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Regularização fundiária avança na Gleba Divisa, em Novo Mundo

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A reunião que aconteceu no último dia 25 de novembro, em Cuiabá, entre o governador Mauro Mendes (União), o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), Chefe da Casa Civil, Fabio Garcia, o presidente do instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Serafim Danilo, Associação Apromundo e lideranças da Gleba Divisa, em Novo Mundo (760 km da capital), marcou um capítulo importante na história da regularização fundiária do norte de Mato Grosso. No encontro, foram assinados e entregues, de forma simbólica, os primeiros títulos definitivos de áreas de expansão da gleba, um gesto que confirma, na prática, que o estado começou a tirar da gaveta processos que se arrastam há muitos anos.

A Gleba Divisa faz parte de um grande bloco territorial que, junto com a Gleba Maiká, soma cerca de 1,5 milhão de hectares e deu origem a municípios como Novo Mundo, Paranaíta, Alta Floresta, União do Sul, Marcelândia e Peixoto de Azevedo. Desde a década de 1980, milhares de famílias produzem nessa região, mas muitas delas ainda sem o título definitivo em mãos.

Dilmar Dal Bosco lembrou que esse avanço é fruto de uma construção longa. O deputado citou as diversas agendas puxadas por seu gabinete com o governo do Estado, com a Procuradoria Geral, Tribunal de Justiça e Intermat, sempre com a Gleba Divisa como prioridade. “Essas famílias esperam há décadas por esse papel. Título não é um favor, é reconhecimento do direito de quem produziu, criou os filhos e ajudou a construir o município. Meu compromisso é seguir cobrando até que cada produtor da Gleba Divisa tenha o documento definitivo da sua área”, destacou.

Ao falar diretamente sobre a Gleba Divisa, o governador Mauro Mendes lembrou que o assunto se arrasta há décadas e reconheceu a ansiedade de quem mora e produz na área. Ele destacou que os primeiros títulos definitivos já podem ser levados ao cartório e registrados, o que muda a vida de famílias inteiras. O governador ressaltou que o estado já ultrapassou a marca de dezenas de milhares de títulos emitidos em Mato Grosso e fez questão de agradecer a Intermat e à Assembleia Legislativa, citando o líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco, como parceiro constante nessa agenda. “A regularização dá segurança jurídica ao cidadão que vive e trabalha na terra e que conquistou o imóvel ao longo da vida, garantindo o direito de ter o título e a escritura em mãos”, disse o governador.

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Serafim Danilo reforçou o empenho da equipe do Intermat em transformar processos antigos em títulos aptos a registro. Ele lembrou que, após o georreferenciamento e a certificação dos perímetros, o produtor passa a ter um caminho claro para regularizar sua propriedade e acessar políticas públicas. “Quando o título sai, muda a vida do produtor. Ele passa a ter segurança jurídica, consegue financiamento, investe na propriedade e planeja o futuro da família. O que estamos fazendo na Gleba Divisa é corrigir uma dívida histórica com essa região”, afirmou o presidente do Intermat.

Presidente da Apromundo, Fábio Ribeiro, detalhou a dimensão do trabalho em andamento. Segundo ele, hoje existem mais de 535 processos de regularização fundiária tramitando dentro do Intermat, envolvendo nove assentamentos em análise. Somente na Gleba Divisa, a expectativa é ultrapassar 500 títulos definitivos, além de uma área de expansão estimada entre 100 e 120 mil hectares, que já conta com 96 processos em análise. Parte desses processos já virou resultado concreto. “Em conversa com o presidente do Intermat, são cerca de 50 títulos de área de assentamento já emitidos e registrados no cartório de Guarantã. A assinatura de oito títulos pelo governador, ao lado do deputado Dilmar, foi uma demonstração de que a titulação está acontecendo e vai chegar à ponta”, afirmou.

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O prefeito Cassiano Martins também reconheceu a articulação que tem destravado a regularização na Gleba Divisa. Segundo ele, o resultado que começa a aparecer é fruto de um alinhamento entre governo, Intermat e o deputado Dilmar Dal Bosco. “Quero agradecer publicamente ao deputado Dilmar e destaco o empenho do governo do estado. Quando todo mundo rema para o mesmo lado, quem ganha é o cidadão que vive na ponta e precisa do título para tocar a vida com segurança”, afirmou Cassiano.

Dilmar lembrou as inúmeras reuniões com o governo do estado, com o Intermat, com os produtores e com órgãos de controle, sempre com o seu apoio. “A gente brigou, insistiu, se reuniu em Cuiabá várias vezes. Em todas as etapas, eu estive ao lado dos produtores e moradores da Gleba Divisa, abrindo portas e colocando a Gleba Divisa na pauta. Essa entrega foi só uma amostra do que vem por aí. Os títulos já estão sendo confeccionados e, em breve, vão ser entregues lá na comunidade”, resumiu Dal Bosco.

A expectativa agora é que aconteça, nos próximos dias, dentro da própria Gleba Divisa, com uma grande ação de entrega dos títulos diretamente às famílias, como já vem sendo alinhado entre governo, Intermat prefeitura e lideranças locais. Em um município cuja economia é fortemente baseada na agropecuária e em culturas como soja, milho, arroz e café, a regularização fundiária tende a destravar investimentos, ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a agricultura familiar.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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