Ministério Público MT

População é consultada sobre poluição causada por armazém

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Vera, município distante 477 km de Cuiabá, lançou um questionário para ouvir os moradores da cidade que estariam sendo afetados por poluição ambiental, sonora e atmosférica oriunda de um estabelecimento industrial que atua com armazenamento de grãos em perímetro urbano. A medida foi adotada após a conclusão de laudo pericial elaborado pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça.

Segundo o promotor de Justiça responsável pela investigação, Daniel Luiz dos Santos, a perícia apontou várias irregularidades, entre elas, a não utilização de equipamentos de proteção individual entre os funcionários do armazém e poluição ambiental.

“Pretendemos, com este questionário, elaborar um diagnóstico sobre a quantidade de pessoas afetadas pela poluição oriunda do estabelecimento e que, inclusive, apresentam problemas de saúde. Essas informações vão subsidiar posterior proposta para indenização dos danos ambientais coletivos difusos causados à comunidade de Vera/MT”, adiantou.

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Segundo ele, o Ministério Público já encaminhou cópia do laudo pericial produzido à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e requisitou a adoção de providências, além da realização de uma nova inspeção no mês de julho, quando a safra é mais intensa. Também foi requisitado ao prefeito municipal e aos vereadores informações a respeito de eventuais denúncias recebidas e providências tomadas sobre o assunto.

Para responder ao questionário, Acesse Aqui

Crédito Foto: Ilustrativa / Rumo Ferrovias

Fonte: MP MT

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Ministério Público MT

Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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