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Em visita ao presidente da ALMT, superintendente da Sudeco anuncia nova linha de crédito

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), recebeu, na tarde desta segunda-feira (5), a visita da titular da pasta da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Rose Modesto.

Durante a reunião, realizada na presidência da Casa de Leis, a superintendente relatou ter visitado, no período da manhã, uma área em Várzea Grande, onde será construída uma usina de biodiesel. A obra, segundo ela, deverá contar com recursos na ordem de, aproximadamente, R$ 200 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO).

Rose Modesto anunciou ainda uma nova linha de crédito – definida pelo Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel) – no valor de R$ 1 bilhão para financiamento de microcrédito produtivo orientado no Centro-Oeste. 

Em setembro do ano passado, a Caravana da Sudeco esteve na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para anunciar o lançamento de fundos e programas destinados aos produtores rurais do estado.

“Os pequenos e médios empresários são os que mais têm dificuldade de acessar esse dinheiro por falta de uma garantia real que o banco exige. Hoje, então, o Governo Federal lança essa nova linha de crédito e, junto com ela, um fundo garantidor para facilitar a chegada desse recurso àqueles que mais geram empregos no Centro-Oeste, já que 70% dos empregos na nossa região saem das pequenas e médias empresas”, ressaltou Rose.

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Após a passagem por Cuiabá e Várzea Grande, a superintendente da Sudeco visitará o município de Colíder, com o objetivo de conhecer demandas com potencial para receber recursos dos fundos constitucionais disponibilizados pela instituição.

“Em Colíder, estamos indo com a diretoria da Sudeco para conhecer uma proposta que um grupo de empresários está trazendo e que deverá gerar aproximadamente 200 novos empregos na região”, informou.

O presidente do Parlamento estadual, Eduardo Botelho, aproveitou a oportunidade para pleitear a destinação de recursos para a agricultura familiar.

“Nós estamos fazendo mais algumas proposições para buscar investimentos na agricultura familiar. Esta é uma área que temos defendido muito, porque precisamos investir exatamente na viabilização dos pequenos. Os pequenos agricultores precisam, os pescadores, os ribeirinhos, por exemplo, e a Sudeco tem uma linha de crédito para isso, é isso que nós queremos trabalhar com eles. Sempre que há a abertura de crédito são mais possibilidades de criação de emprego e de geração de riquezas. Então, a visita da Rose é muito importante e eu tenho certeza que vai ajudar muito o estado de Mato Grosso”, avaliou.


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Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública discute caminhos para fortalecer economia indígena em MT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) discutiu economia indígena e caminhos para fortalecer a autonomia dos povos originários no estado em audiência pública na tarde desta quarta-feira (15). O debate foi proposto pela deputada estadual em exercício Eliane Xunakalo (PT).

Na avaliação da parlamentar, é importante entender melhor a realidade econômica nas aldeias. “A ideia de discutir a economia indígena é para que possamos trazer propostas e levá-las ao poder executivo. Há uma ausência de políticas, talvez por não compreenderem quais são as nossas necessidades”, afirmou.

Eliane ressaltou que a economia indígena é diversa e envolve diferentes cadeias produtivas. “Temos a economia de subsistência, a agricultura familiar, onde se vende o excedente, e também povos que trabalham com monocultura. Precisamos entender essa dinâmica para apoiar desde a produção até a comercialização”, explicou.

Durante a audiência, lideranças e representantes de instituições também apontaram desafios como falta de assistência técnica, dificuldades logísticas e acesso limitado a mercados. O coordenador da Operação Amazônia Nativa (Opan), Ivar Busatto, destacou que o cenário atual exige novas estratégias. “As formas tradicionais de sustento continuam importantes, mas hoje não bastam sozinhas para garantir qualidade de vida. É fundamental investir em educação e em uma assistência técnica forte, que respeite a diversidade de cada povo”, disse.

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Ele reforçou ainda a importância de garantir a segurança alimentar e avançar na geração de renda. “A produção tradicional responde por grande parte das necessidades básicas. A partir disso, é preciso pensar na comercialização do excedente, com apoio à logística, feiras e até ao turismo”, pontuou.

Foto: Helder Faria

Conforme destacado durante a discussão, os povos indígenas atualmente precisam de renda para adquirir itens que não produzem, acessar serviços essenciais como saúde, educação e transporte, e enfrentar as mudanças ambientais e pressões externas que impactam seus territórios. “As mudanças climáticas têm impactado nossas plantações, com períodos de seca e chuva desregulados, o que dificulta o trabalho nas roças. Já tivemos situações em que a mandioca acabou cozinhando na própria terra por causa do calor”, relatou Suyani Terena. Ela é vice-presidente de um projeto que tem fortalecido a agricultura familiar, com protagonismo feminino na Aldeia Enawenê-Nawê, em Sapezal.

A experiência no local demonstra que o apoio faz diferença, uma vez que contam com assistência da Empaer em parceria com o município. “Trabalhamos com foco nas mulheres e na segurança alimentar. Hoje temos cerca de 30 mulheres atuando diariamente na terra, produzindo alimentos como mandioca, macaxeira e abóbora para o consumo e também para a venda. Mas precisamos de mais apoio para ampliar as culturas, incluindo o fortalecimento de pomares, da produção de citros e de alimentos tradicionais como a mandioca e a araruta”, explicou Suyani Terena.

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Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nelson Borges afirmou que o governo federal busca ampliar o apoio às comunidades. “Estamos trabalhando para aumentar o número de parcerias nos municípios e viabilizando financiamentos, como o Pronaf A Indígena. Também vamos promover feiras para fortalecer a comercialização dos produtos”, destacou o superintendente em Mato Grosso.

A deputada Eliane Xunakalo reforçou que as propostas debatidas serão encaminhadas ao Executivo estadual. “Vamos direcionar as demandas às secretarias para provocar ações concretas. Esse espaço é justamente para ouvir os povos e construir soluções”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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