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Polícia Civil conclui inquérito e indicia investigado por latrocínio em Alto Garças

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A Polícia Civil concluiu o Inquérito Policial instaurado para apurar as circunstâncias da morte de Eduardo Pereira Bispo, de 29 anos, ocorrida na madrugada de 31 de janeiro de 2026, na zona rural de Alto Garças. Ao término das investigações, um suspeito de 25 anos foi indiciado pelos crimes de latrocínio e fraude processual.

A vítima foi encontrada sem vida em uma estrada vicinal próxima ao cemitério municipal. O exame de necrópsia confirmou que o óbito decorreu de múltiplas lesões provocadas por arma branca.

Desde a comunicação do fato, a equipe da Delegacia de Alto Garças realizou diligências ininterruptas, com levantamento técnico no local, coleta de vestígios, oitivas de testemunhas, análise de imagens de câmeras de segurança e requisição de exames periciais, o que possibilitou a reconstituição minuciosa da dinâmica criminosa.

Imagens de um posto de combustíveis registraram a vítima, por volta das 21h40, conduzindo um veículo VW Gol branco, acompanhada de um homem que permaneceu no interior do automóvel enquanto eram adquiridas bebidas e gelo, itens posteriormente localizados na cena do crime.

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A partir dessas informações, os investigadores passaram a mapear o trajeto do veículo e identificar o indivíduo que acompanhava a vítima.

A perícia técnica realizada no local e no automóvel revelou vestígios relevantes, incluindo manchas de sangue no banco traseiro, indicando que a agressão teve início no interior do veículo. Também foi constatada tentativa de higienização prévia do carro, sendo os vestígios confirmados por meio de reagentes específicos e exames laboratoriais.

As investigações apontaram que, após o crime, o suspeito subtraiu o veículo e diversos pertences da vítima, fugindo para o Estado de Goiás, onde utilizou cartões bancários nas cidades de Santa Rita do Araguaia e Mineiros.

Com base no robusto conjunto probatório reunido, a autoridade policial representou pela prisão do investigado, que foi localizado e capturado em Mineiros (GO), em ação integrada com forças de segurança locais, ainda na posse de bens pertencentes à vítima.

Durante buscas realizadas na residência do suspeito, foram apreendidos materiais com vestígios que passaram por perícia, reforçando a materialidade e os indícios de autoria. A apuração também evidenciou condutas voltadas à ocultação de provas e à alteração da cena do crime, circunstâncias que fundamentaram o indiciamento pelo delito de fraude processual.

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Diante das provas técnicas, testemunhais e documentais produzidas, a Polícia Civil concluiu pela prática de latrocínio, caracterizado pela violência empregada e pela subtração de bens da vítima. O inquérito foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais cabíveis.

“A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a investigação qualificada, pautada na técnica e na responsabilidade, destacando a atuação firme e persistente na elucidação de crimes graves e na responsabilização de seus autores”, afirmou a delegada Michele Castro Reis de Siqueira, responsável pela investigação do caso.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre 104 mandados contra facção criminosa envolvida com tráfico e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde

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¿¿A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.

Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.

O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.

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Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.

Lavagem de dinheiro

As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.

Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.

Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.

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“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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