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Projeto realizado com recursos do Bapre conclui formação de educadores

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Cerca de 50 educadores de oito escolas de educação infantil da área urbana e rural de Chapada dos Guimarães participaram do programa de formação e qualificação “Cozinhas & Infância”, desenvolvido pelo Instituto Comida e Cultura (ICC). A iniciativa contou com a parceria do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e Secretaria Municipal de Educação de Chapada dos Guimarães. O encontro de encerramento das atividades ocorreu no sábado (24).

As aulas aconteceram de forma virtual e presencial, com atividades práticas na cozinha do Centro Municipal de Educação Infantil ‘Magia Do Saber’ Anita Goulart. O projeto contou com recursos do Banco de Projetos e Entidades (Bapre) do MPMT.

O promotor de Justiça em Chapada dos Guimarães, Leandro Volochko, ressalta que projetos como o Cozinhas & Infância reforçam o papel do Ministério Público na defesa dos direitos coletivos, da educação, do meio ambiente e da saúde pública.

 “Alimentação saudável, história da culinária regional e brasileira, valorização da riqueza alimentar do cerrado brasileiro é conteúdo que deve ser trabalhado junto aos educadores e educadoras do ensino infantil e fundamental aqui em Chapada dos Guimarães. Desejamos que o projeto siga evoluindo para a consolidação do tema nas escolas do estado”, afirmou.

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Segundo o ICC, o objetivo do programa foi preparar educadores, apresentando conhecimentos sobre a história da alimentação humana e da culinária brasileira, habilidades culinárias e alimentação saudável.

Para a professora Gislaine do Nascimento Silva, do Centro Municipal de Educação Infantil ‘Magia do Saber’ Anita Goulart, o curso foi uma oportunidade de abrir um novo olhar sobre a relação dos alimentos com o meio social e sobre como abordar essa relação em sala de aula.
 “O ato de se alimentar não está encerrado em si, envolve uma teia de relações muito maior do que lembramos de analisar no dia a dia. Hoje penso melhor sobre como a alimentação é parte da minha cultura e identidade regional, minhas memórias de infância e juventude, dos momentos em família fazendo pamonha, farinha, catando pequi ou outras frutas do cerrado”, declara a professora.

“Somos gratos ao Instituto Comida e Cultura, que, junto com o Ministério Público, oferece oportunidade aos professores do município para trabalharem o tema da alimentação na sala de aula, o que também pode se estender aos familiares. A valorização da cultura alimentar local desperta ainda o interesse futuro dos alunos no mercado de trabalho da cidade, que também atua no segmento turístico”, acrescentou Benedito Antônio de Oliveira Lechner, secretário municipal de Educação de Chapada dos Guimarães.

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O Programa – À luz do Guia Alimentar para a População Brasileira, o material exclusivo preparado pelo ICC valoriza o conceito da alimentação saudável a partir da formação da culinária brasileira.

“O Cozinhas e Infâncias, entre outras estratégias, usa a cultura culinária como uma porta de entrada para o debate da sociobiodiversidade, conectando agricultura, saúde, educação e meio ambiente, e motivando um espaço político favorável à sua conservação. Hoje, o Cerrado é nosso bioma mais ameaçado e o projeto quer propor aos educadores do ‘coração do Brasil’ uma reflexão sobre as possibilidades de sistemas alimentares mais saudáveis a partir de uma nova consciência alimentar”, defende Bela Gil, uma das fundadoras do ICC.

Bela observa que diante do novo cenário político no Brasil, é preciso acreditar num caminho para além do combate à fome. Programas como o ‘Cozinhas & Infâncias’ ampliam o acesso ao conhecimento entre educadores e estudantes nas escolas, que têm papel fundamental na promoção da alimentação adequada, saudável, biodiversa e inclusiva.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena réu a 48 anos por feminicídio e homicídio qualificado

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O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. O réu foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes, que representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão plenária e sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia.De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos. As vítimas foram Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada dos fatos, ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik de Almeida Pereira flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos da casa.Dominado por intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, o acusado empunhou uma faca e desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.Diante da gravidade dos fatos, o Juiz Presidente fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão do réu.“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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