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Promotores de Justiça participam de curso sobre combate ao feminicídio

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Promotores de Justiça de todas as comarcas de Mato Grosso participam, nos dias 12 e 13 de junho, do curso de extensão “MP por Elas: Respeito e Inclusão no Combate ao Feminicídio – À luz da Recomendação nº 03 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)”. A formação é oferecida em formato híbrido, com atividades presenciais realizadas no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá, e transmissão simultânea pela plataforma Microsoft Teams. A iniciativa é promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) de Estudos sobre Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino.O objetivo do MPMT é capacitar promotores e procuradores de Justiça com atuação nas áreas cível e criminal para uma abordagem mais sensível, eficaz e comprometida no enfrentamento da violência contra a mulher, especialmente no combate ao feminicídio, visando à promoção da igualdade de gênero, do respeito e da inclusão. Inspirado e fundamentado na Recomendação nº 03/2025 da Corregedoria Nacional do Conselho Nacional do Ministério Público, o curso busca alinhar a prática ministerial às diretrizes nacionais, fortalecendo a atuação institucional sob a perspectiva de gênero.“Quero agradecer aos promotores de Justiça que se deslocaram até Cuiabá, enfrentando longas distâncias na estrada, e também àqueles que nos acompanham virtualmente. Sabemos o quanto é desafiador dedicar tempo à capacitação diante de tantas demandas. E destacar que participação de todos é fundamental para reafirmarmos à sociedade o compromisso do Ministério Público no enfrentamento à violência contra a mulher. Mesmo em um Estado onde ainda prevalecem fortes traços culturais de machismo, seguimos firmes na defesa dos direitos das vítimas e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. O MPMT está comprometido com uma atuação incansável em prol das mulheres”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, na abertura do evento. O chefe do MPMT alertou que a violência contra a mulher é uma escalada que pode começar com agressões verbais e evoluir para o feminicídio. Por isso, defendeu a importância de agir precocemente para interromper esse ciclo. Ele também destacou a necessidade de oferecer condições para que as vítimas rompam com a dependência econômica do agressor, especialmente por meio da reinserção no mercado de trabalho. Como medida de inclusão, propôs a adoção de cotas para mulheres vítimas de violência nas esferas pública e privada.O procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, coordenador da Escola Institucional, destacou que a capacitação representa um momento de profundo respeito à causa, além de ser uma oportunidade de reflexão e reafirmação do compromisso do MPMT no enfrentamento à violência de gênero, com especial atenção ao feminicídio. Essa capacitação simboliza um pacto com a excelência, com a equidade e com a transformação social. Buscar o Selo Ouro, concedido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), é, sobretudo, reafirmar o que já somos: uma instituição comprometida com os direitos humanos e com a proteção das mulheres”, afirmou.O coordenador do Ceaf disse estar honrado por organizar um evento dessa natureza. “É nosso dever fomentar o conhecimento técnico, mas também impulsionar a consciência crítica e a empatia. Promover ações como esta é assegurar que nossas decisões e intervenções estejam à altura dos desafios contemporâneos e alinhadas aos princípios constitucionais de igualdade e proteção integral. Que esses dois dias nos inspirem, nos provoquem e nos mobilizem. Que saiamos daqui ainda mais preparados para defender a vida, os direitos e a liberdade de todas as mulheres”, finalizou.A procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, coordenadora do CAO sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino, afirmou que este é um momento emblemático para a instituição. Segundo ela, a iniciativa está em plena consonância com a Recomendação do Conselho Nacional do Ministério Público e com o protocolo de intenções firmado com a Corregedoria Nacional do Ministério Público, em 31 de março deste ano, voltado à promoção do enfrentamento à violência doméstica e intrafamiliar contra as mulheres.“Quero agradecer de forma muito especial a todos os colegas que atenderam ao nosso convite para participar deste evento. Sei das dificuldades e da intensa agenda de atividades que o Ministério Público tem enfrentado neste primeiro semestre, por isso, a presença de cada um de vocês é extremamente importante e valiosa. Estamos juntos na busca pela certificação Ouro, conforme o Edital nº 01/2024 do CNMP, mas, mais do que uma certificação, esta é uma capacitação essencial. Muitas vezes, não conseguimos enxergar determinadas situações, e é justamente por meio de seminários como este que ampliamos nossa visão e nossa consciência. Vamos, juntos, construir uma verdadeira transformação social”, enfatizou.Também estiveram presentes e compuseram o dispositivo de honra na abertura da capacitação a promotora auxiliar da Corregedoria-Geral do Ministério Público, Regilaine Magali Bernardi Crepaldi (virtualmente); o secretário-geral do Ministério Público, procurador de Justiça Adriano Streicher; a coordenadora-adjunta do CAO sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira; e a promotora de Justiça e coordenadora administrativa do Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Claire Vogel Dutra.Mobilização – O MPMT promoveu uma ampla mobilização entre os integrantes para incentivar a inscrição no curso de extensão “MP por Elas: Respeito e inclusão no combate ao feminicídio – À luz da Recomendação nº 03 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)”. Como parte da iniciativa, onze promotores e procuradores de Justiça gravaram vídeos com o objetivo de sensibilizar os colegas e reforçar a importância da capacitação, que tem impacto direto na defesa dos direitos das mulheres vítimas de violência e no enfrentamento ao feminicídio.

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MT é referência – A palestra de abertura do curso foi ministrada pela promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo Valéria Diez Scarance Fernandes, que abordou o tema “Medidas protetivas, feminicídio e avaliação de risco”. “Vocês são referência. Mato Grosso é o único local do Brasil em que há varas híbridas que atuam na área criminal e na área cível, que, aliás, é o grande sonho da Maria da Penha, e só vocês conseguiram realizar”, enalteceu. A promotora enfatizou que a intenção é construir um diálogo com todas as áreas, pois a violência não se esgota na esfera criminal. “A violência tem reflexos nítidos no júri, obviamente, na área de família, na área cível, em todas as áreas”, reforçou.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT fortalece defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+

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Garantir o respeito à diversidade e combater todas as formas de discriminação estão entre as atribuições do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). No dia 28 de junho, quando é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, a instituição reforça seu compromisso com a defesa dessa população, atuando para assegurar direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, promover a cidadania, fiscalizar políticas públicas de inclusão e responsabilizar autores de práticas discriminatórias.A proteção desses direitos tem fundamento na Constituição Federal, que assegura a igualdade, a liberdade e a dignidade de todas as pessoas, sem distinção de qualquer natureza. Nos últimos anos, importantes avanços foram consolidados no campo da proteção à população LGBTQIAPN+, entre eles o reconhecimento da união estável e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a possibilidade de alteração de nome e gênero no registro civil sem necessidade de cirurgia, a equiparação da homofobia e da transfobia ao crime de racismo e o fortalecimento das garantias de igualdade, inclusão e respeito à identidade de gênero em diferentes espaços sociais.Além disso, práticas como recusar atendimento, humilhar, constranger, excluir ou agredir alguém em razão da orientação sexual ou da identidade de gênero são passíveis de responsabilização. Nesse contexto, o Ministério Público atua tanto na repressão quanto na prevenção de violações de direitos. A instituição recebe e apura denúncias de discriminação e violência, acompanha e fiscaliza a implementação de políticas públicas voltadas à inclusão social, promove a defesa dos direitos fundamentais e desenvolve ações educativas para conscientizar a população sobre a importância do respeito à diversidade e do combate à intolerância.As violações podem ocorrer em diferentes espaços da convivência social. Casos de discriminação são registrados em escolas e universidades, unidades de saúde, repartições públicas, ambientes de trabalho, estabelecimentos comerciais, espaços religiosos e também nas plataformas digitais. Em todas essas situações, o Ministério Público pode atuar para apurar os fatos, acolher e orientar as vítimas, promover a responsabilização dos envolvidos e adotar medidas destinadas à prevenção de novas violações.O MPMT reforça que vítimas e testemunhas de discriminação ou violência não devem permanecer em silêncio. A denúncia é uma ferramenta fundamental para a proteção de direitos e para o enfrentamento de práticas discriminatórias. Em situações de urgência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Para registrar denúncias, a população pode procurar a Ouvidoria do Ministério Público pelo telefone 127, pelos números de WhatsApp (65) 99271-0792 e (65) 99255-4681, ou ainda buscar a Promotoria de Justiça mais próxima.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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