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Wilson Santos conduz sessão especial em homenagem aos 190 anos da PM-MT

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) conduziu, nesta segunda-feira (8), a sessão especial em comemoração aos 190 anos da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT). A solenidade foi realizada no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, da Assembleia Legislativa (ALMT), mediante requerimento de nº 163/2025, do presidente da Casa de Leis, deputado Max Russi (PSB).

Na ocasião, foram entregues diversas honrarias aos servidores da segurança pública, com a presença do secretário de estado de segurança pública, César Augusto Roveri, e do comandante-geral da corporação, coronel Cláudio Fernando Tinoco.

Professor de história e ex-oficial da reserva do exército, Wilson Santos resgatou o processo de formação das forças policiais no Brasil, desde os “quadrilheiros” do período colonial até a consolidação da PM-MT.

“Eu falo em nome do presidente deste Parlamento, Max Russi, autor desta ação solene. A polícia militar nasce em Portugal no século XIV pelos quadrilheiros – que era a primeira forma de segurança feita através das quadras. Pessoas eram preparadas e regimentadas para cuidar de quadras. E aqui no Brasil, usou-se essa expressão de 1540 a 1600. Não havia polícia militar e, sim, haviam os quadrilheiros. O Brasil ainda era colônia”, relatou o parlamentar.

Ele acrescentou que a primeira forma de segurança implantada foi no ano de 1540, ou seja, 10 anos após o rei iniciar o processo de colonização do Brasil. “O Brasil ficou 30 anos, de 1500 a 1530, deixada à deriva. Somente em 1530 vem uma expedição para fixar alguém para ficar definitivo, nascendo a primeira forma de segurança, chamados quadrilheiros. Depois há um avanço, a partir de 1570, passa a se chamar de ordenanças que permaneceram durante muitas décadas. Em seguida, tornam-se milícias, que são os milicianos, não com este verniz que existe hoje, especificamente do Rio de Janeiro. Eles prestavam serviço para a Coroa Portuguesa e eram remunerados. Depois vieram os guardas municipais no século XVIII que permanecem com perfil diferenciado até os dias atuais”, comentou.

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Wilson Santos contou que a polícia militar surgiu no período da chegada da família real, em 1808, com a rainha Maria I, que estava impedida de exercer a chefia de governo português. O posto era ocupado por seu filho, o príncipe regente Dom João VI. A família real chegou ao Rio de Janeiro, onde foi criada, em 1830, a primeira célula da polícia militar. Já na chegada da família real, para os historiadores, a célula mais próxima daquilo que nasceria aqui em Mato Grosso, aproximadamente 15 anos depois, seria a gloriosa PM-MT”, disse.

Em sua fala, o deputado destacou ainda a coincidência histórica da Assembleia Legislativa e a Polícia Militar terem sido fundadas no mesmo ano, em 1835. “E a polícia militar tem um paralelo com o Parlamento estadual. A Assembleia Legislativa foi fundada em 3 de julho e a PM-MT em 5 de setembro, ambas no mesmo ano. Elas têm rigorosamente a mesma idade. A construção do estado demorou milhares de anos para chegarmos a essa organização”, explicou.

Ao concluir os relatos históricos, Wilson Santos repassou a mensagem do presidente Max Russi destinada aos homenageados que se dedicam a garantir a segurança e integridade física da sociedade mato-grossense.

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“É com profunda honra que, na condição de presidente desta Casa de Leis, celebramos uma das mais importantes instituições da nossa história. Os 190 anos da Polícia Militar de Mato Grosso, são quase dois séculos ininterruptos a proteção da sociedade. De presença firme nas ruas. De defesa da ordem do estado democrático de direito. Ao longo da trajetória, virou referência em disciplina, coragem e compromisso com a vida do cidadão”, descreveu.

Em seu pronunciamento, o presidente da Assembleia Legislativa destacou a solenidade alusiva à comemoração dos 190 anos da instituição, na última sexta-feira (5), na Arena Pantanal, em Cuiabá, com a formatura de promoção de 983 praças e oficiais da corporação.

“Estes é um dos maiores desafios desta geração: enfrentar o crime organizado com inteligência, coragem e integração. Não basta apenas a força, são necessários investimentos em tecnologia e capacitação estratégica conjunta. A PM-MT está sendo protagonista neste combate. Ao lado de outras forças de segurança, é possível enfrentar o crime organizado com resultados concretos e reduzindo os índices de violência”, concluiu Max.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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