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Projeto de educação alimentar em escolas recebe recursos do MPMT

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O Ministério Público de Mato Grosso, por meio da Promotoria de Justiça de Chapada dos Guimarães, destinou R$ 300 mil (trezentos mil reais) ao projeto Cozinhas & Infância, uma iniciativa do Instituto Comida e Cultura, que aposta na formação de profissionais da educação infantil para promover uma alimentação mais saudável para as crianças.O promotor de Justiça de Chapada dos Guimarães, Leandro Volochko, explica que a iniciativa tem como objetivo reforçar o guia de alimentação saudável nas escolas públicas. “O projeto Cozinhas & Infância atua na base da educação alimentar de nossas crianças, trabalhando no ambiente onde elas passam a maior parte do tempo: nas escolas. Nesta terceira etapa, o projeto visa fortalecer os profissionais que cozinham nas escolas públicas do município, ensinando técnicas inovadoras com alimentos locais. O objetivo também é reforçar o guia de alimentação saudável nas escolas públicas.”Segundo a educadora do Instituto Comida e Cultura, Flora Camargo, a inserção dos produtos da sociobiodiversidade, como o pequi e o baru, na Chamada Pública do PNAE no município de Chapada dos Guimarães representa um grande avanço, beneficiando as comunidades por meio da geração de renda e valorização das culturas e saberes locais, aliados à conservação do Cerrado.Flora Camargo explica ainda que essa é uma primeira etapa de uma jornada que inclui a educação alimentar e nutricional nas escolas, com o objetivo de fortalecer os territórios e modificar os cardápios, priorizando produtos in natura em vez dos ultraprocessados.“Essa iniciativa estimula as comunidades locais e deve ser ampliada para incluir outros produtos, como as diversas frutas do Cerrado: mangaba, caju, jatobá, entre outras. Com a inserção da educação alimentar na rotina escolar, é possível envolver toda a comunidade, desde a valorização do trabalho das cozinheiras enquanto educadoras, com a introdução de novas receitas, até o incentivo à gestão pública na compra e fomento desses produtos. Para que a educação alimentar e nutricional nas escolas seja eficaz, é importante que essas ações sejam contínuas e permanentes”, destacou a educadora do Instituto Comida e Cultura.Para o mês de junho, já está previsto em Chapada dos Guimarães, como parte do projeto, um seminário sobre educação alimentar e nutricional, com foco também na inserção de alimentos da sociobiodiversidade local na alimentação escolar.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida

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A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.

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Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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