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Rádio Assembleia estreia novo programa: “Música é Lei”

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Foto: Helder Faria

Música é Lei está no ar! A partir de agora os ouvintes da Rádio Assembleia, 89.5 FM, poderão apreciar mais uma novidade na sua programação. O novo programa vai informar sobre o funcionamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, incluindo todo o processo legislativo, a tramitação de projetos, as leis, além de muita música boa.
A estreia acontece nesta sexta-feira (24), das 13 às 14 horas. Uma forma leve de aprender sobre o funcionamento da Casa de Leis intercalado com programação musical de todos os ritmos.

O Música é Lei tem apresentação das jornalistas Itimara Figueiredo e Tatiana Medeiros, e o programa inaugural contará com a presença do secretário parlamentar da Mesa Diretora, José Domingos Fraga, que vai falar como é desenvolvido o trabalho na Casa e como funciona uma lei e, também a própria Secretaria.

“A escolha pelo José Domingos, é por ser ex-deputado e conhecer todo o trâmite da Casa, da questão de legislação, das pautas que vão ser votadas durante as sessões. Ele vai explicar minuciosamente o trajeto da lei desde quando chega no Parlamento até a votação final, e, posteriormente a sanção do governo do estado”, disse a superintendente da Rádio Assembleia e também apresentadora, Tatiana Medeiros.

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Ela falou que a iniciativa da criação do programa surgiu por conta das dúvidas da população sobre o andamento dos trabalhos da Casa, especificamente no Plenário.

“Serão debates com apresentações e explicações mais leves sobre os trâmites das matérias da Casa. Durante o andamento dos debates, os entrevistados vão explicar como funciona cada setor da Assembleia. Na sequência, a programação do Música é Lei contará ainda com as participações de representantes da Secretaria dos Serviços Legislativos, da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) e da assessoria jurídica da Presidência”, explicou Medeiros.

A jornalista Itimara Figueiredo explica que a escolha do nome do programa surgiu após várias reuniões com sugestões que atraíssem também os ouvintes.

“Todos os convidados poderão pedir duas músicas que serão tocadas ao longo da programação, enquanto falam sobre o funcionamento da Assembleia Legislativa. Além do conhecimento, o ouvinte vai poder também ter um dia mais leve escutando uma boa música, sempre de acordo com o gosto do nosso entrevistado. Entendo que com esse programa vamos levar conhecimento e, ao mesmo tempo, entretenimento aos ouvintes na Rádio Assembleia”, revelou ela.

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Conforme informou  a apresentadora, o projeto é novo, mas graças ao apoio da Mesa Diretora e a Secom (Secretaria de Comunicação), já tem uma boa programação. Os temas são interessantes, como por exemplo, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação, o funcionamento da Secretaria de Serviços Legislativos, além de bastidores de todos os setores da Casa, sempre trazendo muita informação”, promete Itimara Figueiredo.

Fonte: ALMT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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