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Várzea Grande é contemplada com o Mutirão da Cidadania Social da ALMT

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Foto: Samantha dos Anjos

O Mutirão da Cidadania Social realizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio do deputado Wilson Santos (PSD), chegou a sua quinta edição, neste último sábado (30), na Escola Municipal Alino Ferreira de Magalhães, no Jardim Maringá, em Várzea Grande. A ação atendeu centenas de pessoas e ofertou diversos tipos de serviços essenciais para a população, em parceria com a prefeita municipal Flávia Moretti (PL) e o vereador Charles da Educação (União Brasil) que contribuíram com a mobilização e organização do evento.

“Deste ano, esse é o quinto mutirão nosso, sendo o primeiro em Várzea Grande. São mais de 20 serviços essenciais sendo prestados à comunidade. A população compareceu em massa. Quero agradecer ao vereador Charles da Educação que ajudou na mobilização e organização, como, também, a prefeita Flávia Moretti, que trouxe diversos serviços das suas secretarias municipais. O povo merece! Trabalhamos com este tipo de ação, pois é rápido, direto e atende de fato à população”, comentou o parlamentar.

Flávia Moretti demonstrou satisfação com a parceria no projeto do mutirão e espera ampliar para outros bairros do município. “As portas da prefeitura estarão sempre abertas para este tipo de ação. Os nossos trabalhadores várzea-grandenses trabalham a semana toda e não conseguem ter acesso aos serviços públicos. Esse mutirão, em um sábado, já permite que eles tenham como resolver as pendências pessoais e fazerem os encaminhamentos necessários. Parabenizo o deputado Wilson Santos por escolher Várzea Grande para realizar este importante evento. Muito obrigada!”, declarou a prefeita.

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“Esse mutirão trouxe diversos serviços para a comunidade que, muitas vezes, demoram a chegar. E, assim, atendemos aqueles munícipes que estão dentro dos bairros. Escolhemos essa região do Parque do Lago para atender os moradores de bairros circunvizinhos, principalmente aqueles mais vulneráveis. A parceria com o Wilson Santos foi muito positiva. Fico feliz de somarmos forças para atendermos às nossas famílias mais humildes”, posicionou o vereador Charles.

O líder comunitário Marcos Aurélio Santos de Brito, conhecido popularmente como Brito, marcou presença no mutirão e destacou a sua atuação direta nas 30 unidades básicas de saúde e pronto socorro por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande. “Wilson Santos sempre com olhar humano aos mais vulneráveis. No mutirão, o público pôde ter a oportunidade de ter acesso ao clínico geral, oftalmologista, psicólogo, ter aferição de glicemia e pressão arterial, vacinação, entre outros serviços. Essa ação é muito importante. A nossa Várzea Grande é muito carente, principalmente no setor da saúde”, disse.

A dona de casa Mirna Estela Gonçalves, moradora do bairro Santa Luzia, conseguiu resolver a situação dos dois filhos pequenos de três e sete anos, diagnosticados com autismo e epilepsia, junto à Defensoria Pública. “As minhas crianças estão há mais de um ano na fila de espera para ter consulta com neuropediatra e, assim, continuarem o tratamento. O atendimento com a Defensoria foi maravilhoso. Já, na próxima semana, elas serão atendidas. Também, aproveitei a consulta médica e psicólogo do mutirão”, informou a participante.

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Durante o evento, o público pôde ter acesso à assessoria jurídica, balcão de emprego, doação de mudas, serviços de beleza, massagem, corte de cabelo, esmaltação e maquiagem, justiça eleitoral, educação no trânsito, oficinas de mosaico e de tecnologias, entre outros. Na oportunidade, os participantes também puderam atualizar a vacinação antirrábica de cães e gatos, prestigiar apresentações culturais e conhecer importantes projetos sociais na área do esporte.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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