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Comissão de Segurança cobra nomeação de concursados e atendimento psicológico a servidores

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A Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apreciou 20 projetos de lei durante reunião ordinária realizada na tarde desta terça-feira (31), dos quais 16 tiveram pareceres favoráveis aprovados.

Entre os projetos que tiveram pareceres favoráveis aprovados, estão o PL 1628/2023, de autoria da deputada Janaina Riva (MDB), que cria o Programa de Defesa Pessoal e Prevenção Contra Atos de Violência Domésticas no âmbito do estado de Mato Grosso, e o PL 432/2021, do deputado Dr. Eugênio (PSB), que dispõe sobre a prioridade dos procedimentos investigatórios na apuração dos crimes considerados hediondos e dos crimes que resultem morte que tenham como vítimas crianças e adolescentes

Na lista consta ainda o PL 1566/2023, apresentado pelo deputado Elizeu Nascimento (PL), que estabelece providências quanto às prisões cautelares e ao cumprimento de pena dos guardas civis municipais e demais agentes de segurança pública municipal, recolhendo-os a estabelecimentos especiais, separados dos demais custodiados.

“Esse projeto de lei garante aos guardas municipais, a exemplo dos demais membros da segurança pública, um tratamento especial em caso de prisão ou detenção, para evitar qualquer tentativa contra suas vidas por parte de outros detentos, muitas vezes criminosos ou faccionados. Esse é um risco que existe devido à natureza das funções que eles exercem, como prisões e apreensões de veículos”, argumentou o parlamentar, que preside a Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

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Foram aprovados pareceres contrários aos projetos de lei 1749/2023, 1673/2023, 1439/2023 e 851/2023.

Concurso público – Durante a reunião, Elizeu Nascimento cobrou uma resposta do governo do estado em relação ao cronograma de convocação dos aprovados no concurso público para soldado da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT). No dia 20 de outubro, o parlamentar realizou audiência pública para discutir o assunto. Cerca de 1,5 mil pessoas aguardam nomeação.

Elizeu defendeu a convocação dos aprovados para suprir a demanda de efetivo da categoria. “Hoje nós temos um déficit na nossa gloriosa Polícia Militar, então o que nós buscamos é repor o efetivo que foi perdido durante o tempo que ficamos sem os concursos públicos”, frisou.

O deputado informou ainda que está aguardando reunião com o governador Mauro Mendes para tratar do assunto.

Atendimento psicológico – O presidente da Comissão de Segurança também chamou a atenção para a necessidade de disponibilização de atendimento psicológico aos profissionais da Segurança Pública de todo o estado.

Segundo ele, o serviço ofertado atualmente é insuficiente para suprir a demanda. “O desgaste físico e mental dentro das instituições, em especial a Polícia Militar, é muito grande. A sobrecarga de trabalho é imensa e a falta de efetivo é um dos fatores que agravam a situação, por esse motivo a nossa preocupação sobre a convocação dos candidatos aprovados. São muitos os fatores que geram um desgaste físico e emocional e isso está afetando a instituição, afetando os profissionais a ponto de alguns tirarem a própria vida ou a vida de colegas de trabalho. Não podemos mais admitir que esses tipos de tragédias aconteçam e nenhuma providência seja tomada”, declarou.

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Participaram da reunião os deputados Elizeu Nascimento, Beto Dois a Um (PSB) e Diego Guimarães (Republicanos).

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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