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Estabelecimentos de comércio e serviço podem ter pranchas de comunicação para autistas

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na Assembleia Legislativa Projeto de Lei n.° 267/2025 que institui o Programa de Estímulo à Disponibilização de Pranchas de Comunicação em Estabelecimentos Comerciais e de Serviços no estado de Mato Grosso. A proposta tem a finalidade de proporcionar interação do público com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e neurodivergente, principalmente aqueles que apresentam dificuldades na comunicação social.

“Essa é uma importante ferramenta que favorece a comunicação dos autistas com garçom, com o médico, com o motorista, entre outros diferentes e diversos públicos. É a oportunidade de permitir a independência e autonomia deles quanto às suas ações. Os símbolos que constam nas pranchas vão ajudá-los a se comunicar, por exemplo, com a imagem de uma xícara de café ou de leite, chaves, alimentação, transporte, entre outros. O autista tem dificuldades no processo de socialização e precisamos criar mecanismos para mantê-los incluídos na sociedade. Aqui, quando pegamos um projeto, a gente não larga. A gente abraça”, explica o parlamentar que é autor de 14 leis voltadas ao público autista.

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Autista, Lucimara Ferraz Mendes afirma que a proposta representa um grande avanço para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “É um benefício que promove inclusão e isso é fundamental, porque vai além do que é considerado padrão. É uma excelente forma de incentivar o respeito à nossa realidade. Precisamos romper com a sociedade excludente que, muitas vezes, ignora ou menospreza os autistas. Só temos que agradecer essa iniciativa do deputado eesperamos que com brevidade, possamos contar com essas pranchas”, posicionou.

A mãe atípica de filho autista de nível suporte 3 – não verbal, a advogada Mayara Rosa, que é secretária geral da Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB), considerou a proposta bastante relevante e um avanço para tornar a sociedade mais igualitária e inclusiva no âmbito de Mato Grosso. “Isso é pensar na inclusão de pessoas com autismo, porque muitos têm dificuldades na comunicação. Essa prancha nos estabelecimentos comerciais vai ser maravilhoso e é extremamente necessário. Muitas vezes, o autista chega em um estabelecimento e não consegue fazer o seu pedido e informar o que quer. Sou super a favor desta iniciativa do Wilson Santos”, pronunciou.

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A proposta prevê a aplicação das pranchas de comunicação nos estabelecimentos comerciais, restaurantes, instituições de ensino, órgãos públicos e prestadores de serviços, com o propósito de promover a inclusão e o acolhimento de pessoas autistas em ambientes públicos e privados. Também, cita que todo o material será produzido pelo Poder Executivo Estadual, com o envolvimento de instituições especializadas e de organizações da sociedade civil que vão contribuir no desenvolvimento e implementação do programa.

O Projeto de Lei foi apresentado na ALMT em 26 de fevereiro e está sob análise na Comissão de Direitos Humanos, Defesa do Direitos da mulher, Cidadania e Amparo à Criança, Adolescente e Idoso desde o dia 10 de abril.

Fonte: ALMT – MT

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Mulheres em situação de violência podem buscar atendimento na Procuradoria da ALMT

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Acolher, orientar e encaminhar são alguns dos principais papéis da Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Com atendimento especializado e sigiloso, a unidade acolhe mulheres em situação de violência ou violação de direitos e também orienta servidores e demais pessoas que presenciem ou tenham conhecimento de casos.

A Procuradoria atende situações de violência física, psicológica, sexual, moral, patrimonial ou digital, além de casos de assédio, discriminação e violência política de gênero. A equipe também acolhe relatos de ameaça, perseguição, controle, humilhação e outras condutas que possam representar violação de direitos.

Quem pode procurar — O atendimento especializado é destinado às mulheres, mas servidores e outros interessados também podem buscar a Procuradoria quando quiserem ajudar ou encaminhar uma colega, familiar, amiga ou outra mulher que esteja passando por uma situação de violência.

A PEM orienta a que não é necessário saber previamente qual tipo de violência está ocorrendo ou qual órgão deve ser acionado. A equipe realiza a escuta inicial, identifica as necessidades e orienta sobre os caminhos disponíveis.

A mulher pode procurar a Procuradoria mesmo que ainda não tenha decidido registrar uma denúncia. “A Procuradoria Especial da Mulher representa a capacidade de atuação do Poder Legislativo no enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso. É uma resposta concreta do Parlamento diante de uma realidade que ainda entristece e preocupa o nosso estado”, afirma a coordenadora da PEM, Thayara Novaes.

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Os serviços incluem acolhimento e escuta qualificada, orientação jurídica, psicológica e social, encaminhamento e acompanhamento de casos, informações sobre direitos e articulação com os órgãos da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.

Foto: Luciano Campbell/ALMT

A Procuradoria também promove palestras, capacitações, campanhas e ações educativas e de prevenção. Outra frente de atuação é o apoio às Câmaras Municipais na criação, implantação e fortalecimento das Procuradorias da Mulher, ampliando a presença dessa estrutura nos municípios.

“Além de oferecer acolhimento, orientação e encaminhamento nas áreas jurídica, psicológica e social, a PEM atua na prevenção, na articulação com a rede de proteção e junto às Câmaras Municipais, ampliando a capilaridade de um serviço que muitas vezes não chega aos pequenos municípios”, destaca Thayara.

Como funciona — Após o relato da pessoa que buscou o serviço, a equipe avalia a situação e os possíveis riscos, presta as orientações necessárias e, quando cabível, encaminha a mulher aos serviços responsáveis, como Polícia, Delegacia Especializada, Defensoria Pública, Ministério Público, saúde e assistência social. O procedimento, de acordo com a PEM, segue um fluxo de acolhimento, identificação da necessidade e do risco, orientação, encaminhamento e, quando necessário, acompanhamento.

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A Procuradoria ressalta que sua atuação não substitui a dos órgãos responsáveis por serviços especializados. A PEM não realiza investigação policial, não registra boletim de ocorrência, não concede medidas protetivas nem presta atendimento médico de urgência. Quando a demanda não é de sua competência, a equipe orienta sobre o serviço adequado.

Em situações de risco imediato, agressão em andamento ou ameaça à vida, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Posteriormente, a PEM pode atuar no acolhimento, orientação e articulação com a Rede de Proteção.

A Procuradoria Especial da Mulher funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na Sala 17, no térreo da ALMT. O contato também pode ser feito pelo telefone (65) 3313-6802, pelo WhatsApp Zap-Delas, no (65) 98134-1655, ou pelo e-mail [email protected].

O atendimento é realizado de forma reservada e sigilosa, preservando a privacidade das mulheres e as informações compartilhadas. Não é necessário agendamento para o acolhimento inicial.

Fonte: ALMT – MT

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