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Economia Legal: Tribunal reconhece unidades que mais racionalizaram despesas em 2022

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O empenho do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em incentivar melhorias na gestão com foco na otimização dos recursos tem resultado em economia de recursos nas unidades judiciárias. Como reconhecimento às ações implementadas, foram anunciadas 17 unidades agraciadas com Selos. O anúncio ocorreu durante o encerramento do II Encontro de Sustentabilidade, realizado na última terça-feira (13) em parceria com a escola Superior da Magistratura de Mato Grosso e a Escola dos Servidores do poder Judiciário.
 
As unidades premiadas se destacaram pela economia no consumo de materiais como copos descartáveis, papel, gastos com veículo e consumo de água e energia elétrica, entre outros itens avaliados.
 
Selos foram para três categorias diferentes de unidades: Gabinetes de Desembargadores (as), Áreas Administrativas do TJMT e Comarcas do TJMT. A metodologia de avaliação foi baseada no Índice de desempenho de sustentabilidade, medido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
Pensando em alinhar com o CNJ, o TJMT decidiu adotar o índice para monitorar de perto e incentivar os avanços na área. O período avaliado foi de novembro do ano anterior a outubro, mas para o próximo ano ocorrerão mudanças com o Prêmio “ECOnomia Legal”.
 
 
A presidente do TJMT, desembargadora Maria Helena Póvoas, lembrou que o amadurecimento da sociedade em relação às questões ambientais vem fazendo com que o mundo caminhe para criar alternativas que envolvam meio ambiente e sustentabilidade. Assim, ela avalia que o Poder Judiciário está pensando em formas de ser cada vez reduzir o impacto ambiental em suas atividades. O Gabinete da Presidência foi uma das 17 unidades que se destacaram e conquistou o Selo Diamante ao obter 40% na racionalização de despesas.
 
“Esse prêmio é uma forma de dizer que a unidade está no caminho e vamos buscamos o aprimoramento. Tenho certeza que a mensagem foi passada e que todos entenderam o caminho a ser seguido”, contou.
 
Desafios a serem encarados e vencidos ainda são muitos, mas o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, fez questão de prestigiar o anúncio dos selos e afirmou que as pautas de meio ambiente devem ser centrais para a administração pública. Ele conta que, sendo o TJMT uma instituição que preza pelo aprimoramento constante, as ações que levem à otimização dos recursos naturais em suas atividades estão sempre incluídas nas preocupações de todos, seja a alta direção ou quem está nas comarcas na prestação jurisdicional.
 
“Essas discussões são importantíssimas por serem trocas sobre práticas e renovação de propósitos do que devemos fazer para alcançar o objetivo de ter um Judiciário Sustentado. Pois o sustentável é quando ainda acreditamos na possibilidade de mudança, enquanto que sustentado é quando já concluímos essa mudança, é o que desejamos alcançar”, afirmou.
 
Confira a lista das unidades que receberam os Selos de Reconhecimento:
 
Na categoria desembargadores
 
Selo Prata:
Gabinete da desembargadora Serly Marcondes com 10% na racionalização de despesas.
 
Selo Ouro:
Gabinete da desembargadora Marilsen Andrade Addario com 23% na racionalização de despesas.
Gabinete do desembargador Rondon Bassil Dower Filho com 23,4% na racionalização de despesas.
Gabinete do desembargador Rubens de Oliveira Filho com 29% na racionalização de despesas.
 
Selo Diamante
Gabinete do desembargador Juvenal Pereira da Silva com 37% na racionalização de despesas.
Gabinete da desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho com 43,6% na racionalização de despesas.
Gabinete do desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha com 43,7% na racionalização de despesas.
Gabinete do desembargador Pedro Sakamoto com 44% na racionalização de despesas.
Gabinete do desembargador Luiz Carlos da Costa com 58% na racionalização de despesas.
 
Categoria áreas administrativas
Selo Bronze
Coordenadoria Judiciária com 8% na racionalização de despesas.
 
Selo Diamante
Presidência com 40% na racionalização de despesas.
Coordenadoria administrativa com 75% na racionalização de despesas.
 
Categoria Comarcas
Selo Bronze
Querência com 6% na racionalização de despesas.
Apiacás com 6,5% na racionalização de despesas.
Campo Verde com 9% na racionalização de despesas.
 
Selo Prata
Alto Araguaia com 11% na racionalização de despesas.
 
Selo Ouro
Vila Bela da Santíssima Trindade com 15,5% na racionalização de despesas.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: Foto colorida na qual aparece a presidente do TJMT ao lado do corregedor-geral. Ela segura um certificado do Selo de Reconhecimento.
Segunda imagem: Foto colorida na qual aparece o corregedor-geral falando ao público. Ele está em um púlpito no palco e ao seu lado está uma projeção com o logo do evento.
Terceira imagem: foto colorida registrando o momento em que a servidora de Querencia recebe o certificado.
Quarta imagem: foto colorida mostrando a juiza Edileuza Zorgeti entregando o certificado.
Quinta imagem: foto colorida na qual aparece o representante de Apiacas recebendo o certificado.
 
 
Andhressa Barboza/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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