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ALMT amplia inclusão com guichê exclusivo para atendimento à comunidade surda

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) reafirmou seu compromisso com a acessibilidade e a inclusão social ao inaugurar, nesta quinta-feira (9), o primeiro guichê exclusivo para atendimento à comunidade surda no Espaço Cidadania. O novo serviço vai oferecer acolhimento especializado para emissão da nova Carteira de Identificação Nacional (CIN), documento que substitui o antigo Registro Geral (RG).

O atendimento será feito pela servidora Lhais Rafaela Pinheiro Soares, que é surda e foi capacitada para realizar o serviço de forma autônoma e eficiente, das 8h às 16h.

Durante a solenidade, o primeiro-secretário da Casa, deputado Dr. João (MDB), destacou que a iniciativa simboliza o cuidado da ALMT com todos os públicos.

“A Assembleia tem compromisso com a acessibilidade. Centenas de pessoas passam diariamente pelo Espaço Cidadania e agora, com esse guichê acessível, estamos garantindo um atendimento digno às pessoas surdas e com deficiência auditiva. É uma ação inovadora, que reforça o papel da Casa como instituição próxima da sociedade”, afirmou.

O deputado Sebastião Rezende (União), presidente da Comissão de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher, Cidadania, Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso, também ressaltou o caráter humanizado e inclusivo do trabalho realizado pela ALMT.

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“Hoje a Assembleia Legislativa é referência nacional em inclusão. O Espaço Cidadania tem se tornado sinônimo de acolhimento, respeito e eficiência. Este novo guichê reforça o compromisso da Casa com um atendimento de qualidade e verdadeiramente humanizado”, pontuou.

A ouvidora-geral do Espaço Cidadania, Uecileny Rodrigues Fernandes, explicou que a criação do guichê surgiu a partir da observação do desempenho e da empatia de Lhais no contato com o público.

“Percebemos o potencial e o carisma da servidora, que já vinha atendendo muito bem a população. Por ser surda, ela compreende as barreiras de comunicação enfrentadas por essa comunidade. Agora, com um espaço exclusivo, o atendimento será ainda mais eficiente, acolhedor e acessível”, destacou.

Para Andrico Moraes Xavier, secretário adjunto de Inclusão e Acessibilidade de Cuiabá, a inauguração representa um marco histórico para o estado.

“Esse guichê simboliza empatia e protagonismo. É uma ação que fortalece a comunicação entre o poder público e a comunidade surda e demonstra o comprometimento da Assembleia com a acessibilidade em Mato Grosso”, afirmou.

Emocionada, Lhais Rafaela Pinheiro Soares celebrou a conquista e ressaltou a importância do novo espaço.

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“É um momento muito especial. A comunicação entre surdos e ouvintes muitas vezes é difícil, mas agora o atendimento vai fluir naturalmente. Estou muito feliz e grata pela oportunidade e pela sensibilidade da direção da Casa em olhar com empatia para a comunidade surda”, disse.

Entre as primeiras atendidas no novo guichê, Thaiane Camilla Rodrigues da Silva, que trabalha com digitalização de documentos. Ela é surda e relatou a alegria de poder ser compreendida durante o atendimento.

“É muito difícil quando não há intérprete. Aqui, saber que vou ser entendida me traz tranquilidade e confiança. Esse espaço é uma conquista enorme para nós, surdos”, contou.

A entrevista com a servidora Lhais Rafaela e demais participantes surdos foi realizada em Libras, com tradução das intérpretes da TVAL, Carla Vitória da Silva Pires e Carine Oliveira Guerreiro Campos.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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