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Cáceres inaugura sala da Patrulha Maria da Penha e reforça rede de proteção às mulheres

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Cáceres deu um importante passo no fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher com a inauguração, no último dia 26 de março, da Sala da Patrulha Maria da Penha “Ana Emília Iponema Brasil Sotero”, nas dependências do 6º Batalhão da Polícia Militar. A solenidade reuniu autoridades do sistema de Justiça, representantes da Segurança Pública e integrantes da rede de proteção às mulheres, consolidando a iniciativa como um marco histórico para o município.

O novo espaço foi planejado para oferecer acolhimento humanizado, conforto e privacidade às mulheres em situação de violência. A estrutura conta, inclusive, com brinquedoteca, permitindo que mães possam comparecer acompanhadas de seus filhos em um ambiente mais seguro e adequado.

Durante a solenidade, o juiz Antônio Carlos Pereira de Sousa Junior, titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, destacou que o novo espaço representa um avanço concreto no enfrentamento à violência doméstica, especialmente no acolhimento inicial das vítimas.

“Este espaço é fundamental porque, muitas vezes, é o primeiro ponto de contato da mulher após a situação de violência. Aqui, ela encontra uma rede preparada, com atendimento humanizado, que garante segurança, privacidade e respeito. Isso faz toda a diferença para que a vítima se sinta acolhida e confiante para relatar o que aconteceu, além de contribuir diretamente para a efetividade das medidas protetivas e para a redução da reincidência”, afirmou.

O magistrado também ressaltou o papel estratégico do Poder Judiciário na atuação integrada com as demais instituições. “O enfrentamento à violência contra a mulher exige uma atuação articulada. Quando a vítima já recebe orientação adequada desde o primeiro atendimento, ela chega ao Judiciário mais informada e segura. Essa integração com as forças de segurança fortalece a celeridade das decisões, o acompanhamento das medidas protetivas e a responsabilização do agressor, garantindo uma resposta mais eficaz do Estado”, pontuou.

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Ao comentar a homenagem que dá nome ao espaço, o juiz destacou o legado deixado por Ana Emília Iponema Brasil Sotero, que hoje representa um símbolo da luta em defesa das mulheres em Mato Grosso, especialmente em Cáceres. “Sua atuação foi decisiva para o fortalecimento da rede de proteção, que atualmente é uma das mais estruturadas do estado. Ao dar seu nome a este espaço, mantemos vivo esse legado e reafirmamos o compromisso de continuar avançando na proteção e no acolhimento das mulheres”, concluiu.

A comandante da Patrulha Maria da Penha do 6º Comando Regional da PMMT, 1º TEN PM Rosana Mendes, ressaltou que a iniciativa nasceu da necessidade de aprimorar o atendimento às vítimas. “Já existia uma sala dentro do 6º BPM, mas surgiu da necessidade de um espaço mais amplo, com o objetivo de proporcionar às assistidas um ambiente seguro e acolhedor para os atendimentos”, explicou.

Segundo ela, cada detalhe do local foi pensado para garantir um atendimento humanizado. “Foi um espaço planejado e executado desde a disposição dos móveis até as cores escolhidas, tudo voltado para um atendimento acolhedor e sigiloso. Também contamos com uma brinquedoteca, permitindo que os filhos das assistidas tenham um espaço adequado enquanto elas são atendidas”, destacou.

A comandante também enfatizou o impacto social esperado com a nova estrutura. “Esperamos que as mulheres se sintam seguras para fazer suas denúncias, buscar ajuda e, assim, quebrar o ciclo da violência”, afirmou.

Homenagem que carrega um legado

O espaço leva o nome de Ana Emília Iponema Brasil Sotero, advogada e professora que se destacou pela atuação firme e comprometida na defesa dos direitos das mulheres. Ela faleceu em julho de 2025. A inauguração da Sala contou com a presença de sua filha, Natália Alberto do Santerno.

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Natural do Rio Grande do Sul, Ana Emília se tornou referência em Mato Grosso na aplicação e disseminação da Lei Maria da Penha. Atuou como assessora técnica multidisciplinar da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário de Mato Grosso (Cemulher-MT), contribuindo diretamente para a capacitação de magistrados(as) e servidores(as), além da expansão das redes de proteção no interior do Estado.

A comandante Rosana Mendes também destacou a importância da homenageada para a região. “A Dra. Ana Emília realizou diversas capacitações na nossa região, sensibilizando os profissionais da segurança pública sobre a problemática da violência contra a mulher e a necessidade de proporcionar um atendimento mais humanizado às vítimas e seus dependentes”, ressaltou.

Ao longo de sua carreira, Ana Emília exerceu outras funções de destaque, como de superintendente estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ) em Mato Grosso e liderança no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher.

Reconhecida nacionalmente, era amiga de Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil. Sua atuação foi marcada pelo compromisso com a transformação social, incluindo o apoio à implementação dos Grupos Reflexivos para Homens (GRH), voltados à reeducação de autores de violência.

Autor: Ana Assumpção

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Proposta de Meta Nacional busca fortalecer cumprimento de decisões judiciais na saúde pública

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A construção das Metas Nacionais do Poder Judiciário deve ocorrer de forma participativa, com o envolvimento de magistrados e servidores, destacou o coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), João Gualberto Nogueira Neto, durante a reunião virtual de Gestão Participativa promovida pelo Poder Judiciário, por meio da Corregedoria, nesta terça-feira (24), pela plataforma Microsoft Teams.
O encontro debateu a proposta de uma nova Meta Nacional voltada ao cumprimento de decisões judiciais em matéria de saúde pública. A fala do coordenador veio após a abertura realizada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote e a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, presidente da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo. (COLOCAR O LINK DA MATÉRIA DA CELLY)
O coordenador da CGJ ressaltou que o encontro virtual atende às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Prêmio CNJ de Qualidade, que estabelecem a elaboração das Metas Nacionais por meio da gestão participativa, assegurando o amplo envolvimento de magistrados e servidores.
“A proposta de meta apresentada hoje, será discutida e submetida à análise e votação dos participantes, assegurando que magistrados e servidores contribuam de forma efetiva para a construção das Metas Nacionais”, disse João Gualberto.
“O grande desafio não é apenas proferir a decisão judicial, mas garantir que ela seja cumprida. Por isso, entendemos que esse tema deve ser tratado como Meta Nacional”, afirmou o secretário-geral do TJMT, juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, ao apresentar a proposta aos participantes.
Segundo o magistrado, a iniciativa busca fortalecer o cumprimento das decisões judiciais na área da saúde, ampliar o apoio técnico às comarcas do interior, fortalecer o NatJus e aprimorar os fluxos de trabalho. A proposta prevê que, até dezembro de 2027, os tribunais implantem um fluxo estruturado para acompanhamento do cumprimento das decisões judiciais em saúde pública, com apoio técnico do NatJus e do e-NatJus.
“Queremos ampliar o suporte técnico à magistratura. Com esse apoio, será possível acompanhar com mais segurança o cumprimento das decisões judiciais”, destacou.
Agamenon explicou que a meta foi estruturada nos moldes da Meta 9 do CNJ, com etapas de implementação que permitirão acompanhar a evolução dos trabalhos ao longo do período.
O secretário-geral também informou que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) está desenvolvendo um sistema para monitorar o cumprimento das decisões judiciais na área da saúde. A ferramenta permitirá que magistrados acompanhem, por meio do número do processo, se a decisão foi cumprida e a situação atual da demanda. Segundo ele, o sistema poderá contribuir para que a meta seja alcançada antes do prazo previsto.
Já o juiz auxiliar da Vice-Presidência e coordenador do NATJUS, Gerardo Humberto Alves da Silva Junior, apresentou o Manual de Cumprimento de Ordens Judiciais em Matéria de Saúde Pública, elaborado a partir dos estudos do Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso e da Recomendação nº 146/2023 do CNJ. O documento traz orientações para auxiliar magistrados na análise e no acompanhamento das demandas de saúde pública. Conheça aqui.
Segundo o magistrado, o documento oferece protocolos, referências de preços, evidências científicas e outras informações que auxiliam magistrados na análise das demandas e no acompanhamento do cumprimento das decisões judiciais..
“O documento tem como ideia central buscar eficiência no cumprimento das decisões judiciais em matéria de saúde pública, de maneira célere, racional e controlada. A ideia é de governança judicial”, afirmou.
“Não basta apenas proferir a decisão. É preciso acompanhar seu cumprimento, verificar os resultados e fornecer ao magistrado informações que permitam uma atuação cada vez mais qualificada”, completou Gerardo Humberto ao destacar a ideia central de governança judicial.
O gerente sênior de Estatística e Gestão Estratégica da Coordenadoria de Planejamento (Coplan) do Poder Judiciário, Anderson Neisse, lembrou que esta foi à terceira etapa da construção participativa das Metas Nacionais de 2027, os dois eventos anteriores foram as audiências públicas “Demandas abusivas no Poder Judiciário, impactos, prevenção e estratégias institucionais”, em maio e “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”, em junho de 2026.
“Diferentemente das audiências públicas, esta reunião teve o objetivo de facilitar a participação de magistrados e servidores de todo o Estado. Todas as contribuições serão analisadas para aperfeiçoarmos a proposta e encaminhar ao CNJ uma versão ainda mais robusta”, pontuou.
Anderson Neisse convidou todos os magistrados e servidores do Poder Judiciário a responderem o Formulário de Contribuição – Proposta de Metas Nacional 2027 pelo link:: https://forms.cloud.microsoft/r/AqNkFkjM2E. “Todos podem responder até o dia 26 de junho”, reforçou.
Ao final, o coordenador da Corregedoria, João Gualberto Nogueira Neto, enfatizou que todas as contribuições registradas durante a reunião serão consideradas no processo de definição das metas do Judiciário.
“A transcrição desta reunião, os documentos elaborados e as contribuições dos participantes integrarão o relatório que será encaminhado ao CNJ, reforçando o compromisso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com uma gestão participativa e transparente”. Ele ainda destacou que dúvidas sobre a proposta podem ser enviadas ao email [email protected].

Autor: Larissa Klein

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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