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Botelho destaca ações em Várzea Grande, que celebra hoje 159 anos

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No dia em que Várzea Grande celebra seus 159 anos de fundação, comemorados nesta sexta-feira (15), o deputado Eduardo Botelho (União) destaca projetos e articulações coordenadas pelo parlamentar que tratam de regularização fundiária, o fortalecimento da agricultura familiar, investimentos em infraestrutura urbana, saúde, assistência social e educação.

Mais de R$ 153 milhões em investimentos foram articulados pelo parlamentar ao longo dos últimos anos, por meio de convênios, emendas e articulações políticas junto ao governo do estado e instituições parceiras.

Entre os trabalhos realizados, Botelho destaca a regularização fundiária, considerada uma demanda histórica da população várzea-grandense. Cerca de 12 mil escrituras já foram entregues para famílias de diversos bairros, garantindo segurança jurídica, valorização patrimonial e dignidade aos moradores.

Foram contemplados bairros como Santa Isabel, Cabo Michel, Canelas, 8 de Março, 15 de Maio, Eldorado, Tarumã, Cristo Rei, Cohab Jaime Campos, Jardim Primavera, Nossa Senhora da Guia, Dom Orlando Chaves, Asa Branca, Asa Bela, 7 de Maio, 24 de Dezembro e Dom Bosco. Novas entregas também estão previstas para os bairros Manaíra I e II, Construmax, 9 de Maio, além de novas etapas nos bairros Serra Dourada, 8 de Março e 15 de Maio.

O trabalho é realizado por meio de uma força-tarefa coordenada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em parceria com o governo do estado, por meio do Intermat, além do apoio da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça, Anoreg, consórcios e lideranças comunitárias.

Além das escrituras já entregues, um convênio de R$ 20 milhões voltado à regularização fundiária também foi articulado pelo parlamentar no município.

Na área da saúde, uma das ações de maior impacto social foi a implantação da Rede Cegonha no Hospital São Lucas, inaugurada a partir de uma parceria entre a Assembleia Legislativa, governo do estado e prefeitura de Várzea Grande. A unidade foi readequada para atendimento exclusivo de maternidade, com capacidade para até 300 partos mensais, contando com cinco salas, sendo uma para cesarianas e quatro para parto normal, além da ampliação de 24 para 30 leitos.

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A iniciativa teve atuação direta de Botelho, que articulou para evitar a transferência da Rede Cegonha para Cuiabá. A Assembleia Legislativa destinou R$ 2 milhões para adequação da estrutura hospitalar, garantindo a continuidade do atendimento em Várzea Grande.

“A Assembleia tem participado de todas as ações. Seja na saúde, na regularização fundiária ou em outras áreas essenciais. Quando surgiu a possibilidade da Rede Cegonha deixar Várzea Grande, entramos nessa luta para garantir que a maternidade permanecesse no município. Hoje as mães têm um espaço exclusivo, seguro e preparado para receber seus filhos”, afirmou Botelho.

Além da Rede Cegonha, o parlamentar também assegurou R$ 2 milhões por meio de convênio para conclusão do posto de saúde do bairro José Carlos Guimarães, fortalecendo o atendimento básico à população.

Agricultura familiar – Em 2025, o município recebeu 10 máquinas e equipamentos, entre caminhões, retroescavadeiras, pá-carregadeira, trator e veículos utilitários, por meio de articulação política do deputado junto à Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). O investimento foi de R$ 2,8 milhões e beneficia aproximadamente 1,8 mil famílias produtoras.

Somadas às entregas anteriores, Várzea Grande já acumula cerca de R$ 7 milhões em máquinas e equipamentos destinados exclusivamente ao fortalecimento da agricultura familiar, contribuindo diretamente para melhorias nas estradas vicinais, apoio à produção rural, recuperação de áreas ribeirinhas e incentivo à economia local.

“Nosso compromisso é trabalhar para melhorar a vida das pessoas, seja na cidade ou no campo. A agricultura familiar movimenta a economia, gera renda e garante alimento na mesa da população. Por isso seguimos atuando para levar estrutura e condições dignas aos pequenos produtores”, defendeu Botelho.

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Infraestrutura urbana – Entre os principais investimentos estão R$ 27 milhões destinados à duplicação da Avenida Filinto Müller, R$ 30 milhões para pavimentação asfáltica no Jardim Glória I e região, além de outros R$ 30 milhões aplicados no recapeamento de dezenas de bairros do município, por meio de convênios junto ao governo do estado.

As obras no Jardim Glória I representam uma reivindicação aguardada há décadas pelos moradores. Além da articulação política, Botelho também apresentou indicação parlamentar para viabilizar os recursos necessários à execução dos serviços.

“Nosso trabalho é ouvir a população, identificar as prioridades e buscar soluções concretas. O asfalto representa dignidade, mobilidade, valorização dos bairros e mais qualidade de vida para as famílias”, destacou o deputado.

Na assistência social, Botelho articulou ainda R$ 5,5 milhões para ampliação do Lar dos Idosos e construção de uma nova unidade da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI).

A educação também recebeu atenção especial. Entre as ações recentes está o atendimento à Escola Municipal Elias Domingos, na região do Sadia I, com melhorias na segurança da unidade escolar, incluindo instalação de câmeras, cercamento, reforço na iluminação e apoio de segurança escolar.

“Várzea Grande tem importância estratégica para Mato Grosso e merece investimentos à altura da sua grandeza. Seguiremos trabalhando com compromisso, diálogo e articulação para garantir obras, escrituras, infraestrutura e ações que transformem a vida das pessoas”, concluiu o parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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