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Promotoria apresenta balanço e anuncia ações para melhorar saúde

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A 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá apresentou o planejamento das ações para 2026, voltadas à melhoria do atendimento na saúde pública, e divulgou um balanço das principais frentes de atuação na tutela coletiva realizadas em 2025. Com foco em ações macroestruturantes, o promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto destacou que o objetivo é garantir maior eficiência ao serviço público, reforçando que, apesar das limitações, “o Sistema Único de Saúde (SUS) é o maior patrimônio que temos no Brasil”. Para Milton Mattos, uma das apostas mais importantes para 2026 é a entrada em funcionamento da Central de Conciliação de Saúde Pública, prevista para o primeiro semestre. Fruto de um termo de cooperação entre o Ministério Público, Tribunal de Justiça, Estado e Defensoria Pública, a unidade funcionará na Avenida Getúlio Vargas e contribuirá significativamente para a desjudicialização da saúde.Conforme o promotor de Justiça, o objetivo é diminuir a judicialização de demandas eletivas, como cirurgias. Na central, o cidadão terá uma resposta mais rápida e, caso o Estado não concilie ou marque o procedimento necessário, o caso será encaminhado para atendimento jurídico. “No local vai funcionar uma central de regulação do Estado, uma de Cuiabá e uma de Várzea Grande. A Procuradoria-Geral do Estado também estará lá. A ideia é solucionar as demandas de forma administrativa”, explicou. Outra prioridade para este ano será a fiscalização na área da saúde mental. A Promotoria está monitorando a aplicação de R$ 6 milhões, recursos destinados via Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre) do MPMT para as obras do Centro de Atenção Psicossocial Tipo III (Caps III) e do Caps Infantil. O Caps III deve oferecer acolhimento noturno e observação, com funcionamento 24 horas, para todas as faixas etárias, atendendo transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles decorrentes do uso de substâncias psicoativas. Já o Capsi oferece atendimento a crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes.O promotor acrescenta que também serão fiscalizados em 2026 os Centros de Reabilitação em Cuiabá e toda a parte de atenção secundária da Secretaria Municipal de Saúde.Além disso, a Promotoria segue acompanhando o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município de Cuiabá. Segundo o promotor, já é possível notar avanços, uma vez que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) apresentam menor lotação, não há Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) fechadas e houve melhora na oferta de médicos nas unidades básicas e na aquisição de medicamentos.Embora reconheça que a saúde sempre enfrentará desafios em razão da limitação de recursos, o promotor reafirmou o compromisso em organizar o sistema para que ele atenda cada vez melhor à população. “A saúde nunca vai ser 100% ideal porque é um plano universal e não há recurso para tudo, mas o nosso SUS é o maior patrimônio que temos no Brasil e, na medida do possível, vem atendendo bem”, afirmou. Balanço – Milton Mattos destacou como principal atuação no ano de 2025 a fiscalização inédita nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) de Cuiabá. Segundo o promotor, o cenário encontrado foi preocupante. Além de agendamentos feitos em cadernos de papel em plena era digital, verificou-se a falta de insumos, a existência de cadeiras velhas e em más condições de uso, bem como uma fila de 2 mil pessoas para serviços como canal (endodontia).Como resultado, foi pactuado um plano de ação com a Secretaria Municipal de Saúde para digitalização das filas (de forma a garantir transparência e evitar que pacientes se inscrevam em várias unidades simultaneamente), aumento da produtividade dos profissionais (para ampliar os atendimentos), substituição de equipamentos e aquisição de insumos, e solução de outros problemas estruturais.De acordo com o promotor, o Ministério Público já iniciou uma conversa com o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT) e estuda propor ao Estado um modelo para a odontologia semelhante ao programa Fila Zero na Cirurgia, utilizando o chamamento de clínicas particulares para realizar procedimentos complexos a preços tabelados.

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Foto galeria: Mayke Toscano | Secom-MT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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