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Autoridades políticas lamentam a morte de Romoaldo Júnior

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O velório do ex-deputado estadual Romoaldo Júnior, realizado no Salão Negro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), ocorrido na manhã desta segunda-feira (18), foi prestigiado por amigos, familiares e personalidades da política mato-grossenses. O corpo foi sepultado, às 10 horas, no cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá, localizado no Coxipó, na capital. 

O ex-deputado morreu aos 63 anos de idade. Ele estava tentando se recuperar de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico ocorrido na última quinta-feira (14), mas não resistiu ao tratamento e veio a falecer no início da tarde deste domingo (17), em Cuiabá. 

O presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (União), lamentou a morte do ex-colega de Parlamento. “É uma perda inestimável. Convivi com ele dois mandatos. É um momento de muita tristeza e de sentimento para todo o Estado de Mato Grosso. Ele fez história na política, principalmente na defesa da população que vive no Norte do estado”, disse Botelho. 

A vice-presidente da Assembleia Legislativa, Janaina Riva (MDB), afirmou que Romoaldo Júnior era “carismático e acolhedor. Ele tinha sentimento e fazia política com o coração. Hoje, isso está mais raro. Não há mais político com tanta paixão e dedicação às coisas públicas”, Janaina disse também que Romoaldo era um entusiasta da região Norte. “Foi uma pessoa que viveu e respirou a Assembleia Legislativa. Por isso, ao sair desse círculo de pessoas, pesou muito. Ser deputado, era a vida dele”, disse a deputada. 

O governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), lembrou que Romoaldo “foi um grande amigo e uma pessoa divertida”. Segundo Mendes, em seu primeiro mandato como governador, o parlamentar demostrava “uma forma extrovertida de fazer as leituras e abordagens políticas. Foi um grande líder da região Norte de Mato Grosso, dando grandes contribuições enquanto deputado”, afirmou Mendes. 

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), declarou que Romoaldo Júnior foi uma “boa pessoa, um bom amigo, um cara alegre e cumpridor dos compromissos. Era muito agregador. Foi uma pessoa diferenciada. É uma grande perda à política de Mato Grosso. Quando não se candidatou ao cargo de deputado, nas eleições de 2022, foi uma perda para o Parlamento e para Mato Grosso”. 

O senador Jaime Campos (União) disse que Romoaldo Júnior não era apenas um amigo, mas também um irmão. “O conheci na década de 1980. Era empresário, depois vereador em Alta Floresta. Já em 1990, fiz o convite para ser deputado estadual. A sua trajetória política começou junto com a minha. Ele saiu ao cargo de deputado e eu a governador de Mato Grosso. Fomos eleitos. O convidei para ser líder do meu governo. Ele sempre lutou pelos interesses públicos de sua base política e de todo o estado. É uma perda muito grande à política e para Mato Grosso”, lamentou Jaime Campos.

Para o deputado Carlos Avallone (PSDB), o ex-colega de Parlamento foi um “ser humano especial. Por onde passava, tinha alegria. Brincava com todos. Foi um grande político e por isso vai deixar muita saudade. Como representante da região Norte, quando ocupou funções importantes na Assembleia Legislativa, passou a ter representatividade em todo o estado. Ele ultrapassou as fronteiras de Alta Floresta e se tornou cidadão de todo o estado”, destacou Avallone. 

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O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE), Sérgio Ricardo, afirmou que o conheceu durante dois mandatos de deputado estadual. “Discutimos muito política. Era uma pessoa muito boa, tinha a alma generosa. Era amigo de todo mundo. Era um pacificador. Fez política toda a vida. Foi um deputado que discutiu muito Mato Grosso. É um dos nomes que está marcado na história da política mato-grossense”, disse o conselheiro do TCE.

O deputado Dilmar Dal Bosco (União) destacou que Romoaldo Júnior foi “um líder e um dos grandes articuladores político do Parlamento estadual. Ensinou-me muito. Foi incansável na luta por melhorias da qualidade na saúde pública e na infraestrutura da região Norte e de todo o Mato Grosso”. 

Dal Bosco lembrou que nos próximos dias, o governo do estado vai inaugurar duas obras que tem a digital de Romoaldo Júnior. “A primeira é a construção do Hospital Regional de Alta Floresta, e a ponte sobre o rio Teles Pires, nas MT-419 e MT-208. Foi uma luta antiga de Romoaldo. Essas obras estão incluídas nos legados deixados por ele. Romoaldo faz parte da história política de Mato Grosso”, destacou o parlamentar. 


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Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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