, o Judiciário do Estado se compromete a criar novas varas especializadas para mais agilidade nos processos e que seja evitada a revitimização. Eu acredito que essa união de esforços terá muito sucesso”, declarou.Entre as medidas anunciadas estão a implantação de uma delegacia especializada 24 horas em Várzea Grande ainda no primeiro semestre de 2026, além da criação de duas novas delegacias especializadas de defesa da mulher em Lucas do Rio Verde e Sorriso. O programa prevê ainda a instalação de três novos núcleos especializados de atendimento à mulher e a pessoas vulneráveis nos municípios de Rosário Oeste, Nobres e Campo Verde.Também serão implantados núcleos do plantão especializado de atendimento à mulher e vulneráveis em Tangará da Serra, Cáceres e Primavera do Leste. Em Cuiabá, a Patrulha Maria da Penha ganhará uma nova sede, enquanto dois novos prédios da Politec, em Água Boa e Nova Mutum, contarão com a Sala Lilás, voltada ao acolhimento humanizado das vítimas.Na área da segurança pública, estão previstas a criação de diretorias da mulher na Polícia Civil e na Polícia Militar, além de uma nova unidade estratégica para monitoramento eletrônico de agressores, vinculada à Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).Outro destaque do pacote é a criação do Portal Estadual de Informações Integradas sobre a Violência contra a Mulher, que reunirá dados, serviços, orientações, materiais educativos e o acompanhamento das ações desenvolvidas em todo o Estado. As medidas incluem ainda a oferta de teleatendimento psicológico para vítimas de violência doméstica, bem como suporte a familiares e órfãos de feminicídio. Conforme explicou a delegada Mariell Antonini, o primeiro atendimento será realizado de forma remota, com posterior encaminhamento para encontros presenciais.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Qualificação profissional fortalece ações de ressocialização em MT

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta sexta-feira (17), de uma visita técnica às penitenciárias Central do Estado, masculina, e Ana Maria do Couto, feminina, em Cuiabá, voltada à articulação interinstitucional para a implantação de cursos de qualificação profissional destinados a pessoas privadas de liberdade.A agenda integra um esforço conjunto que também reúne o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT), o Tribunal de Justiça (TJMT), a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT), com foco na ressocialização e na redução da reincidência criminal.A procuradora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, Josane Guariente, ressaltou a importância da qualificação profissional como eixo central da ressocialização.“Eu acredito que, graças às parcerias que acabaram dando muito certo, surge hoje essa ideia trazida pela dra. Thaylise, nessa tentativa de união das instituições, principalmente com relação à qualificação profissional, que é a joia rara desse projeto, porque não há como falar de ressocialização ou reinserção social sem a qualificação profissional”, disse a procuradora.O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento das políticas de ressocialização no sistema penitenciário.“A qualificação profissional dentro do sistema penitenciário é uma ferramenta estratégica para a ressocialização. Quando oferecemos oportunidades concretas de aprendizado e certificação, estamos contribuindo diretamente para a redução da reincidência e para a construção de uma sociedade mais segura e inclusiva. Essa união de instituições mostra que estamos no caminho certo para transformar realidades”, disse.Durante a visita, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso, desembargador Aguimar Peixoto destacou o caráter institucional da ação e o compromisso com a transformação social.“Nós queremos trazer cursos para qualificá-los e com a certificação de um órgão como o Senai, que é uma carta de apresentação para quando eles deixarem a prisão possam apresentar, sem que o tomador do serviço os discrimine. Eles estarão protegidos por uma iniciativa institucional, e consta nessa certificação que o curso é sério, embora ministrado dentro da penitenciária. Esse é o objetivo”, declarou o desembargador.A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, reforçou que a iniciativa busca criar oportunidades reais para o futuro.“Nosso objetivo é estabelecer relações entre as instituições de modo a trazer cursos de capacitação para as pessoas que estão hoje privadas da sua liberdade, mas que um dia retornarão para a sociedade. Nosso objetivo é que elas sejam capazes de devolver, em trabalho, recursos e benefícios, tanto para a sua família quanto para a sociedade e para si próprias. Estamos aqui para estender as mãos, fazer cursos e ampliar espaços. Estamos muito animados e é só o começo de uma grande mudança”, ressaltou.Representando o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT), o gerente de Projetos e Parcerias, Marcos Ribeiro, destacou o papel da instituição na transformação social por meio da educação profissional.“Fizemos essa visita em nome do Sistema Indústria para apresentar as possibilidades de formação profissional junto ao Senai Mato Grosso, por meio dos grandes parceiros que temos aqui no Estado, trazendo qualidade profissional. A nossa diretora Fernanda e o presidente Silvio também acreditam na transformação social por meio da qualificação, e esse é o trabalho do Senai: transformar vidas para uma indústria mais competitiva”, afirmou.Também participou da visita o desembargador Orlando Perri, reforçando o engajamento do Judiciário na construção de políticas públicas voltadas à ressocialização.Com informações da assessoria da Sejus-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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