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Rede de Proteção consegue atendimento neurológico a crianças

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Após articulação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso junto à Rede de Proteção da Infância e Juventude da comarca de Paranatinga (a 373km de Cuiabá) e ao Município de Gaúcha do Norte, 48 estudantes da rede pública receberam atendimento médico especializado em neurologia, na última semana. A consultas visaram avaliar, diagnosticar e encaminhar aqueles que necessitarem ao tratamento de distúrbios neurológicos. Em alguns casos foram realizados exames de eletroencefalograma. Os retornos foram agendados para 60 e 90 dias.

Conforme a promotora de Justiça Kelly Cristina Barreto dos Santos, uma equipe multidisciplinar aplicou testes e fez a triagem dos alunos. São estudantes com características do transtorno de espectro autista, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, não rendimento escolar, que apresentam alguma dificuldade no processo de aprendizagem. As consultas foram realizadas por um neurologista de Barra do Garças e custeadas pela Prefeitura de Gaúcha do Norte.

“Temos um Procedimento Administrativo de acompanhamento de Políticas Públicas instaurado e foi por meio dele que fizemos essa articulação no sentido de resolver a demanda extrajudicialmente, o que demonstra o papel resolutivo do Ministério Público”, argumentou a promotora de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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