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Rede de Enfrentamento registra avanços e projeta ações para 2026

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A Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra as Mulheres dos municípios de Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento realizou, neste mês de dezembro a última reunião do ano na sede do Fórum da Comarca do Município. O encontro reuniu representantes de diversas instituições para avaliar os resultados obtidos em 2025 e definir estratégias para enfrentar os desafios previstos para o próximo ano.Durante a reunião, coordenada pela 6ª Promotoria de Justiça Criminal e Núcleo de Serviço Social da Promotoria de Justiça de Várzea Grande, os participantes discutiram medidas para fortalecer a atuação intersetorial e garantir maior efetividade no atendimento às mulheres vítimas de violência. Entre as prioridades para o próximo ano estão a ampliação da conclusão de inquéritos policiais, a redução de prescrições e a potencialização das investigações sob a perspectiva de gênero. Também foram destacadas ações para aumentar o número de denúncias e sentenças, ampliar a divulgação dos serviços, responsabilizar autores de violência por meio do Serviço de Reflexão para Homens e intensificar as visitas da Patrulha Maria da Penha, que deverá implementar pesquisas de satisfação com as mulheres atendidas.A área da Educação terá como meta desenvolver ações preventivas nas escolas, implementar o projeto piloto “Comunicação Pacífica para Meninos e Meninas” e cumprir a Lei nº 13.935/2019, que prevê a presença de profissionais de psicologia e serviço social nas unidades escolares. Já a Assistência Social se comprometeu a garantir atendimento às vítimas na Proteção Social Básica e Especial, enquanto a Saúde deverá estruturar o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual Ambulatorial, pactuar protocolos e fortalecer notificações. A sociedade civil também terá papel importante na elaboração de protocolos de atendimento em parceria com instituições como a Univag e Lírios. Outro ponto debatido foi a necessidade de construir um fluxo macro integrado de atendimento às mulheres vítimas de violência e ampliar a divulgação sobre medidas protetivas disponíveis.Balanço de 2025 – este ano foi marcado por avanços significativos. Foram realizadas 18 reuniões intersetoriais e registrou-se redução nos casos de feminicídio. Houve aumento no número de denúncias e sentenças, redução de prescrições e atendimento às vítimas diretas e indiretas. A Polícia Civil ampliou o número de boletins de ocorrência e solicitações de medidas protetivas, além de publicar protocolos de investigação sob perspectiva de gênero e para crimes contra a dignidade sexual. Na área da saúde, foi elaborado e aprovado o Protocolo de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual no SUS de Várzea Grande, estruturado o Núcleo de Atendimento Emergencial no Hospital e Pronto Socorro e fortalecida a articulação com a assistência social.A educação avançou com a publicação do Protocolo de Atendimento às mulheres vítimas de violência nas unidades educacionais e atualização do protocolo para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A assistência social fortaleceu equipes técnicas, destinou recursos na LOA 2026, articulou parcerias com o terceiro setor e iniciou a implantação do Serviço de Convivência para mulheres. A Patrulha Maria da Penha ampliou sua frota, garantiu atendimento humanizado e passou a atuar também aos finais de semana. Já a educação permanente capacitou 159 profissionais da rede municipal sobre protocolos e fluxos de atendimento, enquanto a sociedade civil fortaleceu projetos como o Plantando Lírios e ampliou sua equipe com apoio financeiro da Prefeitura.A reunião contou com a participação de representantes da Prefeitura de Várzea Grande, incluindo as Secretarias Municipais de Educação e Assistência Social, além da Patrulha Maria da Penha (Guarda Municipal). A Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento também esteve presente por meio das Secretarias de Saúde e Assistência Social. Estiveram no encontro organizações da sociedade civil como Lírios, Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ), Coletivo Mulheres Essência e BPW-VG. Participaram ainda a Vara de Violência Doméstica de Várzea Grande, a Delegacia Especializada da Mulher, Criança e Idoso, o 2º Comando Regional da PM (Patrulha Maria da Penha) e a OAB de Várzea Grande.Protocolo e Fluxo de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência – acesse aqui.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Jovem Ouvidor amplia ações em escolas estaduais da capital

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A aproximação entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a comunidade escolar ganhou mais um importante capítulo com a realização de novas visitas do projeto Jovem Ouvidor nas Escolas Estaduais André Avelino Ribeiro, no CPA 1, e Dione Augusta Silva e Souza, no CPA 4, em Cuiabá. Durante as agendas, a Ouvidoria Geral do MPMT promoveu encontros com estudantes, gestores e educadores, além do sorteio dos alunos que irão participar da experiência formativa junto à instituição.A iniciativa tem como objetivo estimular a cidadania, fortalecer a participação dos jovens na vida escolar e apresentar aos estudantes o papel da Ouvidoria como canal de escuta e de garantia de direitos. Os alunos selecionados terão a oportunidade de conhecer o funcionamento do Ministério Público, acompanhar atividades da Ouvidoria e, posteriormente, atuar como multiplicadores das informações em suas respectivas escolas.A ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, ressaltou que o projeto representa uma importante ferramenta de transformação social. “Esse é um projeto piloto que nós estamos levando aos colégios. Os jovens ouvidores nos auxiliarão e se auxiliarão, aos colegas e aos familiares, a perceber as coisas irregulares, as coisas erradas. Queremos que esses estudantes sejam protagonistas, conheçam seus direitos e contribuam para a construção de uma sociedade mais participativa e consciente”, afirmou.Para um professore Paulo Roberto Santana Junior, a presença do Ministério Público no ambiente escolar fortalece o vínculo entre a instituição e a sociedade. “Eu penso que essa é uma iniciativa extremamente importante de aproximar o Ministério Público da comunidade, especialmente da comunidade escolar. Ter um estudante nosso participando do projeto como ouvidor é realmente um motivo de muita alegria para nós aqui da escola. Vai trazer uma série de benefícios e permitir que os estudantes entendam melhor o papel da Ouvidoria do Ministério Público”, destacou.Na Escola Estadual Dione Augusta Silva e Souza, a diretora Telma Bezerra Cavalcante enfatizou o caráter formativo da proposta. Segundo ela, a oportunidade amplia a consciência cidadã dos estudantes e fortalece o conhecimento sobre os instrumentos disponíveis para a defesa de direitos.“Eu vejo essa iniciativa do Ministério Público de ir às escolas e trazer essa proposta do Jovem Ouvidor como algo muito positivo na formação deles enquanto cidadãos. Eles passam a conhecer os mecanismos que a sociedade tem para buscar ajuda e solicitar seus direitos. Conhecer isso ainda nessa fase da vida amplia horizontes e os torna cidadãos mais ativos e conscientes, tanto dos seus direitos quanto dos seus deveres. Dentro da escola, temos certeza de que isso fará muita diferença na formação e na atuação deles enquanto estudantes”, afirmou.Representando a Secretaria Municipal de Educação, Elizabeth Rodrigues também destacou a importância da parceria institucional. “O projeto Jovem Ouvidor é muito importante porque aproxima a instituição Ouvidoria do Ministério Público da escola. Isso é importante para o estudante porque ensina cidadania na prática. O aluno entende que pode ter voz ativa dentro e fora da escola. Essa experiência contribui para que ele exerça seus direitos e sua cidadania nos diferentes espaços em que atua”, observou.Por meio do projeto, os estudantes selecionados participam de uma imersão na Ouvidoria do MPMT, conhecendo os canais de atendimento, os fluxos de encaminhamento de demandas e a atuação do Ministério Público na defesa da sociedade. Após essa etapa, retornam às escolas para compartilhar o aprendizado com colegas, professores e familiares, fortalecendo a cultura da participação e da escuta ativa. Ao final do ciclo, também apresentam um relatório com as principais demandas e percepções identificadas no ambiente escolar.Antes das visitas às escolas estaduais, o projeto já havia passado pela EMEB Ulisses Guimarães e pela EMEB Esmeralda Campos Fontes, ambas em Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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