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Avallone visita CAPS modelo de atendimento à saúde mental em Florianópolis (SC)

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Cuiabá pode ter em breve um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS-III) 24hs com padrão de excelência, estruturado para atender com dignidade e eficiência os pacientes com transtornos psíquicos. Aproveitando o recesso parlamentar, o deputado Carlos Avallone (PSDB) esteve em Florianópolis (SC) para conhecer a estrutura e o funcionamento da unidade catarinense que é referência no país.

“Estamos trabalhando para implantar o primeiro CAPS-III de Cuiabá, e com base nas boas referências que recebemos, fui conhecer o trabalho exemplar da secretaria municipal de Saúde de Florianópolis. Saúde mental não pode mais esperar. Precisamos de uma rede preparada, estruturada e acolhedora. Pude conhecer de perto este modelo de atendimento que funciona 24 hs por dia, sete dias por semana, atendendo e acolhendo pessoas em sofrimento psíquico com dignidade, cuidado e estrutura adequada com quartos de qualidade e serviço de emergência totalmente equipado”.

Presidente da Câmara Setorial Temática (CST) de Políticas sobre Saúde Menta, o deputado Avallone realizou em fevereiro uma vistoria nas obras dos CAPS III e CAPS i (Infanto-juvenil), localizados em Cuiabá nos bairros Verdão e São Mateus. As construções estavam paralisadas, mas a CST viabilizou recursos para a retomada das obras.

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“Colocamos uma emenda de R$ 2 milhões e o Ministério Público, por meio do promotor Milton Mattos, que atua na defesa da Saúde em Cuiabá, assegurou mais R$ 6 milhões via TAC. Por isso é muito importante que as obras sejam concluídas. Também asseguramos uma aporte significativo de recursos para os próximos anos no total de R$ 88 milhões (R$ 22 milhões/ano), já incluídos no Plano Plurianual (PPA/2024-2027), que devem melhorar o atendimento nos CAPs da Capital e do interior. Em 2024, foram investidos R$ 14 milhões e neste ano de 2025, a meta é aplicar pelo menos R$ 22 milhões”, disse Avallone.

O CAPS III será a primeira da capital com perfil diferenciado, pois além dos atendimentos ambulatoriais terá estrutura para internações temporárias, de 15 dias aproximadamente. Pelos critérios estabelecidos por número de habitantes, Cuiabá tem que ter até quatro unidades deste tipo. Por isso além da estrutura física, a CST também está trabalhando para a qualificação e contratação de multiprofissionais da saúde para atuarem nesta e demais unidades.

Modelo – A visita do deputado em Florianópolis foi acompanhada pela responsável técnica do Centro, Sabrina Bonzini Oliveira e pela gerente assistencial de Saúde, Franciele Gobira. O CAPS III catarinense é uma unidade especializada para atendimento em saúde mental, com duas modalidades de serviço que funcionam de forma concomitante: Urgência em saúde mental 24h (avaliação de enfermagem e atendimento psiquiátrico de urgência) e atendimento em saúde mental aberto à comunidade. Pessoas que necessitam de avaliação e atendimento psiquiátrico de urgência podem buscar o serviço a qualquer momento do dia, todos os dias, sem a necessidade de agendamentos prévios.

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O atendimento em saúde mental é multiprofissional especializado com equipe composta por médicos psiquiatras, médicos clínicos, psicólogos, assistentes sociais, equipe de enfermagem, terapeuta ocupacional, profissionais de educação física e farmacêutico) para cuidados em saúde contínuos; além disso são oferecidas atividades individuais e coletivas (grupos e oficinas), no serviço ou na comunidade, além de atenção às famílias.

A urgência 24h atende adultos e adolescentes com sofrimento mental grave em crise de saúde mental, inclusive os decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Em outra modalidade, são atendidas pessoas com 18 anos ou mais com transtorno mental grave e persistente, residentes no município, para acompanhamento psicossocial contínuo.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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