A Polícia Civil informa que já ouviu duas pessoas que trabalham no Shopping Popular de Cuiabá como parte da investigação iniciada para apurar o incêndio que destruiu o centro de compras na madrugada de segunda-feira (15.07).
O depoimento de um segurança do shopping, que constatou a origem do incêndio, confirmou que a origem da fumaça ocorreu do lado de dentro do centro comercial, entre o forro de gesso e a laje do piso superior, por onde passa parte elétrica e a tubulação de água.
A Polícia Civil também ouviu uma funcionária do estacionamento, que esteve no prédio horas cerca de três horas antes do fato.
O delegado Celso Renda Gomes explica que não há como falar em ‘erro’ na parte elétrica. “Pode ser pane em algum motor de porta automática, aparelho de ar condicionado, bomba d’água, superaquecimento na fiação, mas tudo será analisado na perícia”, pontuou o titular da 2ª Delegacia de Cuiabá, responsável pela apuração.
As oitivas e diligências realizadas não apontam indícios de crime, até o momento. O delegado explica que a investigação prossegue com os depoimentos das pessoas arroladas, e aguardará os resultados dos exames periciais que foram iniciados pela Politec-MT.
Serão ouvidos ainda funcionários da administração do shopping para levantamentos técnicos como a planta do prédio, número de associados, manutenções recentes, entre outras informações necessárias.
¿¿A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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